O Lado Bom da Vida (Silver Linings Playbook/ 2012)

Assistido em: 16/01/2013
Comédia romântica com uma pitada de drama sobre um homem (Bradley Cooper) que sai de um hospital psiquiátrico após ficar internado e medicado por transtorno bipolar e que vai tentar reorganizar sua vida, voltando à casa de seus pais. O pai é interpretado por Robert De Niro, bem como há tempo não estava. Na vizinhança ele conhece uma mulher (Jennifer Lawrance) que está tendo dificuldades para lidar com sua viuvez. Ainda há o amigo, também com problemas psiquiátricos, interpretado pelo sumido Chris Tucker.

No início é muito difícil gostar de ou ter empatia por qualquer dos personagens. Eles são problemáticos demais. Mas conforme a história avança, vão se humanizando. É uma comédia romântica acima da média e pouco clichê, mas digamos que com oito indicações ao Oscar (melhor filme, direção, ator, atriz, ator coadjuvante, atriz coadjuvante, montagem e roteiro adaptado) confesso que esperava algo bem mais interessante. Talvez seja um problema de gênero, mas também achei a direção fraca. Não que não tenha gostado, mas realmente não acho que é para tanto. Mas aí entram os irmãos Weinstein, não é mesmo? De qualquer forma o filme parece feito sob medida para o carisma de Jennifer Lawrence, que está ótima! Fiquei até curiosa para ler o livro.

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Moonrise Kingdom (2012)

Assistido em: 15/01/2012


Mais novo filme fabulesco de Wes Anderson, em que ele está wesardersoniando como nunca. Está tudo lá: a paleta de cores quentes, o visual retrô (se passa em 1965), os personagens meio esquisitos e inadequados… Basicamente é a história de um menino  e uma menina, ambos com 12 anos, que resolvem fugir juntos. A história não tem muito mais que isso. Achei bonitinho.
Obs: Estaria Wes Anderson timburtuniando?

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Se Meu Apartamento Falasse (The Apartment/ 1960)

Assistido em: 12/01/2013
(De onde será que veio a moda de títulos nacionais com “se meu… falasse”?)
Reassisti depois de muito pouco tempo (acho que nem 6 meses) essa deliciosa comédia dramática dirigida por Billy Wilder e estrelada por Jack Lemmon e Shirley MacLaine (que está uma gracinha). Lemmon interpreta Baxler, um homem comum, que trabalha em uma agência de seguros com mais de 30 mil funcionários e lida com o problema de ter que emprestar a chave de seu apartamento para seus superiores usarem como ponto de encontro. Ao mesmo tempo ele está apaixonado por uma das ascensoristas do edifício comercial, Fran Kubelik. O filme foi o grande vencedor do Oscar de 1961, levando os prêmios de melhor diretor, direção de arte, montagem, roteiro original e filme e sendo ainda indicado a melhor ator, atriz, ator coadjuvante, som e fotografia (belissimamente executada em preto e branco).
Oba: a planta baixa interna do apartamento não faz o menor sentido em relação à suposta fachada do prédio e á area comum de corredor e porta do apartamentos vizinho. Perturbador. 😛

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Detona Ralph (Wreck-It Ralph/ 2012)

Assistido em 12/01/2013


Quanto mais eu penso a respeito dessa animação, mais chego à conclusão que foi uma grande oportunidade perdida pela Disney. Não que ele seja ruim, mas está longe de ser o que poderia ter sido. A história se passa em um universo de jogos de uma loja de fliperama. Assim que ela fecha, os personagens saem de seus mundos para interagir uns com os outros, num esquema meio “Toy Story”. Aí temos os nosso protagonista, Ralph (John C. Reilly) , cuja máquina está fazendo 30 anos. Ele é o vilão, que fica no topo de um prédio atirando coisas no mocinho carpinteiro (Felix) que as conserta, tudo um bocado Donkey Kong. Como outras personagens principal, ainda temos uma heroína de jogo de ação, Calhoun (dublada pela ótima Jane Lynch) e uma corredora de jogo de kart num mundo de doces, Vanellope (Sarah Silverman).

As referências a jogos e aparições de personagens são divertidas, mas são uma parte bem pequena do filme. Me incomodou a quantidade de inserções publicitárias, ainda mais em se tratando de um filme infantil (Subway, Coca Cola, Mentos, Oreo…). Já pensou McDonalds no Rei Leão? E no final temos a jornada do “vilão” grandão que não se conforma com seu papel e quer ser um herói (Monstro S.A., Megamente, Meu malvado favorito? Alô história batida!), uma personagem feminina que tem forte motivação em uma história de amor trágica e outra que é uma “pixie maniac dream girl” um tantinho irritante. O último é tão pouco desenvolvido que se resume ao mocinho cordial. Talvez seja esperar demais que os personagens de um filme infantil tenham um desenvolvimento melhor, mas depois dos filmes da Pixar fica difícil aceitar algo tão emocionalmente chapado (e uma história tão vazia). Apesar disso, o filme tem momentos divertidos e um visual bonito.

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