As Aventuras de Robin Hood (The Adventures of Robin Hood/ 1938)

Assistido em 28/02/2013


(Obs: para o curso The Language of Hollywood: Storytelling, Sound, and Color; da Wesleyan University, disponível em coursera.org)

As instruções para assistir esse filme foram claras: assista como se seu eu de 10 anos estivesse vendo o filme. Tal nota nem é necessária: ao ver as primeiras cores, fortes e contrastantes, já nos desligamos da incredulidade do século XXI e mergulhamos em uma história fantástica de um jeito que não se faz mais. As cores são realmente bonitas, os figurinos são chamativos, os cenários são vistosos e mesmo as lutas de espadas são coreografadas de maneira bonita. A história todos conhecem, Robin Hood (Errol Flynn), o melhor arqueiro do reino, rouba dos ricos para dar aos pobres e se posiciona contra o poder ilegítimo do Príncipe John, enquanto o Rei Ricardo Coração de Leão está ausente. Ainda há o romance com Lady Marian, interpretada por Olivia de Havilland (que eu sempre fico espantada de lembrar que ainda está viva!). A aventura é muito boa, dá para dar risadas e se divertir com muita qualidade. Dá pra perceber também que influenciou muitos outros filmes posteriores. É um filme muito bom.

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Babakiueria (1986)

Assistido em 27/02/2013
(Obs: para o curso Aboriginal Worldviews and Education da University of Toronto, disponível em coursera.org)


Esse curta-metragem australiano é fantástico! Ele inverte os papeis sociais causados pelo colonialismo mostrando os absurdos da sociedade branca dominante e tranquilamente se aplica à realidade brasileira. No começo há um grupo de famílias brancas ocupando uma área de churrasco, quando chegam as pessoas negras colonizadoras. O local é chamado pelo que vem de fora de Babakiueria e passados 200 anos, há uma preocupação do governo em garantir o bem estar daquele povo, com políticas educacionais e preservação dos costumes. A inversão funciona muito bem! Recomendo assistir!

https://www.youtube.com/watch?v=SHK308_MTiU

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Férias Frustradas (Vacation/ 1983)

Assistido em 22/02/2013


Sempre deixo claro que comédia não é um gênero que normalmente eu aprecio. Esse filme, especificamente, sempre me irritou muito: não gosto dessas histórias em que a graça é o personagem sempre se dar mal. Depois de anos sem ver, peguei passando e resolvi dar uma chance. E 15 ou 20 anos depois, minha opinião não mudou: continua irritante, sem contar as piadas de estereótipos racistas. Muito ruim.

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Os Quatro Batutas (Monkey Business/ 1931)

Assistido em 13/02/2013


(Obs: para o curso The Language of Hollywood: Storytelling, Sound, and Color; da Wesleyan University, disponível em coursera.org)
Antes de tudo devo dizer que não sou uma pessoa muito fácil com filmes de comédia. Geralmente acho os filmes bobos e só vou rir se estiver com a guarda abaixada. Dito isso, achei Os Quatro Batutas muito ruim. A roteiro na verdade é composto sequencias de esquetes que os irmãos Marx já realizavam no Vaudeville, usando um navio e posteriormente uma festa como pano de fundo para amarrá-las. Não sei é um humor datado ou algo muito regional, específico para americanos, mas o nível das piadas, especialmente do Groucho (que é o responsável pelo humor com texto) é estilo “tio do pavê”. Diálogos como “Um dos clandestinos anda por aí com um bigode preto” “Bem, você não esperava que o bigode andasse sozinho, não é?”. Nem posso falar do final porque dormi nos últimos dez minutos.

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Magic Mike (2012)

Assistido em 09/02/2013


Como já diria Cyndi Lauper, “girls just wanna have fun“. Então lá fui eu conferir o tão falado filme sobre homens strippers, baseado na experiência de Channing Tatum (que interpreta o Mike do título) antes de virar ator. E que dizer? A história não é das mais elaboradas. Mike é um stripper que junta dinheiro para começar seu negócio de móveis artesanais. Um dia conhece Adam, um rapaz que veio do interior para trabalhar, e o convida para justar-se ao clube. Mas Adam mostra não ter maturidade para lidar com as pressões do serviço. A história ainda tem um romance sem sal. (Obs: Senhores roteiristas: nem todo filme precisa ter romance. É sério. Tenho assistido cada coisa jogada na história de maneira sem sentido e sem profundidade, que fica difícil). Como entretenimento, não chega a ser um filme ruim. É até divertido.
Vou comentar algo que me incomodou bastante. Mulheres constantemente tiram roupas em filmes. Em comédias, em dramas, em romances, em filmes que passam na Sessão da Tarde (ou especialmente nos que passavam no Cinema em Casa), sempre é possível ver peitos e bundas desfilando na tela. Nenhum problema com a nudez, desde que ela tenha um contexto na narrativa. Mas muitas (a maior parte?) das mulheres que aparecem nuas não possuem desenvolvimento de personagem nenhum. Em comédias, especialmente, às vezes sequer possuem nome. Agora quando um filme se propõe escancaradamente a objetificar homens, isso chama a atenção e gera comentários. Mas os tais homens têm nomes, histórias, personalidades, interesses e desejos. E as próprias cenas de striptease têm sempre um quê de rídiculo. As únicas cenas de nudez não justificadas e de personagens sem nome no filme são de mulheres.

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