Oblivion (2013)

Assistido em 13/04/2013

Assisti a esse filme sem saber absolutamente nada sobre ele. Trata-se de uma ficção científica pós-apocalíptica que se passa em 2077, 60 anos após a Terra ter sido invadida e parcialmente destruída por alienígenas. Os sobreviventes vivem em Titã, uma lua de Saturno, mas alguns, como Jack (Tom Cruise) e Victoria (Andrea Riseborough), que são responsáveis por ficar em uma base sobre a Terra e fazer manutenção dos drones, que sugam água para obter energia. Suas memórias foram apagadas cinco anos antes, para que, caso fossem capturados pelos alienígenas que ainda habitam a superfície, não comprometessem a segurança dos demais. Jack tem visões, em sonho, com uma mulher desconhecida (Olga Kurylenko). Um dia, ao descer à superfície, ele encontra um nave com sobreviventes encapsulados e entre eles, essa mulher. Posteriormente esse acontecimento o leva a fazer contato com os inimigos em solo.

Dirigido e roteirizado por Joseph Kosinski (do mediano Tron- O Legado), Oblivion nos oferece um visual muito bonito e com locações belíssimas. Os cenários são futuristas branco-minimalistas à lá Apple e trazem uma sensação de frieza e de que algo falta para a estação ser um verdadeiro lar. O filme parece feito para Tom Cruise, que para bem ou mal, segura as mais de duas horas da película praticamente sozinho. A trilha sonora, ao invés de parecer fluida e fazer parte das cenas, pode vezes se destaca demais, chegando a incomodar. Ela parece tentar fazer referência às trilhas dos anos 80, recheadas de baterias eletrônicas. Melissa Leo, que interpreta Sally, está ótima como sempre fazendo um personagem secundário.

O problema do filme é que parece que nunca estamos vendo algo novo. O homem isolado trabalhando na obtenção de energia em uma estação, nós vemos em Lunar. As visões da mulher desconhecida após a memória apagada são de Vanilla Sky/ Abra os Olhos. Algo da forma como encontram os alienígenas lembra A Máquina do Tempo, com uma boa dose de Mad Max nas roupas. Os olhos-lentes vermelhos dos drones saíram diretamente, de forma pouco sutil,  de 2001- Uma Odisseia no Espaço, de onde também saiu uma referência ao feto da cena final. Existe uma área proibida, como em Planeta dos Macacos, mas diz-se que por excesso de radiação. Há um pouco de Matrix, Solaris, Minority Report e até Independence Day. A colagem é bem feita no sentido de que nunca nos leva a revirar os olhos como algo previsível, mas ao mesmo tempo, nunca nos satisfaz com algo realmente inovador. Kosinski bebeu de muitas fontes, mas deixa isso claro o tempo inteiro. Mas aí o filme acaba sendo aquela coisa: entretém, não é ruim, mas provavelmente nunca vou rever, porque não é interessante o suficiente. Além disso, ficção científica que não se presta a fazer algum tipo de crítica, pelo menos pra mim, não se sustenta muito. O fato é: apesar de tudo isso que eu falei, é um filme bom de assistir e não faz você ter a a sensação que perdeu seu tempo. Mas se quiser algo similar (que custou mais de vinte vezes menos) e verdadeiramente instigante, assista Lunar.

Share