Moonrise Kingdom (2012)

Assistido em: 15/01/2012


Mais novo filme fabulesco de Wes Anderson, em que ele está wesardersoniando como nunca. Está tudo lá: a paleta de cores quentes, o visual retrô (se passa em 1965), os personagens meio esquisitos e inadequados… Basicamente é a história de um menino  e uma menina, ambos com 12 anos, que resolvem fugir juntos. A história não tem muito mais que isso. Achei bonitinho.
Obs: Estaria Wes Anderson timburtuniando?

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Holy Motors (2012)

Assistido em: 14/01/2012


Deixei passar dois dias antes de escrever sobre esse filme e ainda não sei o que dizer. Estou com ele no meu pensamento desde então. Quando terminei eu falei “não entendi, mas gostei”. Sigo com essa impressão e ao procurar por críticas dele, parece que esse é o espírito da coisa toda. Depois de alguma digestão acho que não apenas “gostei”, mas ameio-o. Por nada e pelo todo. Intrigante e belo, é mais um dos filmes recentes que fazem homenagem (ou não) ao próprio cinema. O próprio diretor, Leos Carax, aparece na cena inicial em quarto de hotel, abrindo uma porta na parede e adentrando em uma sala de cinema. Mas o protagonista da história é Oscar, interpretado por  Denis Lavant, que começa o dia entrando em uma limusine e sendo avisado que terá nove encontros para aquele dia. Recebe uma pasta com as informações. Mas não são negócios. Oscar sai da limusine sucessivas vezes, como uma velhinha pedinte, como um assassino, com o corpo coberto de bolinhas para motion capture, como um leprechaun, um assassino, um velho à beira da morte e por aí vai. Cada cena é um novo filme para em seguida Oscar entrar novamente e se maquiar para a próxima atuação. Ao longo da jornada, que tem Paris como plano de fundo, ele vai ficando mais desgastado e melancólico, e o desfecho contém vários pensamentos sobre o fazer cinema nos dias atuais. Existe também várias referências à outro filmes. Lavant, que era um ator que eu desconhecia, mostra-se fantástico, incorporando onze personagens diferentes e sempre com emoção latente.  As participações de Eva Mendes e Kylie Minogue são surpreendentemente boas. Não dá para falar do filme sem contar demais as cenas, mas basta dizer que o conjunto todo delas me deixou com a sensação de ter visto algo maravilhoso, de ter presenciado Arte, de ter visto um filme que será citado daqui há décadas. Resta saber se me enganei.

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Se Meu Apartamento Falasse (The Apartment/ 1960)

Assistido em: 12/01/2013
(De onde será que veio a moda de títulos nacionais com “se meu… falasse”?)
Reassisti depois de muito pouco tempo (acho que nem 6 meses) essa deliciosa comédia dramática dirigida por Billy Wilder e estrelada por Jack Lemmon e Shirley MacLaine (que está uma gracinha). Lemmon interpreta Baxler, um homem comum, que trabalha em uma agência de seguros com mais de 30 mil funcionários e lida com o problema de ter que emprestar a chave de seu apartamento para seus superiores usarem como ponto de encontro. Ao mesmo tempo ele está apaixonado por uma das ascensoristas do edifício comercial, Fran Kubelik. O filme foi o grande vencedor do Oscar de 1961, levando os prêmios de melhor diretor, direção de arte, montagem, roteiro original e filme e sendo ainda indicado a melhor ator, atriz, ator coadjuvante, som e fotografia (belissimamente executada em preto e branco).
Oba: a planta baixa interna do apartamento não faz o menor sentido em relação à suposta fachada do prédio e á area comum de corredor e porta do apartamentos vizinho. Perturbador. 😛

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Detona Ralph (Wreck-It Ralph/ 2012)

Assistido em 12/01/2013


Quanto mais eu penso a respeito dessa animação, mais chego à conclusão que foi uma grande oportunidade perdida pela Disney. Não que ele seja ruim, mas está longe de ser o que poderia ter sido. A história se passa em um universo de jogos de uma loja de fliperama. Assim que ela fecha, os personagens saem de seus mundos para interagir uns com os outros, num esquema meio “Toy Story”. Aí temos os nosso protagonista, Ralph (John C. Reilly) , cuja máquina está fazendo 30 anos. Ele é o vilão, que fica no topo de um prédio atirando coisas no mocinho carpinteiro (Felix) que as conserta, tudo um bocado Donkey Kong. Como outras personagens principal, ainda temos uma heroína de jogo de ação, Calhoun (dublada pela ótima Jane Lynch) e uma corredora de jogo de kart num mundo de doces, Vanellope (Sarah Silverman).

As referências a jogos e aparições de personagens são divertidas, mas são uma parte bem pequena do filme. Me incomodou a quantidade de inserções publicitárias, ainda mais em se tratando de um filme infantil (Subway, Coca Cola, Mentos, Oreo…). Já pensou McDonalds no Rei Leão? E no final temos a jornada do “vilão” grandão que não se conforma com seu papel e quer ser um herói (Monstro S.A., Megamente, Meu malvado favorito? Alô história batida!), uma personagem feminina que tem forte motivação em uma história de amor trágica e outra que é uma “pixie maniac dream girl” um tantinho irritante. O último é tão pouco desenvolvido que se resume ao mocinho cordial. Talvez seja esperar demais que os personagens de um filme infantil tenham um desenvolvimento melhor, mas depois dos filmes da Pixar fica difícil aceitar algo tão emocionalmente chapado (e uma história tão vazia). Apesar disso, o filme tem momentos divertidos e um visual bonito.

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Indomável sonhadora (Beasts of the Southern Wild/ 2012)

Assistido em: 11/01/2013
Acho meio difícil falar desse filme. Ele oscila entre a fábula e o realismo e se passa numa região litorânea que seria alagada com o descongelamento das geleiras. A protagonista, uma menina em torno de 6 anos chamada Hushpuppy, é pura doçura e coragem. É interpretada pela adorável Quvenzhané Wallis, que é a mais jovem indicada ao Oscar de melhor atriz, por esse papel. Não sei mais o que falar. Só assistindo, mesmo…

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