Férias Frustradas de Verão (Adventureland/ 2009)

Assistido em 17/01/2013


Eis um filme que foi vendido MUITO errado. Escrito e dirigido por Greg Mottola (de Superbad) e propagandeado como comédia (até no Netflix), jamais pensei que não fosse uma. Mas não é: é um drama que se passa em 1987, vagamente baseado em experiências do diretor. O protagonista é um rapaz, James, (Jesse Eisenberg interpretando o de sempre) recém- formado que pretendia viajar com os amigos para a Europa. Acontece que seu pai passou a ganhar menos e terão que rever suas despesas. Por isso ele resolve arrumar um emprego no parque de diversões da cidade, que dá o título ao filme. Lá ele conhece Em, cuja mãe morreu há 2 anos, e que optou por trabalhar no parque para irritar seu pai e a madrasta, de quem não gosta. A personagem é interpretada por Kristen Stewart, que está muito bem. Ela não morde os lábios, não ofega e no máxima passa a mão no cabelo, mas consegue conferir humanidade a Em. A fauna do parque ainda é completada pelo ex-amigo bully de James , um rapaz judeu que estuda literatura russa, uma moça católica e sua side-kick, o casal de proprietários e o responsável pela manutenção (Ryan Reynolds), que é músico nas horas vagas. O filme lida com expectativas, erros, amores e desejos da juventude sem jamais julgar seus personagens e acho que fez isso de maneira muito boa, nos fazendo lembrar de ter aquela idade.

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A Irmã da Sua Irmã (Your Sister’s Sister/ 2011)

Assistido em: 17/01/2013


Noite de filme leve, escolhi uma comediazinha que o Netflix estava me indicando. A história basicamente se passa em uma casa de campo onde estão um cara que perdeu o irmão há um ano, a ex do tal irmão, que é sua melhor amiga e a irmã dela, uma mulher lésbica que acabou de sair de um relacionamento de 7 anos. Bastante diálogo, interpretações convincentes, personagens humanos. Filminho bom, sem ser nada demais.

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O Lado Bom da Vida (Silver Linings Playbook/ 2012)

Assistido em: 16/01/2013
Comédia romântica com uma pitada de drama sobre um homem (Bradley Cooper) que sai de um hospital psiquiátrico após ficar internado e medicado por transtorno bipolar e que vai tentar reorganizar sua vida, voltando à casa de seus pais. O pai é interpretado por Robert De Niro, bem como há tempo não estava. Na vizinhança ele conhece uma mulher (Jennifer Lawrance) que está tendo dificuldades para lidar com sua viuvez. Ainda há o amigo, também com problemas psiquiátricos, interpretado pelo sumido Chris Tucker.

No início é muito difícil gostar de ou ter empatia por qualquer dos personagens. Eles são problemáticos demais. Mas conforme a história avança, vão se humanizando. É uma comédia romântica acima da média e pouco clichê, mas digamos que com oito indicações ao Oscar (melhor filme, direção, ator, atriz, ator coadjuvante, atriz coadjuvante, montagem e roteiro adaptado) confesso que esperava algo bem mais interessante. Talvez seja um problema de gênero, mas também achei a direção fraca. Não que não tenha gostado, mas realmente não acho que é para tanto. Mas aí entram os irmãos Weinstein, não é mesmo? De qualquer forma o filme parece feito sob medida para o carisma de Jennifer Lawrence, que está ótima! Fiquei até curiosa para ler o livro.

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Moonrise Kingdom (2012)

Assistido em: 15/01/2012


Mais novo filme fabulesco de Wes Anderson, em que ele está wesardersoniando como nunca. Está tudo lá: a paleta de cores quentes, o visual retrô (se passa em 1965), os personagens meio esquisitos e inadequados… Basicamente é a história de um menino  e uma menina, ambos com 12 anos, que resolvem fugir juntos. A história não tem muito mais que isso. Achei bonitinho.
Obs: Estaria Wes Anderson timburtuniando?

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Holy Motors (2012)

Assistido em: 14/01/2012


Deixei passar dois dias antes de escrever sobre esse filme e ainda não sei o que dizer. Estou com ele no meu pensamento desde então. Quando terminei eu falei “não entendi, mas gostei”. Sigo com essa impressão e ao procurar por críticas dele, parece que esse é o espírito da coisa toda. Depois de alguma digestão acho que não apenas “gostei”, mas ameio-o. Por nada e pelo todo. Intrigante e belo, é mais um dos filmes recentes que fazem homenagem (ou não) ao próprio cinema. O próprio diretor, Leos Carax, aparece na cena inicial em quarto de hotel, abrindo uma porta na parede e adentrando em uma sala de cinema. Mas o protagonista da história é Oscar, interpretado por  Denis Lavant, que começa o dia entrando em uma limusine e sendo avisado que terá nove encontros para aquele dia. Recebe uma pasta com as informações. Mas não são negócios. Oscar sai da limusine sucessivas vezes, como uma velhinha pedinte, como um assassino, com o corpo coberto de bolinhas para motion capture, como um leprechaun, um assassino, um velho à beira da morte e por aí vai. Cada cena é um novo filme para em seguida Oscar entrar novamente e se maquiar para a próxima atuação. Ao longo da jornada, que tem Paris como plano de fundo, ele vai ficando mais desgastado e melancólico, e o desfecho contém vários pensamentos sobre o fazer cinema nos dias atuais. Existe também várias referências à outro filmes. Lavant, que era um ator que eu desconhecia, mostra-se fantástico, incorporando onze personagens diferentes e sempre com emoção latente.  As participações de Eva Mendes e Kylie Minogue são surpreendentemente boas. Não dá para falar do filme sem contar demais as cenas, mas basta dizer que o conjunto todo delas me deixou com a sensação de ter visto algo maravilhoso, de ter presenciado Arte, de ter visto um filme que será citado daqui há décadas. Resta saber se me enganei.

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