Babakiueria (1986)

Assistido em 27/02/2013
(Obs: para o curso Aboriginal Worldviews and Education da University of Toronto, disponível em coursera.org)


Esse curta-metragem australiano é fantástico! Ele inverte os papeis sociais causados pelo colonialismo mostrando os absurdos da sociedade branca dominante e tranquilamente se aplica à realidade brasileira. No começo há um grupo de famílias brancas ocupando uma área de churrasco, quando chegam as pessoas negras colonizadoras. O local é chamado pelo que vem de fora de Babakiueria e passados 200 anos, há uma preocupação do governo em garantir o bem estar daquele povo, com políticas educacionais e preservação dos costumes. A inversão funciona muito bem! Recomendo assistir!

https://www.youtube.com/watch?v=SHK308_MTiU

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Argo (2012)

Assistido em 24/02/2013


Passado o Oscar, esse foi o filme que faltou falar daqueles que eu li. Acabou se consagrando o melhor da noite, levando o prêmio de melhor filme, mesmo sem nenhuma indicação para a direção de Ben Affleck, fato que foi até destacado em piada na noite, já que Affleck levou todos os prêmios de direção possíveis da temporada.
À princípio Argo parece um filme fantástico. Com uma bela abertura feita em desenhos de storyboard, ele conta o que levou à Revolução de 79 no Irã, com destaque para o papel negativo dos EUA nos anos anteriores. Aí estoura a revolução e 6 funcionários da embaixada americana consegue fugir dela antes de ser tomada pelos revolucionários. Eles se abrigam na casa do embaixador do Canadá e a CIA precisa de um plano para retirá-los de lá em segurança. A ideia escolhida é fazer eles se passarem por uma equipe de produção de um filme canadense de ficção científica, chamado Argo, que estaria sendo filmado no país. Tudo parece tão absurdo que é totalmente compreensível que nos créditos apareçam as fotos e papéis que comprovam a veracidade do ocorrido.
Argo não é o melhor filme do ano. Aliás, não é isso que o Oscar se trata, é uma premiação da indústria. Mas tem um roteiro competente, é bem dirigido  e tem um figurino muito bom. Entre os indicados foi o segundo filme que mais gostei. Então acredito que foi uma escolha justa.

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Férias Frustradas (Vacation/ 1983)

Assistido em 22/02/2013


Sempre deixo claro que comédia não é um gênero que normalmente eu aprecio. Esse filme, especificamente, sempre me irritou muito: não gosto dessas histórias em que a graça é o personagem sempre se dar mal. Depois de anos sem ver, peguei passando e resolvi dar uma chance. E 15 ou 20 anos depois, minha opinião não mudou: continua irritante, sem contar as piadas de estereótipos racistas. Muito ruim.

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O Navio Fantasma (The Ghost Ship/1943)

Assistido em 17/02/2013

(Obs: para o curso The Language of Hollywood: Storytelling, Sound, and Color; da Wesleyan University, disponível em coursera.org)
Um filme B, com cenários reaproveitados de outros filmes, com pouco mais de uma hora de duração, feito para ser exibido em sessão dupla. É um suspense, mas ao contrário do que o título pode levar a pensar, não tem nada de sobrenatural em sua história: trata do isolamento de quem trabalha em navio. Para um filme tão pobre de recursos, é até bem executado e interessante.

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O Mestre (The Master/ 2012)

Assistido em 16/02/2013
Não sou nenhuma entendida de Paul Thomas Anderson: pelo contrário, antes de ver O Mestre, só havia visto dois filmes dele, Magnólia e Sangue Negro (e sei que preciso ver outros). Por esse panorama eu sei que ele é um diretor muito bom, muito acima da média. Até hoje não sei como Onde os Fracos Não Tem Vez levou o Oscar de Melhor Filme em 2008 contra Sangue Negro, que considero um filme maravilhoso. Mas mesmo ciente de suas qualidades não consigo não achar por essa pequena amostragem de trabalho que ele às vezes é meio inconsistente. O Mestre, por exemplo, me pareceu muito inferior a Sangue Negro. Sei que o filme tem zilhões de subtextos e sei que provavelmente não captei nenhum, mas essa é a sensação que eu tive. A história fala de um homem problemático e alcoólatra, chamado Freddie Quell (interpretado fantasticamente por Joaquim Phoenix) que entra sem ser convidado em um barco onde ocorre uma festa e lá conhece um mestre de uma nova religião, Lancaster Dodd (Philip Seymour Hoffman, ótimo como sempre) e sua esposa Peggy (Amy Adams). Ao mesmo tempo em que aborda os absurdos dessa religião, o filme nunca vilaniza seus criadores, sempre os mostrando como pessoas de boa-fé e que querem ajudar. Apenas alguns membros da família ou da sociedade aparecem no papel de descrentes, fazendo um contraponto. Essa religião foi livremente inspirada na cientologia. Os personagens principais, embora tenham uma interação bastante interessante, parecem não evoluir ao longo do filme. E apesar de todas as cenas bonitas e das interpretações muito boas, passados três dias parece que ele em nada me marcou…

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