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Os Doze Macacos (Twelve Monkeys/ 1995)

Assistido em 05/09/2013

Tarefa difícil: apresentei esse filme para alguém que não havia o assistido ainda. Trata-se de uma das ficções científicas mais legais da década de 90. Dirigido por Terry Gilliam, que nunca foge de uma trama pouco convencional, pode-se dizer que é uma grande viagem através da loucura.

James Cole (Bruce Willis) é um presidiário no futuro e aceita a proposta de colaborar com cientista em troca de benefícios. Ele deve voltar ao passado, para 1996 e investigar um grupo chamado Exército dos Doze Macacos, composto por ativistas pelos direitos dos animais e que foi o responsável pela destruição de uma boa parte da humanidade através da liberação de um vírus, naquele ano. Mas, ao invés de ir para 1996, enviam-no para 1990, onde, por falar que veio do futuro para tentar salvar a humanidade, acreditam que ele seja louco e o levam a um sanatório. Lá é tratado pela Dr. Kathryn Railly (Madeleine Stowe) e convive  com o louco Jeffrey Goines (Brad Pitt, em ótima atuação). Todos falam que ele não é um viajante do tempo, isso é uma invenção de sua cabeça. James é levado de volta para seu presente e os cientistas o questionam sobre ter ido para o ano errado. É enviado novamente, dessa vez em 1996. Após algum tempo ele já não sabe mais discernir o que é real e o que é inventado.

Acho engraçado que em filmes geralmente a vilania é colocada nos defensores dos animais e não nas corporações que os exploram em primeiro lugar. É interessante que há alguns anos já, nos Estados Unidos, fazer qualquer tipo de manifestação ou ação  que possa prejudicar a imagem ou o lucro de empresas que utilizam animais, seja para testes laboratoriais, seja no produto final, é considerado ato terrorista. É mesmo um mundo louco…

Bem, vamos ao filme. A trama, bem construída e extremamente bem amarrada, é instigante. Pontos para o roteiro, que lida com diversas camadas e ligações mas consegue fazê-lo de forma eficiente e sem tornar a trama desnecessariamente confusa. As atuações são todas ótimas, com destaque, como já falei, para Brad Pitt. O design de produção é fantástico. A 1996 transmite toda a sensação de uma sociedade decadente, com seus prédios abandonados e seus muitos moradores de rua. O futuro é cheio de engenhocas e transparências e facilmente nos faz lembrar de Brazil- o Filme (também dirigido por Terry Gilliam). A estética dele já pende para o absurdo por si só. As câmeras inclinadas, conotando o estado de alteração mental de James, ajudam a compor o clima. Os labirintos da mente de James e maneira como já não tem certeza de nada são retratados muito bem. A forma como o filme é editado para nos fornecer informações aos poucos sobre as reais conexões entre todos os personagens funciona com primor.

Infelizmente minha companhia achou o filme apenas satisfatório. Continuo achando-o incrível.

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Duro de Matar- A Vingança (Die Hard With a Vengeance/ 1995)

Assistido em: 30/04/2013

Melhor que o segundo filme da franquia ( o que não quer dizer muita coisa), esse filme resgata o espírito do primeiro. Dessa vez a cidade inteira está ameaçada. Menos matança e com um suspense bastante eficaz, temos novamente o vilão alemão caricato (com desejo de vingança, como o título entrega). Dessa vez é Simon, interpretado de forma super canastrona por Jeremy Irons. Os clichês dos nomes estão de novo lá: aquela sequência de Klaus, Gunther, Erik, Otto e por aí vai… O humor até está afinadinho e Samuel L. Jackson funciona bem como sidekick. Bruce Willis é o mesmo de sempre. O terço final do filme é prejudicado por sequências de ação descerebrada, mas nada que prejudique o todo.

Duro de Matar 2 (Die Hard 2)

Assistido em 29/03/2013

As coisas que a gente não faz…

Assisti a sequência do já comentado Duro de Matar e que filme… ruim! 😛

Na verdade, ele sofre do mesmo problema que os Máquina Mortífera sofreram: personagens bons, história péssima. Dessa vez temo um vilão over the top, um militar que foi demitido e pretende ajudar a escapar um general latino-americano que foi preso por comandar o tráfico. É natal novamente e John McClane (Bruce Willis) vai buscar sua esposa Holly, que está voltando de uma viagem, no aeroporto. Os vilões estão infiltrados lá e cessam a comunicação das torres com o exterior. E tudo que se segue é uma história mirabolante, com muito mais ação e violência e muito menos senso de humor que o primeiro filme.

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Duro de Matar (Die Hard/1988)

Assistido em 24/03/2013

Quem me segue no twitter sabe que eu tenho tentado assistir aqueles filmes dos anos 80 que deixei pra trás na infância por serem considerados excessivamente violentos e meus pais não deixarem assistir. 😛

Ano passado dei conta dos Máquina Mortífera e Highlander (e não gostei de nenhum). Eis que com a chegada do quinto filme da franquia, tenho uma desculpa para ver Duro de Matar. A única coisa que eu sabia do filme é que era o preferido de Joey e Chandler em Friends.

Imagino que a história todos conheçam: o policial John McClane viaja para a cidade onde sua esposa trabalha (estão separados atualmente) para passar o natal com as crianças e o prédio do trabalho dela é tomado por terroristas-ladrões alemães, pertencentes ao grupo Volksfrei, que fazem todos os funcionários reféns. John não está entre os reféns e trabalha pra dar um fim aos antagonistas. Interessante como uma simples mudança de tecnologia altera uma história: se qualquer um dos reféns possuísse um celular, não existiria mais a trama.

O filme se permite usar todo tipo de estereótipo: tem a empregada doméstica hispânica, os chefes durões japoneses, a mulher que abre mão do casamento pela carreira. Mas o mais engraçado são os vilões alemães: com nomes clichês como Hans, Fritz, Karl, Ulrich e por aí vai, eles chegam a falar “nein, nein, nein” e são todos altos, robóticos e em sua maioria loiros.

Há um personagem que se comunica com McClane do lado de fora do prédio, o policial Al Powell, que é bastante carismático. A tensão do filme é boa. Claro que todos os vícios do gênero de ação estão lá, mas não chegam a incomodar. Gostei mais do filme do que eu esperava.

 
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Red- Aposentados e Perigosos (Red/ 2010)

Assistido em 23/03/2013

Meh!

Ok, vou ampliar um pouco meu comentário. Estou tentando aumentar a variabilidade de gêneros que eu assisto, porque senão ficaria só nos dramas. Também porque descobri que posso gostar de filmes de gêneros que não gosto por suas características técnicas. Então, para a sessão descompromissada de sábado à noite, escolhi um filme de ação. Afinal, ação com comédia e Bruce Willis já foram boas pedidas na minha infância. Além disso o elenco de peso ajuda como chamariz: Morgan Freeman, Helen Mirren, John Malkovich. Por que não? O problema é o seguinte: o elenco está realmente ótimo, o humor está lá, o carisma dos protagonistas também, mas a história não faz sentido algum e ao mesmo tempo é recheada de clichês! Como pode isso? Conspirações, CIA, assassinatos, políticos de alto escalão, guerra fria e por aí vai. Não recomendo, mas talvez o filme sirva como entretenimento fácil.