As Aventuras de Robin Hood (The Adventures of Robin Hood/ 1938)

Assistido em 28/02/2013


(Obs: para o curso The Language of Hollywood: Storytelling, Sound, and Color; da Wesleyan University, disponível em coursera.org)

As instruções para assistir esse filme foram claras: assista como se seu eu de 10 anos estivesse vendo o filme. Tal nota nem é necessária: ao ver as primeiras cores, fortes e contrastantes, já nos desligamos da incredulidade do século XXI e mergulhamos em uma história fantástica de um jeito que não se faz mais. As cores são realmente bonitas, os figurinos são chamativos, os cenários são vistosos e mesmo as lutas de espadas são coreografadas de maneira bonita. A história todos conhecem, Robin Hood (Errol Flynn), o melhor arqueiro do reino, rouba dos ricos para dar aos pobres e se posiciona contra o poder ilegítimo do Príncipe John, enquanto o Rei Ricardo Coração de Leão está ausente. Ainda há o romance com Lady Marian, interpretada por Olivia de Havilland (que eu sempre fico espantada de lembrar que ainda está viva!). A aventura é muito boa, dá para dar risadas e se divertir com muita qualidade. Dá pra perceber também que influenciou muitos outros filmes posteriores. É um filme muito bom.

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Detona Ralph (Wreck-It Ralph/ 2012)

Assistido em 12/01/2013


Quanto mais eu penso a respeito dessa animação, mais chego à conclusão que foi uma grande oportunidade perdida pela Disney. Não que ele seja ruim, mas está longe de ser o que poderia ter sido. A história se passa em um universo de jogos de uma loja de fliperama. Assim que ela fecha, os personagens saem de seus mundos para interagir uns com os outros, num esquema meio “Toy Story”. Aí temos os nosso protagonista, Ralph (John C. Reilly) , cuja máquina está fazendo 30 anos. Ele é o vilão, que fica no topo de um prédio atirando coisas no mocinho carpinteiro (Felix) que as conserta, tudo um bocado Donkey Kong. Como outras personagens principal, ainda temos uma heroína de jogo de ação, Calhoun (dublada pela ótima Jane Lynch) e uma corredora de jogo de kart num mundo de doces, Vanellope (Sarah Silverman).

As referências a jogos e aparições de personagens são divertidas, mas são uma parte bem pequena do filme. Me incomodou a quantidade de inserções publicitárias, ainda mais em se tratando de um filme infantil (Subway, Coca Cola, Mentos, Oreo…). Já pensou McDonalds no Rei Leão? E no final temos a jornada do “vilão” grandão que não se conforma com seu papel e quer ser um herói (Monstro S.A., Megamente, Meu malvado favorito? Alô história batida!), uma personagem feminina que tem forte motivação em uma história de amor trágica e outra que é uma “pixie maniac dream girl” um tantinho irritante. O último é tão pouco desenvolvido que se resume ao mocinho cordial. Talvez seja esperar demais que os personagens de um filme infantil tenham um desenvolvimento melhor, mas depois dos filmes da Pixar fica difícil aceitar algo tão emocionalmente chapado (e uma história tão vazia). Apesar disso, o filme tem momentos divertidos e um visual bonito.

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