Looper- Assassinos do Futuro (Looper/ 2012)

Assistido em 07/01/2013

Nessa ficção científica se estabelece que no ano de 2074 a viagem no tempo já foi inventada e grupos criminosos com dificuldade para se livrar de seus rivais enviam eles 30 anos no passado para que assassinos contratados, chamados de loopers, deem um fim neles. Acontece que o chefe da organização mudou e por algum motivo os loopers estão tendo que matar seu “eu” 30 anos mais velho. O protagonista é Joe, em sua versão jovem interpretado por Joseph Gordon Levitt e na versão velha por Bruce Willis. O rosto de JGL foi alterado numa mistura de próteses e CG para aumentar sua semelhança com BW e devo dizer que isso me atrapalhou bastante. O efeito ficou esquisito e o tempo todo eu fiquei olhando para a cara dele e pensando o que estaria errado. Mas fora isso é uma boa história, que prende a atenção e executada de maneira competente, o que não é pouca coisa em tempos de ficções meia-boca e sequências desastrosas.

Obs: Nem vou entrar no mérito de discutir o fato de que o filme tá longe de passar no teste de Bechdel (até porque muitos filmes (a maioria?) bons não passam). Mas senhores roteiristas, por favor! Colocar uma personagem feminina sem nem uma fala sequer, apenas como motivação romântica para outro personagem é ridículo! Santa incapacidade de escrever uma personagem mulher! :s

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Poder sem Limites (Chronicle/ 2012)

Assistido em: 04/01/2013


Com um orçamento enxuto estimado em 12 milhões, Poder Sem Limites relata a história de 3 adolescentes que que adquirem poderes de telecinese e sua jornada ao lidar com eles. Os efeitos, obviamente, não são de primeira qualidade, mas paramos de prestar atenção nisso porque servem muito bem à história. A narrativa do meio por fim escala rápido demais, mas de uma maneira geral é um filme satisfatório.

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Duna (1984)

Continuo firme e forte com minha “educação cinematográfica”, assistindo aos filmes dos anos 80 que, quando era criança, não assisti por preconceito ou preguiça. A bola da vez foi Duna, dirigido por David Lynch. O visual do filme é realmente impressionante. Cenários muito bem feitos, figurinos competentes e engenhocas retrô, com uma estética steampunk (dá pra chamar de steampunk sem ser punk?). Tudo remete ao visual da virada do século XIX para o século XX. Mas os efeitos especiais são muito ruins, mesmo pra época (Star Wars foi feito 5 anos antes e Blade Runner , 2 anos). As naves voando chegam a ser constrangedoras.

A história é o velho clichê do “escolhido” (Kwisatz Haderach, tente falar rápido), que vem libertar um povo cumprindo uma profecia. Há muitas referências religiosas, especialmente ao islamismo. Fica visível na trama que se trata de uma adaptação de um livro, porque a história é entrecortada, parecendo saltar de capítulo em capítulo, e preenchida por narrações em off pra representar os pensamentos dos personagens.

As atuações não são memoráveis. Na verdade Lady Jessica só faltou colocar a mão na testa e jogar a cabeça pra trás, num esgar de expressionismo dos anos 20. Ficam minhas palmas para Glenn Close, que recusou o papel por não querer  interpretar “a mulher que está sempre correndo e caindo atrás dos homens”. Não há nenhuma personagem feminina forte no filme, apenas interesses românticos.

Ao pesquisar imagens para esse post, percebi que há pouquíssimas disponíveis que mostrem  com detalhes as roupas e cenários. Mas dá para dizer que na corte no imperador, tanto a princesa Irulan (que começa narrando a história e depois some) quanto a “madre superiora” usam trajes inspirados nos século XVII, com corpetes longilíneos e anquinhas largas.

Lady Jessica usava versões modernizadas de vestidos entre 1890 e 1910, com silhuetas mais modest

a, longilíneas, saias ajustadas e pouca ou nenhuma anquinha.

Os trajes tanto do imperador como do Duque Leto e seu filho Paul, no inicio do filme, são casacas comuns, com inspiração militar, praticamente sem toques de modernidade. Dá para imaginar Dom Pedro II usando a roupa do Duque Leto sem maiores problemas. Infelizmente não achei imagens para ilustra

r.

Os ajudantes do bichinho da boca engraçada, quando este vai falar com o imperador dentro de um aquário, vestem um “roupão de edredom” revestido com algum tipo de tecido brilhoso. É visível que o mesmo torna o andar extremamente difícil, já que é justo até embaixo e sem fendas. Eles andam com passos de gueixa.

Por fim, tem o Sting. Isso, aquele que nos anos 80 gostava da Amazônia. E lá está ele de sunga de asinhas. Sem mais.

Nunca li nenhum dos livros, mas dá para entender porque Duna tem tantos fãs no meio da ficção científica. Trata-se de uma história complexa (quase ininteligível no filme) e um universo amplo.  O visual do filme me parece, de uma maneira geral, bastante adeqüado para o período, com exceção dos efeitos especiais. Ouso dizer que achei os figurinos muito mais ousados que de Star Wars, por exemplo. A estética, principalmente dos gadgets, parece influenciar até os dias atuais, mas não  com a mesma força de outros filmes do mesmo período. Fora isso, solidarizo com David Lynch e compreendo porque ele considera o filme o maior fracasso da sua carreira e se recusa a falar sobre ele ou projetos relacionados.

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