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Blue Jasmine (2013)

Assistido em 16/01/2014

Blue Jasmine, novo longa do diretor e roteirista Woody Allen, tem uma ponto forte: a atuação de Cate Blanchett. Blanchett interpreta Jasmine, uma mulher que teve uma crise nervosa, perdeu suas propriedades e se muda temporariamente para a casa de sua irmã, Ginger (Sally Hawkins). Ginger não pertence ao mesmo estrato social que Jasmine frequentava e mora em um bairro pobre em San Francisco. Divorciada, com dois filhos, namora com Chili (Bobby Cannavale), a quem Jasmine considera um grosseirão, que não está aos pés da irmã. Ela está sem dinheiro porque Hal (Alec Baldwin), seu marido, se aventurou nas finanças de maneira irregular com dinheiro alheio e não terminou bem. Como bem apontado por Lola Aronovich, trata-se de Um Bonde Chamado Desejo, mas sem a questão do desejo em si.

Os paralelos são grandes e ainda assim o filme se sustenta por si só. O uso de flahbacks nos mostra o passado da protagonista e os motivos dos conflitos entre as irmãs. Jasmine se reaproxima de Ginger porque agora precisa dela, enquanto não precisava, tinha certa vergonha dos modos e da vida da irmã. Aqui que a interpretação de Blanchett faz diferença: transtornada, falando sozinha, a atriz não parece estar atuando. O papel poderia ter se tornado teatral, como, inclusive, acontece com a versão de Vivian Leigh, mas que em nada desmerece o filme original. Mas não, tudo aqui flui adequadamente.

Jasmine vê em Dwight (Peter Sarsgaard) a chance de recomeçar a vida, como acontece com Mitch no filme anterior. Mas aqui, são suas próprias ações e mentiras que fazem seu castelo de cartas de sonhos e expectativas desmoronar.

A ideia de inserir um background maior aos personagens funciona, mas se Allen dedicasse mais tempo a seus roteiros, alguns deles teriam funcionado melhor, especialmente Dwight e Al (Louis C.K.). De qualquer forma, a participação masculina aqui é secundária. O que importa mesmo são as duas irmãs. E em torno delas o filme funciona muito bem.

P.S. Por melhor que seja o filme, assista Uma Rua Chamada Pecado, título brasileiro de Um Bonde Chamado Desejo.

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A Origem dos Guardiões (Rise of the Guardians/ 2012)

Assistido em 20/04/2013

Jack Frost (Chris Pine) é o responsável por trazer neve e diversão para os invernos das crianças. Nenhuma delas podem vê-lo, porque ninguém mais acredita na sua existência, ele é só uma “expressão” para explicar que vai nevar. Desiludido com isso, ele se vê convidado a integrar o time do Guardiões, o grupo que protege as crianças e suas fantasias, composto por Norte, o Papel Noel (Alec Baldwin), Coelhão, o Coelho da Páscoa (Hugh Jackman), A Fada dos Dentes (Isla Fisher) e Sandy, o Sandman. Breu, o Bicho-Papão (Jude Law) conseguiu adulterar a areia de Sandy e transformar os sonhos das crianças em pesadelos. Após isso ele trabalha para arruinar a Páscoa e assim fazer as crianças duvidarem dos Guardiões e enfraquecê-los definitivamente. Alguns desses seres não fazem parte do panteão de entidades do imaginário popular no Brasil, mas isso não é empecilho para entrar no clima do filme. Jack Frost segue o estilo garotão dos protagonista de animações da Dreamworks, mas ainda assim o filme é divertido e até mágico. Fez-me pensar nos mundos de fantasia em que imergia quando criança, onde tudo era possível, até os sonhos virem da Pedra dos Sonhos. A animação é belíssima e as dublagens são um ponto forte. Destaque para Alec Baldwin, que está incrível interpretando Norte e Hugh Jackman com o sotaque mais australiano que jamais teve.

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