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That’s Entertainment! I, II e III (1974, 1976 e 1994)

That’s Entertainment! é um grande e bonito vídeo promocional. A produção da MGM nada mais é que uma compilação impressionante da era de ouro de seus musicais, promovendo o próprio estúdio e seus grandes astros. O primeiro foi lançado nas suas comemorações de 50 anos. Os apresentadores são eles próprios, Fred Astaire, Gene Kelly, Liza Minnelli, Donald O’Connor, Debbie Reynolds, Frank Sinatra, James Stewart, Elizabeth Taylor, Mickey Rooney, entre outros. Chama a atenção não só como o estúdio juntou sob suas asas as maiores estrelas de cada época, mas também a escala das produções.

Uma pena que por se tratar de um filme produzido pelo próprio estúdio, as falas dos apresentadores pareçam milimetricamente ensaiadas e poucas críticas são feitas ao sistema que predominava na época. Nada foi mencionado sobre o casamente imposto entre Vincent Minelli e Judy Garland, por exemplo. Uma exceção foi a fala de Lena Horne, atriz negra, sobre sua dificuldade de obter bons papéis na década de 1940.

Os filmes comentam muitas produções, algumas mais famosas que as outras, e conseguem o feito de realmente deixar a vontade de assisti-las. O primeiro conta com depoimentos de diversos astros. O segundo parece ter a verba ampliada e tem Fred Astaire e Gene Kelly apresentando. Já no terceiro, bastante posterior, é também bem mais fraco e conta com menos participações.

Para quem gosta de musicais no estilo grandioso e escapista dos da MGM, é uma boa pedida.

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O Mágico de Oz (The Wizard of Oz/ 1939)

Assistido em 02/07/2013

Acho que todo mundo já deve ter visto eu filme menos eu, por isso nem sei o que comentar que não seja de conhecimento geral. As referências são tão atemporais que até já conhecia: Somewhere over the rainbow, tijolos amarelos, “Toto, I’ve a feeling we’re not in Kansas any more”, “there’s no place like home” e por aí vai. Mas após assisti-lo passei a entender porque ele se tornou tão marcante por tantas gerações.

Em primeiro lugar a Dorothy de Judy Garland é absolutamente adorável, além de inteligente e de ser uma personagem autônoma. As cores em technicolor são lindas, e os cenários, apesar das limitações, são marcantes. Os companheiros de jornada de Dorothy são também ótimos arquétipos: o Espantalho sem cérebro, o Homem de Lata sem coração e o Leão covarde. Todos os atores estão ótimos nesses papéis. A maquiagem impressiona e passa no teste da exibição em alta definição. As músicas são bonitas. Mas o melhor é o humor perspicaz do filme, coisa rara em filmes infantis atuais, que geralmente apelam para piadas de escatologia. Assisti ao filme inteiro com um sorriso pregado ao rosto.

Obs: Victor Fleming dirigiu-o e deixou as filmagens quando estavam próximas de terminar, para filmar então …E o vento levou. Que ano para ele!

TheWizardOfOzPoster

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