O Silêncio dos Inocentes em Closes

Impressiona a maneira como o diretor Jonatham Demmes, juntamente com o diretor de fotografia Tak Fujimoto, inseriu close ups ao longo de toda a narrativa de O Silêncio dos Inocentes (1991), ao mesmo tempo explorando as emoções dos personagens e aumentando a sensação de tensão, pela exclusão do entorno. Quase sempre os personagens olham diretamente para a câmera (e consequentemente para o espectador), de maneira a intensificar a transmição das emoções sentidas em cena.  Fiz uma compilação de alguns momentos em que a técnica é utilizada, mas esses não foram os únicos. Muitos personagens secundários também aparecem em close. Além disso há uso de alguns extreme close ups. As imagens falam por si só.

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4 thoughts to “O Silêncio dos Inocentes em Closes”

  1. Isabel, concordo contigo, inclusive esse recurso é muito utilizado por Demme e seu fotógrafo, mesmo em filmes como “Filadélfia”, as refilmagens de “Sob o Domínio do Mal”
    e “O Segredo de Charlie”, sendo essa uma marca de um diretor tão versátil e talentoso, mas concordo com o fato de que foi melhor empregado em “O Silêncio dos Inocentes” (quem sabe por se tratar de um Thriller, contribuindo para sua tensão e até certa claustrofobia ao estarmos num ponto de vista tão próximo dos personagens) do que nos filmes que vieram depois, tanto é que em seu último filme, “O Casamento de Rachel” a lógica de sua estética visual assume outras formas, mais adequadas àquela narrativa. Finalizando, ótimas imagens que capturastes.

    1. Oi, Gustavo!
      Do Jonathan Demmes, além de Silêncio dos Inocentes, só vi Filadélfia e O Casamento de Rachel. Os dois primeiros há muito tempo. Revendo agora é que eu percebi a técnica. Interessante saber que se repete ao longo da obra. Obrigada pelo seu comentário!

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