Carrie, a Estranha (Carrie/ 2013)

Assistido em: 26/12/2013.

Essa já é a quarta encarnação do livro de Stephen King que eu assisto (levando em conta A Maldição de Carrie, que tinha basicamente a mesma trama), e a segunda que eu vejo no cinema. Dessa vez a direção ficou por conta de  Kimberly Peirce.

Essa versão de 2013 peca por não ter grandes momento dramáticos: nada na apresentação surpreende. A história é conhecida por todos: Carrie (Chloë Grace Moretz) é uma jovem de 18 anos que está concluindo o ensino médio e tem poderes telecinéticos. Ela é isolada dos demais no colégio e tem uma mãe (Julianne Moore) que é fanática religiosa e repressora. Carrie acaba sendo convidada para o baile de formatura e o que parecia um sonho virando realidade torna-se um pesadelo de humilhações. Dessa vez o compartilhamento de imagens por redes sociais é acrescentado, mas posteriormente é  pouco explorado.

Em relação às versões anteriores, pode-se dizer que  a questão do bullying se faz mais presente, por tratar-se de um tema cada vez mais em voga. A personagem também está em sua versão mais humanizada e frágil. Em parte isso se deve à pouca idade da atriz que a interpreta, Chloë Grace Moretz, que em nenhum momento convence que tem 18 anos (sendo ela mesma mais jovem que isso). As atuações não são o ponto forte do filme e Julianne Moore também aparece desgrenhada e caricata, incapaz de transmitir realismo a sua personagem. Um exceção é a Sra. Desjardin, interpretada Judy Greer, que o faz de uma forma bastante humana, mesmo com uma personagem tão pouco desenvolvida.

O terço final do filme explora as possibilidades permitidas pelos efeitos visuais atuais e a violência fica exagerada em alguns momentos, mas não há tensão alguma na forma como a ação se desenrola.

Pode-se argumentar que esse é um remake  desnecessário, que nada acrescenta em relação ao clássico de 1976 dirigido por Brian de Palma, por exemplo. Apesar disso acredito que versões da história pipocarão periodicamente, pelo simples fato de que ela tem um grande apelo com o público adolescente, que se identifica com os problemas na dinâmica intra-escolar. E falo isso por experiência própria: por pior que tenha sido, eu fui uma adolescente que assistiu A Maldição de Carrie no cinema, que adorei as roupas que a protagonista e sua melhor amiga usavam, e que gostei do efeito de tatuagem crescendo no rosto da protagonista. Talvez isso tenha faltado nesse filme: um visual mais interessante. Os adultos podem assistir e torcer o nariz, mas acredito que muitos adolescentes devem ter gostado, especialmente se não tem contato com o material original ou a primeira gravação.

carrie

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