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Tudo o Que o Céu Permite (All That Heaven Allows/ 1955)

Assistido em 05/03/2013

(Obs: para o curso The Language of Hollywood: Storytelling, Sound, and Color; da Wesleyan University, disponível em coursera.org)

Em meados dos anos 50 o Technicolor estava perdendo o monopólio na produção de filmes coloridos e consequentemente o custo estava diminuindo. Com isso os estúdios começaram também a produzir em cores filmes que não feitos para se tornarem blockbuster. Muitos dramas domésticos voltados para o público feminino foram filmados. É o caso de Tudo que o Céu Permite. Trata-se de um belo filme, sobre uma viúva cujas filhos já estão na universidade e que se apaixona pelo responsável pelas podas de suas árvores (interpretado pelo charmosíssimo Rock Hudson). Ao assumir o romance, ela tem que lidar com o preconceito da sociedade, por namorar com um homem mais jovem e de outra classe social. As cores no filme impressionam bastante e o tempo toda parecem destacar a natureza do entorno, marcando a passagem do tempo pelas estações do ano. O filme, apesar de meloso, é bastante bonito.

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As Aventuras de Robin Hood (The Adventures of Robin Hood/ 1938)

Assistido em 28/02/2013


(Obs: para o curso The Language of Hollywood: Storytelling, Sound, and Color; da Wesleyan University, disponível em coursera.org)

As instruções para assistir esse filme foram claras: assista como se seu eu de 10 anos estivesse vendo o filme. Tal nota nem é necessária: ao ver as primeiras cores, fortes e contrastantes, já nos desligamos da incredulidade do século XXI e mergulhamos em uma história fantástica de um jeito que não se faz mais. As cores são realmente bonitas, os figurinos são chamativos, os cenários são vistosos e mesmo as lutas de espadas são coreografadas de maneira bonita. A história todos conhecem, Robin Hood (Errol Flynn), o melhor arqueiro do reino, rouba dos ricos para dar aos pobres e se posiciona contra o poder ilegítimo do Príncipe John, enquanto o Rei Ricardo Coração de Leão está ausente. Ainda há o romance com Lady Marian, interpretada por Olivia de Havilland (que eu sempre fico espantada de lembrar que ainda está viva!). A aventura é muito boa, dá para dar risadas e se divertir com muita qualidade. Dá pra perceber também que influenciou muitos outros filmes posteriores. É um filme muito bom.

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Amor e Ódio na Floresta (The Trail of Lonesome Pine/ 1936)

Assistido em 28/02/2013


(Obs: para o curso The Language of Hollywood: Storytelling, Sound, and Color; da Wesleyan University, disponível em coursera.org)

Um dos primeiros grandes dramas de estúdio coloridos, Amor e Ódio na Floresta faz uso desse recurso de maneira discreta. As cores do technicolor são contidas, neutras e com pouco destaque. As exceções são as paisagens a céu aberto e um outro momento em que algum elemento é usado pra enfatizar alguma cena. Conta a história de duas famílias em fazendas vizinhas, Tollivers e Falins, que moram em fazendas vizinhas e possuem uma rixa que vem de tão longe que nem lembra mais o motivo da origem. Até que chega um estranho, Jack Hale, disposto a pagar por parte das terras para construir uma estrada de ferro. Jack Hale é interpretado por um jovenzinho e charmoso Fred MacMurray (que anos depois faria Sr. Sheldrack em Se Meu Apartamento Falasse). Ele acaba se envolvendo com June Tolliver, vivida pela atriz de beleza impressionante Sylvia Sidney. Acontece que o primo de June, Dave (Henry Fonda) pretende se casar com ela e Jack se vê, assim, envolvido também nas desavenças locais, que têm consequências dramáticas.
E para nós que sempre reclamamos do excesso de regravações do cinema atual, esse clássico é a quinta versão do aclamado livro em 22 anos. Isso sem contar dois curta-metragens.

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O Navio Fantasma (The Ghost Ship/1943)

Assistido em 17/02/2013

(Obs: para o curso The Language of Hollywood: Storytelling, Sound, and Color; da Wesleyan University, disponível em coursera.org)
Um filme B, com cenários reaproveitados de outros filmes, com pouco mais de uma hora de duração, feito para ser exibido em sessão dupla. É um suspense, mas ao contrário do que o título pode levar a pensar, não tem nada de sobrenatural em sua história: trata do isolamento de quem trabalha em navio. Para um filme tão pobre de recursos, é até bem executado e interessante.

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Scarface – A Vergonha de uma Nação (Scarface/ 1932)

Assistido em 15/02/2013


(Obs: para o curso The Language of Hollywood: Storytelling, Sound, and Color; da Wesleyan University, disponível em coursera.org)
Aqui sim começamos a falar de um filme com som muito bem executado! Com um visual bonito, boas atuações e um som bem editado, com os ruídos de ambiente e tudo que tem direito, acho que pode ser dito que é uma das obras-primas dos filmes de gângster. Relata a ascensão e queda de Tony, um jovem ítalo-americano que se envolve com a máfia. A violência do filme, embora seja bem fraca comparada com a dos filmes atuais, impressiona. Não é a toa que depois dele, a censura aumentou, impossibilitando outros filmes no estilo. E mesmo assim o filme consegue ter umas pitadas de humor, com os personagens secundários. Gostei muito.

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