Indomável sonhadora (Beasts of the Southern Wild/ 2012)

Assistido em: 11/01/2013
Acho meio difícil falar desse filme. Ele oscila entre a fábula e o realismo e se passa numa região litorânea que seria alagada com o descongelamento das geleiras. A protagonista, uma menina em torno de 6 anos chamada Hushpuppy, é pura doçura e coragem. É interpretada pela adorável Quvenzhané Wallis, que é a mais jovem indicada ao Oscar de melhor atriz, por esse papel. Não sei mais o que falar. Só assistindo, mesmo…

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Looper- Assassinos do Futuro (Looper/ 2012)

Assistido em 07/01/2013

Nessa ficção científica se estabelece que no ano de 2074 a viagem no tempo já foi inventada e grupos criminosos com dificuldade para se livrar de seus rivais enviam eles 30 anos no passado para que assassinos contratados, chamados de loopers, deem um fim neles. Acontece que o chefe da organização mudou e por algum motivo os loopers estão tendo que matar seu “eu” 30 anos mais velho. O protagonista é Joe, em sua versão jovem interpretado por Joseph Gordon Levitt e na versão velha por Bruce Willis. O rosto de JGL foi alterado numa mistura de próteses e CG para aumentar sua semelhança com BW e devo dizer que isso me atrapalhou bastante. O efeito ficou esquisito e o tempo todo eu fiquei olhando para a cara dele e pensando o que estaria errado. Mas fora isso é uma boa história, que prende a atenção e executada de maneira competente, o que não é pouca coisa em tempos de ficções meia-boca e sequências desastrosas.

Obs: Nem vou entrar no mérito de discutir o fato de que o filme tá longe de passar no teste de Bechdel (até porque muitos filmes (a maioria?) bons não passam). Mas senhores roteiristas, por favor! Colocar uma personagem feminina sem nem uma fala sequer, apenas como motivação romântica para outro personagem é ridículo! Santa incapacidade de escrever uma personagem mulher! :s

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Xingu (2012)

Assistido em: 06/01/2013


Esse filme nacional retrata o contato dos irmão Villas-Bôas com a região do Rio Xingu e sua posterior luta para garantir esse território aos indígenas. A fotografia é belíssima e a grandiosidade das paisagens da região ajuda. Às vezes o filme dá umas tropeçadas na narrativa e é impressionante que com o grande lapso de tempo que ele cobre, os personagens não envelheçam. Mas mesmo assim é um bom filme e, ao deixar claro como todos os governos tiveram políticas extremamente ineficientes (para não dizer ignorantes) em relação aos povos indígenas, nos faz refletir ainda mais sobre sua situação no Brasil atual, especialmente na região norte, que não foi privilegiada com uma reserva como a do Xingu. A exclusão e o preconceito aqui ainda são a realidade.

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A Pele Que Habito (La Piel Que Habito/ 2011)

Assistido em: 06/01/2013


Falar quase qualquer coisa sobre esse filme do Almodóvar é spoiler. O que posso dizer sem entregar demais é Antonio Banderas interpreta Robert Ledgard, um cirurgião plástico que desenvolveu uma pele artificial mais resistente que a humana e a está testando em Vera Cruz, uma moça muito parecida com sua esposa que faleceu em virtude de queimaduras. O filme fala de obsessão em um nível “Um corpo que cai”. A casa onde a maior parte da história se passa é fria, quase estéril, com decoração moderna e muita tecnologia. O contraste vem de um quadro de Ticiano que retrata um nu pendurado logo acima da escada. O tempo todo vemos a preocupação estética de Robert aflorando, como quando em determinada cena ele se preocupa mais com a roupa que sua filha está vestindo do que com sua saúde psicológica ou quando ele retorce delicadamente um arame para moldar um bonsai. Questões como gênero, aceitação, construção de imagem, identidade e beleza também são fundamentais na história. Falar mais que isso pode estragar o efeito da história, mas recomendo muito! Pode parecer que não é interessante, por esse curto comentário, mas é e muito! O filme desperta muitas emoções e estranhamentos ao longo de sua duração.
Obs: Contém cenas que podem ser bastante perturbadoras.

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Persépolis (Persepolis/ 2007)

Assistido em: 05/01/2013


Baseado no quadrinho autobiográfico de mesmo nome de Marjane Satrapi, Persepolis é um retrato de sua infância antes da revolução iraniana de 1979 e de sua adolescência e juventude após ela. A convivência familiar, as dúvidas existenciais, as histórias de luta e restrições das liberdades individuais (especialmente das mulheres) permeiam toda a narrativa. O desenho em preto e branco e o traços simples funcionam muito bem na linguagem do filme, que não teria sido melhor se fosse live action. Recomendadíssimo!

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