Trilogia Indiana Jones (1981, 1984 e 1989)

Assistidos em 10, 12 e 18/10/2013

Tantaram-tam tantaram tantaram-taaam tantaram-tam-TAM! Com um dos temas mais famosos da história do cinema, composto por John Williams, Indiana Jones nos convida à aventura. Aposto que você leu cantarolando no ritmo!

Resolvi fazer o teste para ver se os filmes adorados da infância sobreviveram ao tempo e a resposta é: sim. O personagem criado por George Lucas (seria esse o único acerto de sua carreira?) e dirigido por Steven Spielberg ainda diverte, e muito.

Indiana Jones (Harrison Ford) é um personagem que homenageia os antigos filmes de aventura e exploração de terras desconhecidas. O heróis poderia fazer parte dos filmes da época em que as histórias se passam, entre 1935 e 1938. Toda a estética do filme, incluindo o icônico chapéu do herói pertencem àquele período e isso é feito de maneira extremamente bem executada, como comprova o vídeo abaixo.

O primeiro filme, Caçadores da Arca Perdida (Raiders of the Lost Arc) é fechado e não precisaria ter continuações, de maneira que nem possuía o nome do herói no título ainda. A mocinha que acompanha Indy nele,  Marion (Karen Allen), filha de um professor dele, é uma mulher independente, que aguenta beber mais os homens, sabe brigar e tem forte personalidade. Ela é a melhor companheira dentre os três filmes e merecidamente retornou no quarto, Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (que eu estou fingindo que não existe, por isso chamo de trilogia ainda). Na universidade onde leciona, Indy lida com Marcus Brody (Denholm Elliott), que aparecerá em outras sequências.

Ambos vão em busca da bíblica Arca da Aliança, contando com a ajuda de Sallah (John Rhys-Davies). A aventura, como nas subsequentes, envolve viagens, vilões que também querem o artefato e, claro, cobras, o grande medo de Indiana. Nesse filme os vilões são alemães. É nesse também que ocorre a icônica cena da bola de pedra rolando atrás de Indiana.

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O segundo filme, Indiana Jones e o Templo da Perdição (Indiana Jones and the Temple of the Doom) é muito mais problemático. Mesmo na época era o que eu menos gostavam, ficando muito aquém dos demais. A companheira de aventura nesse é a cantora Willie (Kate Capshaw), que grita e reclama e tempo todo, não sendo preparada para o que os esperam.  O outro sidekick é Short Round (Jonathan Ke Quan)  A trama acontece cronologicamente antes do primeiro. Nela Indiana pretende recuperar pedras sagradas roubadas de um vilarejo na Índia e se depara com uma marajá- menino (Raj Singh) e um templo de sacrifícios humanos.

A história em si é bem mais parada e menos empolgante. Além disso, há tons racistas por todo lado (dos vilões estereotipados ao povo que precisa do herói branco para salvá-los), que não passam desapercebidos sob um olhar do século XXI. Como um todo, não chega a ser um filme ruim, mas deixa a desejar em relação aos outros.

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No terceiro filme, Indiana Jones e a Última Cruzada (Indiana Jones and the Last Crusade), novamente temos vilões alemães. Dessa vez Indy que recuperar o Santo Graal, o cálice usado por Jesus durante a última ceia, que garantiria imortalidade a quem bebesse dele. Acontece que o Führer também parece ter interesse no artefato. Assim, temos a Doutora Elsa Schneider (Alison Doody) interpretando a acompanhante de Indiana. Trata-se da mais elegante e sedutora das três, mas também a mais dúbia. O ponto forte do filme é a interação do protagonista com seu pai, Professor Henry Jones (Sean Connery). Assim descobrimos que na verdade Indiana é o nome do cachorro deles e o arqueólogo se chama chama Henry Jones Junior, ou simplesmente Junior, como seu pai o chama, para seu horror. Sallah retorna nesse filme, bem como Marcus. Mais cômico que os demais, ainda assim o filme conta com aventura bem concebida e, ao, final, enigmas interessantes.

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Com exceção de uma ou outra pedra de isopor na cenografia, os aspectos técnicos dos filmes também envelheceram bem.

Usando uma fórmula antiga e trazendo-a de maneira efetiva para o contemporâneo de sua época, Indiana Jones é uma franquia que alimentou a imaginação a sede de aventura de muitas crianças. Desconsiderando o cuidados com as antiguidades e o paciente trabalho de pesquisa e escavação, muitos de nós queríamos ser arqueólogos, para visitarmos lugares antigos e bonitos e descobrirmos artefatos raros e valiosos. (Não foi meu caso, mas muita gente trocou depois o sonho de ser arqueólogo pelo de ser paleontólogo, graças a Parque dos Dinossauros). Os filmes sobreviveram razoavelmente bem ao tempo e acredito que não desagradariam as gerações mais novas.

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