Figurino: Oldboy (2003)

Esse será um comentário breve sobre o figurino dos personagens principais de Oldboy. Já havia comentado algumas dessas questões no primeiro post, com os comentários gerais do filme, mas acabei achando interessante complementá-lo mais detalhadamente e com uso de imagens. Oh Dae-su, o protagonista, é liberto de seu cativeiro após 15 anos, dentro de uma mala com apenas com seus diários e a roupa do corpo. A roupa consiste em calça social, camisa e blazer, todos pretos. Após tantos anos que lhe foram roubados, sem a possibilidade de desenvolver sua vida, ele retorna a ela com uma roupa que não demonstra nenhum tipo de identidade ou personalidade.

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Conforme já havia mencionado o filme possui uma paleta de cores bastante restrita, com predominância de verde e vermelho para composição dos ambientes. A companheira de jornada de Dae-su, Mi-do, aparece com um figurino predominantemente nessas cores, geralmente contrastando com o entorno, com a cor oposta ao do papel de parede. É como se ela fizesse parte dos lugares por onde passa, mas ao mesmo tempo sempre fosse uma peça deslocada. Quando ela foge desse padrão, é para vestir uma blusa cuja estampa remete a da parede, ao receber seu pacote de presente, próximo ao final. Quando tudo parece fazer sentido, mesmo que ela não saiba o que está acontecendo, por alguns momentos passa estar alinhada com seu contexto, apenas para ao final reencontrar Dae-su na neve e novamente estar deslocada, com seu casaco vermelho.

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O vilão da história,  Woo-jin Lee, é o típico psicopata extremamente preocupado com sua boa aparência, com um guarda-roupa lotado de ternos bem cortados impecáveis (e impessoais).

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Já sua irmã, que aparece em cenas ligadas às memórias de Dae-su, segue a mesma escolha de cores mencionada no primeiro post: sua roupa é em tons de roxo, como tudo ligado ao seu passado.

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  • Silvana

    Confesso que nunca assisti ao filme,mas acho muito interessante como Isabel narra o figurino dos personegens,pois me parece que a história é contada de forma inteligente e fácil de ser bem interpretada.Parabéns Isa.