Category Archives: Televisão

Indicados e Vencedores Globo de Ouro 2014

golden-globes-logo A Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA) revelou seus indicados aos prêmios de melhores do ano em cinema e televisão. A cerimônia de premiação ocorrerá em 12 de janeiro e terá como apresentadoras Tina Fey e Amy Poehler. As indicações foram lideradas por 12 Anos de Escravidão, seguido de Trapaça e Nebraska. Segue abaixo a lista. ATUALIZAÇÃO: Em negrito, abaixo, os vencedores:

MELHOR FILME – DRAMA

12 Anos de Escravidão

Capitão Phillips

Gravidade

Philomena

Rush – No Limite da Emoção

MELHOR FILME- COMÉDIA OU MUSICAL

Trapaça

Ela

Inside Llewyn Davis

Nebraska

O Lobo de Wall Street

MELHOR ATOR – DRAMA

Chiwetel Ejiofor – 12 Anos de Escravidão

Idris Elba – Mandela: Long Walk to Freedom

Tom Hanks – Capitão Phillips

Matthew McConaughey – Dallas Buyers Club

Robert Redford – Até o Fim

MELHOR ATRIZ – DRAMA

Cate Blanchett – Blue Jasmine

Sandra Bullock – Gravidade

Judy Dench – Philomena

Emma Thompson – Walt nos Bastidores de Mary Poppins

Kate Winslet – Refém da Paixão

MELHOR ATOR – COMÉDIA OU MUSICAL

Christian Bale – Trapaça

Bruce Dern – Nebraska

Leonardo Dicaprio – O Lobo de Wall Street

Oscar Isaac – Inside Llewyn Davis

Joaquin Phoenix – Ela

MELHOR ATRIZ – COMÉDIA OU MUSICAL

Amy Adams – Trapaça

Julie Delphy – Antes da Meia-Noite

Greta Gerwig – Frances Ha

Julia Louis-Dreyfus – À Procura do Amor

Meryl Streep – Álbum de Família

MELHOR ATOR COADJUVANTE

Barkhad Abdi – Capitão Phillips

Daniel Bruhl – Rush – No Limite da Emoção

Bradley Cooper – Trapaça

Michael Fassbender –12 Anos de Escravidão

Jared Leto – Dallas Buyers Club

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Sally Hawkins – Blue Jasmine

Jennifer Lawrence – Trapaça

Lupita Nyong’o – 12 Anos de Escravidão

Julia Roberts – Álbum de Família

June Squibb – Nebraska

MELHOR DIRETOR

Alfonso Cuaron – Gravidade

Paul Greengrass – Capitão Phillips

Steve McQueen -12 Anos de Escravidão

Alexander Payne – Nebraska

David O. Russell – Trapaça

MELHOR ROTEIRO

Spike Jonze – Ela

Bob Nelson – Nebraska

Jeff Pope Steve – Philomena

John Ridley – 12 Anos de Escravidão

David O. Russell – Trapaça

MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA

Azul é a Cor Mais Quente (França)

A Grande Beleza (Itália)

A Caça (Dinamarca)

O Passado (Irã)

Vidas ao Vento (Japão)

MELHOR ANIMAÇÃO

Os Croods

Meu Malvado Favorito 2

Frozen – Uma Aventura Congelante

MELHOR TRILHA SONORA

Até o Fim

Mandela: Long Walk to Freedom

Gravidade

A Menina que Roubava Livros

12 Anos de Escravidão

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL

“Atlas” – Jogos Vorazes – Em Chamas

“Let it Go” – Frozen – Uma Aventura Congelante

“Ordinary Love” -Mandela: Long Walk to Freedom

“Please Mr Kennedy” – Inside Llewyn Davis

“Sweeter Than Fiction” – One Chance

MELHOR SÉRIE – DRAMA

Breaking Bad

The Good Wife

House of Cards

Masters of Sex

The Newsroom

MELHOR SÉRIE – COMÉDIA OU MUSICAL

The Big Bang Theory

Brooklyn Nine-Nine

Girls

Modern Family

Parks and Recreation

MELHOR MINISSÉRIE OU TELEFILME 

American Horror Story: Coven

Behind the Candelabra

Dancing on the Edge

Top of the Lake

The White Queen

MELHOR ATRIZ EM SÉRIE- DRAMA

Tatiana Maslany – Orphan Black

Taylor Schilling – Orange is the New Black

Kerry Washington – Scandal

Robin Wright -House of Cards

Julianna Margulies – The Good Wife

MELHOR ATOR EM SÉRIE- DRAMA 

Liev Schreiber – Ray Donovan

Bryan Cranston – Breaking Bad

Michael Sheen – Masters of Sex

Kevin Spacey – House of Cards

James Spader – The Blacklist

MELHOR ATRIZ EM SÉRIE- COMÉDIA OU MUSICAL

Zooey Deschanel – New Girl

Julia Louis-Dreyfus – Veep

Lena Dunham – Girls

Edie Falco – Nurse Jackie

Amy Poehler – Parks and Recreation

MELHOR ATOR EM SÉRIE- COMÉDIA OU MUSICAL

Jason Bateman – Arrested Development

Don Cheadle – House of Lies

Michael J. Fox – The Michael J. Fox Show

Andy Samberg – Brooklyn Nine-Nine

Jim Parsons – The Big Bang Theory

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE, MINISSÉRIE OU TELEFILME

Hayden Panettiere – Nashville

Monica Potter – Parenthood

Janet McTeer – The White Queen

Jacqueline Bisset – Dancing on the Edge

Sofia Vergara – Modern Family

MELHOR ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE, MINISSÉRIE OU TELEFILME

Josh Charles – The Good Wife

Rob Lowe -Behind the Candelabra

Aaron Paul – Breaking Bad

Corey Stoll – House of Cards

Jon Voight – Ray Donovan

MELHOR ATRIZ EM MINISSÉRIE OU TELEFILME

Helena Bonham Carter – Burton and Taylor

Rebecca Ferguson – The White Queen

Jessica Lange -American Horror Story: Coven

Helen Mirren – Phil Spector

Elisabeth Moss -Top of the Lake

MELHOR ATOR EM MINISSÉRIE OU TELEFILME

Matt Damon – Behind the Candelabra

Chiwetel Ejiofor – Dancing on the Edge

Idris Elba – Luther

Al Pacino – Phil Spector

Michael Douglas – -Behind the Candelabra

Com isso Trapaça é o grande ganhador da noite, com o prêmio de melhor filme, melhor atriz (Amy Adams)  e melhor atriz coadjuvante (Jennifer Lawrence), todos nas categorias Comédia ou Musical. Nas categorias de Drama os prêmios se dividiram, mas Melhor Filme foi para 12 Anos de Escravidão. Destaque também para o filme feito para televisão Behind the Candelabra, que levou prêmios de melhor Minissérie ou Telefilme  e melhor ator em Minissérie ou Telefilme (Michael Douglas).

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Assassinato em Gosford Park (Gosford Park/ 2001)

Assistido em 15/11/2013

Há alguns meses havia escrito que comecei a assistir Downton Abbey. O primeiro impacto havia sido bastante positivo: lindos figurinos da década de 1910 e uma trama que parecia interessante ao ressaltar as relações entre a antiga nobreza e a vida de seus criados no andar debaixo naquele começo de século. Após o término da quinta temporada, o que tenho a dizer é que os figurinos, agora já na década de 20, continuam lindos, mas a trama provou-se um grande novelão. O criador e roteirista, Julian Fellowes, não hesita em tratar a criadagem como os maiores conservadores e mantenedores de status sociais, a classe média como simplórios deselegantes e garantir que a nobreza, séria e prudente, tenha a razão ao final de cada linha de história, além de lançar mão de artifícios como amputação, gravidez de risco ou fora do casamento, namorados sumidos, estupro, viuvez precoce e outros, sempre apelando para o drama folhetinesco.

Por causa da série, resolvi rever Assassinato em Gosford Park, dirigido por Robert Altman, com roteiro também de Julian Fellowes. A dinâmica entre a velha nobreza com porte, a classe média deselegante e os criados conservadores também se faz presente nessa trama. Dessa vez a história se passa na década de 1930, em uma casa de campo em que um grupo de pessoas se reúne para passar os dias. Há o dono da casa, William (Michael Gambon), sua esposa Sylvia (Kristin Scott Thomas), sua cunhada Isobel (Camilla Rutherford), alguns outros nobres, como Lady Trantham (Maggie Smith, também em Downton Abbey), e um astro de cinema americano, Ivor Novello (Jeremy Northam). O elenco é grande e leva um tempo para se familiarizar com todos. Fellowes parece ter vasto conhecimento sobre o funcionamento de casas como essa e isso transparece no tratamento que dá aos papéis dos empregados. Ao mesmo tempo, eles estão sempre julgando e trocando informações sobre os convidados, não parecendo aprovar modernidades ou hábitos diferentes, como o vegetarianismo de um deles. Os nobres parecem manter as aparências e a pompa. Certa hora é perguntado ao ator como ele aguenta essas pessoas. Ele responde que é porque passa a vida interpretando-as.

A casa transmite a sensação de perigo iminente. Em diversas cenas aparecem vidros de venenos, facas, armas de fogo e a sensação é de que algo ocorrerá. Até que durante a noite o anfitrião é morto. O crime só pode ter sido cometido por alguém de dentro da casa. A ambientação e trama ajudam a aproximar o filme de uma adaptação da obra de Agatha Christie. Mas, o invés de Hercule Poirot, temos o inspetor Thompson (Stephen Fry) na investigação.

O filme é bonito, bem executado, tem um belo design de produção e entretém muito bem. É pena que passados doze anos de seu lançamento, ele só venha a comprovar que Fellowes é um escritor que embora demonstre grande conhecimento histórico, é monotônico. Talvez seja um daqueles filmes em que o passeio pela obra é melhor que o destino final.

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Downton Abbey

Mais uma dica de série britânica para assistir: Downton Abbey. Depois dos dez minutos iniciais eu sabia que teria que assistir tudo. Já são três temporadas e a quarta estreia em setembro. Assisti a primeira e fiquei muito bem impressionada (mas agora tenho que tomar cuidado com spoilers). Engana-se quem pensa que é algo muito sofisticado em termos de roteiro: trata-se de um novelão, com mocinhas e vilões muito bem delineados. Mas é um novelão bem feito e delicioso.

A história começa em 1912, com o patriarca da nobre família Crawley (Hugh Bonneville) descobrindo pelo jornal que o Titanic afundou. Sua casa, Downton Abbey, é vinculada ao título de nobreza e como ele e sua esposa, a americana Cora (Elizabeth McGovern), têm três filhas mulheres, herdará a propriedade o parente homem mais próximo. Sua filha mais velha, Mary (Michelle Dockery), estava prometida em casamento ao seu único primo, de maneira que quando ele se tornasse o herdeiro, tudo permaneceria com eles. Mas ele estava a bordo do Titanic e ao começo da história a família sequer sabia mais quem seria o herdeiro, pois restam apenas parentes distantes e desconhecidos. Mary é mimada e decidida. A filha do meio, Edith (Laura Carmichael), é a que ninguém lembra que existe: não é suficientemente bonita, nem inteligente, nem espirituosa. A mais nova, Sybil (Jessica Brown Findlay) é o xodó da casa e tem ideais políticos. Para completar a família, a avó, a ácida e divertida Violet Crawley (Maggie Smith).

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As irmãs Crawley

Mas a graça de Downton Abbey não é a família em si: histórias familiares de nobreza e burguesia existem às pencas. O bom mesmo é que a série divide o foco entre a família e os criados, que moram na casa, acordam de madrugada e desempenham as duras tarefas para que tudo esteja em funcionamento e os Crawley possam viver seus dramas sem outras preocupações. O mordomo Sr. Carnson (Jim Carter), o valete Sr. Bates (Brandan Coyle), a cozinheira Sra. Patmore (Lesley Nicol), a chefe das empregadas, Sra. Hughes (Phillys Hogan), a camareira amiga das  patroas, Anna (Joanne Froggatt) e por aí vai. Construiu-se um leque de personagens interessantes, que nos fazem querer acompanhar mais o que acontece no andar de baixo da residência, mesmo que, por se tratar de um novelão, eles sejam retratados de forma maniqueísta.

Os empregados da casa (e para quem assiste Game of Thrones, Ygritte!)

Os empregados da casa (e para quem assiste Game of Thrones, Ygritte!)

Escrita por Julian Fellowes (que também foi roteirista de A Jovem Rainha Victoria e Assassinato em Gosford Park), a produção tem grande qualidade. Filmada em uma mansão real, apenas os aposentos dos empregados e a cozinha são estúdios, já que estes já foram modernizados pela família moradora. Os figurinos são perfeitos e muitas roupas são originais da época. As atrizes dizem que em algumas cenas mal podem se movimentar, pois os vestidos estão se desmanchando em função da idade. O elenco ainda conta com um consultor histórico, Alistair Bruce, que os ensinam a se portar, falar e realizar suas ocupações.

A primeira temporada é curtinha: são  sete episódios.

DowntonAbbey-Poster

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25.000 acessos!

Vamos comemorar comendo um bolinho com Julia Child

Eis que na quarta-feira, dia 29 de maio, véspera de feriado, o Estante da Sala chega ao seu acesso número vinte e cinco mil! Eu sei que para a maioria das pessoas que têm blogs esse não é um número tão grande, mas eu considero bastante!

Quando comecei-o , em 2009, pretendia escrever sobre filmes, livros, jogos e receitas. Publiquei algumas receitas e dois comentários de filmes e acabei deixando ele de lado. Algum tempo depois ainda cheguei a escrever sobre o figurino de dois filmes, para depois abandoná-lo novamente por um bom tempo. Nesse meio tempo acabei utilizando o Twitter para fazer rápidos comentários sobre os filmes que havia assistido. No começo desse ano de 2013, resolvi organizar esses comentários e ao invés de postá-los no twitter, colocá-los em posts públicos em meu perfil do Google+. Percebi que essa era uma maneira ineficiente de lidar com os escritos, então resolvi voltar a esse bom e velho (e empoeirado) espaço. De lá pra cá, praticamente parei de jogar videogame, não tenho escrito muito sobre livros e resolvi não postar mais receitas, mas a ideia do blog permanece  a mesma.

Vou fazer uma retrospectiva dos posts que mais ajudaram nesse número. As receitas se saíram melhor por estarem a mais tempo no ar. Abaixo seguem os posts mais acessados.

Dez posts mais acessados desde o retorno do blog:

10º Duro de Matar

Hamlet

8º (empatados!) Oblivion , As Aventuras de Robin Hood e In The Flesh

7º A Princesa Prometida

6º As Aventuras de Pi

A Origem dos Guardiões

4º Gambá- Os Tambores da Floresta

3º Figurino: A Princesa Prometida

2º Mauss Segundo suas Alunas

1º Figurino: Django Livre

Por essa nem eu esperava! Acho que preciso escrever mais sobre figurinos, pelos visto.

Agradeço a todos que leem o Estante da Sala e espero que continuem acessando-o para que ele cresça ainda mais. Curtam a página no Facebook e comentem! 🙂

Obrigada!

Tintim!

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Smash

Ano passado, quando Smash estreou, fãs do gênero musical se empolgaram com a possibilidade de um bom seriado de televisão que bem o representasse. A série deveria contar os bastidores da montagem de uma produção da Broadway sobre a icônica Marilyn Monroe, incluindo a composição das músicas, os ensaios e a escolha das protagonistas. A briga pelo papel principal ficaria entre Ivy (Megan Hilty) e Karen (Katherine McPhee). Ivy é a ambiciosa atriz com anos de experiência, que apesar do talento  nunca conseguiu sair do coro e conseguir um papel de destaque, enquanto Karen é a novata ingênua que vem do interior tentar a vida em Nova York. O episódio piloto fazia a série parecer promissora.

Acontece que daí para frente houve uma sucessão de decisões ruins no desenvolvimento da história: tramas paralelas absolutamente desinteressantes, atores ruins e personagens coadjuvantes irritantes. Ao final da primeira temporada acredito que muitos se perguntaram onde havia ido parar o potencial da série. Ao começar a segunda, há a boa notícia de que todos os personagens odiados pelos expectadores haviam sido limados da história. Mas em seu lugar, trouxeram outros também irrelevantes e a história se desviou do musical sobre Marilyn para a produção de um segundo musical sobre amores proibidos e busca pela fama (?). A qualidade do que víamos não melhorou e ontem à noite finalmente assistimos ao episódio duplo final da série, após a decisão da emissora de cancelar a série. E foi um novelão: indicações e premiações do Tony para praticamente todo o elenco e equipe dos musicais fictícios, relacionamentos reatados e até gravidez. Ao menos podemos dizer que os números musicais nunca perderam a qualidade.

Um dos grandes problemas para comprar a história desde o início  foi justamente a rivalidade entre Karen e Ivy, já a segunda é visivelmente mais talentosa que a primeira, assim como sua intérprete Megan Hilty. E ela deveria ser a vilã da história (e assim o foi pela primeira temporada). Já Katherine McPhee, vencedora de algum American Idol, não tem voz para musical de teatro e não imprimia carisma algum a sua personagem. Uma pena que uma série que poderia ter sido tão divertida ser vítima das decisões equivocadas de seus realizadores.

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