Melhores Filmes de 2019

Também conhecido como “os filmes que eu mais gostei de ver”, portanto algo bastante pessoal. Novamente não fiz repescagem em dezembro, porque estou cansada e não quis correr atrás do que deixei pelo caminho. Esse ano, incluindo coberturas de festival, debates e mediações, atividades acadêmicas, artigos e atividades de docência. Sobre essa retrospectiva, como sempre, não tomei grande cuidado ao ordenar os filmes e depois do décimo já não obedecem mais ordem alguma (e sinceramente não vou me preocupar com isso). Optei por deixar desse jeito mesmo. Tem de tudo um pouco: filme do Oscar, filme que vi em festival, farofas gostosas, uns mais instigantes ou divisivos. Engraçado Scorsese, um dos meus diretores preferidos, ficou de fora. Talvez entrasse em uma lista maior, não sei. Fecho o ano 342 filmes assistidos (o maior número nos últimos sete anos), mas dos quais apenas 269 são longas (provavelmente o menor número na década). Lançamentos, se eu computei corretamente, foram 110. Levei em conta tanto filmes que passaram no cinema quanto os que chegaram diretamente em homevideo e VoD. Colo junto como os escolhidos a avaliação que dei quando assisti, de zero até cinco estrelas. Filmes sobre os quais escrevi ou gravei podcast a respeito tem link para o texto no título. Para ver essa lista no Letterboxd, acesse aqui. Para ver essa lista no Letterboxd, acesse aqui.

A Vida Invisível (2019)

Direção: Karim Aïnouz

★★★★★

Dor e Gloria (Dolor y Gloria, 2019)

Direção: Pedro Almodóvar

★★★★½

Nós (Us, 2019)

Direção: Jordan Peele

★★★★½

Parasita (Gisaengchung, 2019)

Direção: Bong Joon Ho

★★★★½

Rocketman (2019)

Direção: Dexter Fltcher

★★★★½

Bacurau (2019)

Direção: Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles

★★★★½

A Favorita (The Favourite, 2018)

Direção: Yorgos Lanthimos

★★★★½

Se a Rua Beale Falasse (If Beale Street Could Talk, 2018)

Direção: Barry Jenkins

★★★★½

Assunto de Família (Manbiki kazoku, 2018)

Direção: Hirokazu Koreeda

★★★★

Fora de Série (Booksmart, 2019)

Direção: Olivia Wilde

★★★★

Fé Corrompida (First Reformed, 2017)

Direção: Paul Schrader

★★★★

Vidro (Glass, 2019)

Direção: M. Night Shyamalan

★★★★

A Música da Minha Vida (Blinded By the Light, 2019)

Direção: Gurinder Chadha

★★★★

Rainha de Copas (Dronningen, 2019)

Direção: May el-Toukhy

★★★★

A Sombra do Pai (2018)

Direção: Gabriela Amaral Almeida

★★★★

Mormaço (2018)

Direção: Marina Meliande

★★★★

Sorry to Bother You (2018)

Direção: Boots Riley

★★★★

Midsommar (2019)

Direção: Ari Aster

★★★★

Temporada (2018)

Direção: André Novais Oliveira

★★★★

Poderia Me Perdoar (Can You Ever Forgive Me?, 2018)

Direção: Marielle Heller

★★★★

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Rush – No Limite da Emoção (Rush/2013)

Assistido em 27/12/2013. O diretor Ron Howard nunca foi exatamente um diretor ousado. Não é em Rush- No Limite da Emoção que se permite ser. Mas, nos entrega um filme eficaz, bem realizado e bonito. E quando falo “bonito” não não me refiro a uma suposta moral da história ou mensagem ou mesmo a história em si. Trata-se de de uma bela recriação de época, em que todas as roupas parecem saídas da década de 1970 sem ter a aparência de fantasias, além de ter uma fotografia precisa. A trama aborda a rixa entre os pilotos de Fórmula 1 James Hunt (Chris Hemsworth), inconsequente e impulsivo e Niki Lauda (Daniel Brühl), sério e preciso, durante o período já citado. Pode parecer o velho maniqueísmo de sempre entre a técnica e a paixão, mas ambos os atores encarnam bem seus personagens e, mesmo Lauda sendo o herói da história, não são retratados de maneira maniqueísta: ambos são humanos e fáceis de gostar, cada um ao seu jeito. As cenas de corrida propriamente ditas são muito bem feitas, mas não são o ponto mais importante da história, que é justamente as relações interpessoais. Por isso não é necessário apreciar automobilismo para fazer o mesmo com a película. Muitas partes do roteiro não aconteceram na vida real, mas é natural em uma cinebiografia querer aumentar o fator dramático. Embora não seja ousado, Ron Howard eventualmente acerta bonito. Rush é sem dúvida uma obra muito bem executada e um pipocão de primeira qualidade. RUSH-poster
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