Tag Archives: Tom Hiddleston

Figurino: A Colina Escarlate

Texto originalmente publicado na coluna Vestindo o Filme.

Fantasmas são reais, isso eu sei. Eu os vi toda a minha vida …

Em cartaz nos cinemas, A Colina Escarlate é um romance gótico que se disfarça de história de terror. A protagonista, uma escritora chamada Edith Cushing (Mia Wasikowska), fala sobre suas obras algo que também se estende ao filme: são histórias com fantasmas, não histórias de fantasmas, pois eles representam o passado. O diretor Guillermo del Toro confeccionou a trama entremeada de elementos visualmente marcantes. A figurinista é Kate Hawley, que já havia trabalhado com ele em seu filme anterior, Círculo de Fogo.
Edith, filha única de um homem rico, é cortejada por Thomas Sharpe (Tom Hiddleston), um misterioso baronete vindo da Inglaterra. Quase nada se sabe sobre ele, mas sua situação financeira precária é percebida através de suas roupas. Isso é ressaltado pela própria Edith, que fala para seu pai que elas, embora bem cortadas, são de pelo menos uma década atrás.
A história se passa na segunda metade da década de 1890. Os trajes femininos deixavam de ter anquinhas e faziam a transição para as saias em forma de sino e os bustos volumosos que iriam caracterizar a primeira década de 1900.

Exemplos de vestidos utilizados na época.

 

As cinturas são marcadas e os ombros são destacados, o que pode ser percebido nos vestidos de Edith. Apesar disso, eles não restringem seu corpo: as camisas sempre são folgadas e os tecidos fluídos. Em um flashback, a vemos ainda criança, no enterro de sua mãe, trajada totalmente de preto, com um chapéu com uma textura rugosa na parte inferior, semelhante a um cogumelo visto por baixo. Essas rugosidades ou ranhuras são a textura que predominará nos tecidos usados em seus trajes, que também são por vezes adornados com dobras, como origamis.

02

É possível ligar a personagem ao amarelo e outros tons claros. Na mesma cena de infância já mencionada, os botões frontais de seu vestidinho são de pérolas. Elas aparecem posteriormente em botões e outros detalhes, como nas mangas do vestido que utiliza para ir a um baile com Thomas. Mas não é apenas isso: o tom perolado, como do vestido citado, bem como o branco, vai dominar sua paleta de cores, garantindo sua imagem de inocência. A parte da trama que transcorre nos Estados Unidos é fotografada com uma cálida iluminação amarela. Essa é outra cor que vai marcar a personagem, nesse momento em elementos como saias e acessórios, ligando-a a sua terra.

003
Para destacar o amarelo, as paredes da casa de seu pai são predominantemente vermelhas. Já as figurantes na cena do baile formam uma massa em tons acobreados e de verde e amarelo pastel, compondo um degradê que emoldura a valsa dos dois enamorados.

635810712709642983

A leveza dos trajes de Edith contrasta com a restrição dos trajes de Lucille Sharpe (Jessica Chastain), irmã de Thomas. Seus vestidos são justos, com corpetes marcados, gola alta e mangas longas, confeccionados em veludo ou cetim. Não há um só movimento em Lucille que seja espontâneo. Tudo precisa ser calculado e sua roupa conota isso. Ainda nos Estados Unidos, vermelho vivo e preto são as cores que utiliza. Elas transmitem um senso de morbidez e perigo adequado à personagem.

005

Edith e Thomas se casam rapidamente e se mudam para a mansão dos dois irmãos, na Inglaterra. A construção é um personagem por si só, responsável por criar a atmosfera adequada para o encaminhamento da trama. A falta do telhado no saguão principal traz para dentro da casa o clima de fora, seja as folhas secas ou a neve caindo. As paredes, manchadas e predominantemente verdes destacam o vermelho que aparecerá recorrentemente. A casa foi construída sobre uma mina de argila vermelha, que no inverno vem à tona manchando a neve e conferindo o nome ao cenário: a colina escarlate.

Lucille, em casa, prioriza o uso de cores escuras. Se nos Estados Unidos vestiu preto e seu irmão também, aqui ela usa frios tons fechados de azul e novamente é acompanhada por ele. Essa estratégia trata de ligar os dois. 007

No dia de sua chegada, Edith veste um casaco longo cinza, adornado com violetas e segura uma espécie de buquê da mesma flor. Tradicionalmente a violeta e sua cor são usados como símbolo de luto. Mas por baixo do casaco, ela usa um vestido de cor amarela.

08

Desse momento em diante, os trajes de Edith seguem esse padrão: o amarelo cada vez mais intenso, beirando a cor de mostarda, ligando-a a sua casa, e elementos em tons escuros de luto, que a trazem para a casa nova.

009

Quando está despida, utiliza uma longa camisola branca, com mangas bufantes, de tecido vaporoso e novamente com textura enrugada. A peça destaca a fragilidade da personagem, que se torna pequena em contraste com detalhes da cenografia, como os longos corredores, os grandes cômodos e a enorme poltrona da sala. A casa por si só parece ameaçadora, pois os adornos e esculturas projetam-se como estacas das paredes ou estalactites dos tetos.

010

Comparar A Colina Escarlate com outros filmes, em virtude de sua temática ou estética, não é difícil. Thomas, com seus óculos escuros, remete facilmente ao personagem título de Drácula de Bram Stocker, de Francis Ford Coppola, especialmente por também se tratar de um romance gótico.
Edith, que não deseja ser uma Jane Austen, mas sim uma Mary Shelley, nada fala sobre as irmãs Brontë, responsáveis por clássicos da literatura gótica. Mas sua própria história guarda grande semelhança com Jane Eyre, livro escrito por Charlotte Brontë. Talvez Edith não seja tão decidida quanto Jane para manter distância daquele que ama, mas o clima fantasmagórico e sobrenatural, o romance trágico e mesmo a temática da mulher louca no sótão podem, em maior ou menor grau, ter paralelos em sua história. Coincidentemente Mia Wasikowska também encarnou a última versão de Jane Eyre, de 2011, dirigida por Cary Fukunaga. Ela e Tom Hiddleston também interpretaram cunhados em outro romance com clima trágico, Amantes Eternos, de Jim Jamursch, com figurino também analisado aqui.
Por fim, é fácil ver semelhanças entre Lucille e a Sra. Denvers, governanta do filme Rebecca de Alfred Hitchcock, bem como entre as casas de ambos os filmes. E se Lucille é contida pelos seus trajes, é a partir de quando tira seu corpete e liberta o próprio corpo que deixa de restringir suas ações e dá início ao ato final.

11

Apesar de todas essas possíveis comparações, a estética de A Colina Escarlate é bastante única. Del Toro demonstra todo o cuidado com a criação de ambientação que case com a atmosfera fantasmagórica que deve emanar da história. O figurino de Kate Hawley não só é adequado para a época retratada, como, através de suas formas e paleta de cores, acrescenta camadas de interpretação aos personagens principais. O perigo, o trágico, o calor do pertencimento, a fragilidade, a sintonia: todos esses elementos são externados através das roupas dos personagens, tornando A Colina Escarlate uma narrativa ainda mais interessante visualmente.

012

Share

Figurino: Amantes Eternos- a invenção de um oriente exótico

Texto originalmente publicado na coluna Vestindo o Filme em 08/05/2015.

Quem não sonhou a terra do Levante?
As noites do Oriente, o mar, as brisas,
Toda aquela sua natureza
Que amorosa suspira e encanta os olhos?
(Trecho do poema O Cônego Filipe, de Álvares de Azevedo)

A citação inicial dessa análise não vem por acaso. Poeta romântico, Álvares de Azevedo segue os preceitos da escola literária, entre eles a exaltação da natureza, a visão trágica do mundo e a idealização do assim chamado Oriente. Adam (Tom Hiddleston) e Eve (Tilda Swinton), os protagonistas de Amantes Eternos (Only Lovers Left Alive, 2013) são, cada um à sua maneira, românticos incorrigíveis. Dirigido por Jim Jarmusch, o filme conta com figurino de Bina Daigeler.
Adam e Eve, como os próprios nomes já indicam, são amantes há séculos, talvez mesmo desde o princípio dos tempos, e são opostos que se completam. Geograficamente isolados, ele mora em Detroit, nos Estados Unidos, e ela em Tânger, no Marrocos. As cidades não poderiam ser mais emblemáticas para a definição dos personagens: enquanto ela, otimista, é rodeada por cores e texturas de um Oriente ideal, ele, já desiludido com a humanidade, a quem chama de zumbis, mora em uma cidade-fantasma, fruto de uma política fracassada de industrialização.
Embora fale com desprezo sobre Byron e Shelley, dois dos mais influentes poetas do romantismo anglófono, Eve talvez seja a mais tradicionalmente romântica dos dois. Rodeada por seus livros, sua cama é adornada por tecidos vistosos. Em casa, veste túnicas e trajes bordados que remetem ao Orientalismo que marcou fortemente a literatura e as artes em geral no século 19. A pintura europeia desse estilo retratou vivências, roupas e arquiteturas de lugares distantes. As cores e os padrões de estampa se refletem no viver de Eve.

Um oriental de turbante, pintura sem data de Gabriel Morcillo.

Um oriental de turbante, pintura sem data de Gabriel Morcillo.

 

A grande odalisca (1814), quadro de Jean-Auguste-Dominique Ingres.

A grande odalisca (1814), quadro de Jean-Auguste-Dominique Ingres.

003

Nessa época, o Oriente era tudo aquilo que era oposto aos padrões europeus: do norte da África ao Leste asiático, passando pela Ásia Menor. Tânger certamente se encaixa nesse critério. E se Oriente era um lugar imaginário, inventado e exotizado pelo olhar ocidental, não deixa de ser curioso que pelas ruas da cidade ninguém se veste como Eve: seu figurino faz parte da forma como enxerga o mundo, e não de como o mundo realmente é. Na rua, o que veste são roupas minimalistas, de cor clara, mas cobrindo a cabeça e o rosto com um bonito lenço decorado com arabescos, ainda ligando-a ao seu lugar.

004

Adam, por sua vez, é um apaixonado por música e coleciona instrumentos antigos e raros. Pessimista e melancólico, se recorda de todos os artistas e pensadores do passado com quem conviveu e pragueja contra essa humanidade que conseguiu contaminar tudo, até mesmo sua água e seu sangue. Mas se o pessimismo é romântico, também está presente no rock gótico: há um quê de Robert Smith, da banda The Cure, em seu visual. Veste roupões surrados e puídos de tempos passados. Eve chega mesmo a avisá-lo que um deles tem mais de 200 anos. Sua casa é escura e cheia de objetos jogados pelos cantos: não há nenhuma preocupação com a beleza. Na rua, usa roupas também minimalistas. Todas são em tons escuros de marrom, vinho e preto.

005

Ambos precisam de sangue e este está cada vez mais difícil de encontrar. Sua experiência prazerosa de beber pequenas doses, apenas o mínimo necessário, se reflete na expressão facial de entrega, como se um vício estivesse sendo saciado. Eve o consegue em uma sacola de farmácia e Adam se disfarça de médico para comprar em um hospital. O sangue é seu ópio: a droga consumida pelos escritores românticos e que era facilmente encontrada em estabelecimentos médicos.

Gravura intitulada O vendedor de ópio, de autor e data desconhecidos.

Gravura intitulada O vendedor de ópio, de autor e data desconhecidos.

.
006

Quando Eve visita Adam em Detroit, passa a vestir seus roupões para ficar em casa e na rua, troca sua bata branca por outra em um tom de vinho, que vai utilizar até o final do filme. É como se ampliasse a relação com Adam externando o reencontro através da roupa. É nessa visita que fica clara sua grande apreciação pela vida e pela natureza, manifestada, também, em uma crítica a ele: “Essa auto-obsessão é um desperdício de vida. Poderia ser gasta salvando coisas, apreciando a natureza, cultivando bondade e amizade, e dançando. Você tem sido bastante sortudo no amor, porém, se posso assim dizer”.

007

Um elemento externo aos dois, que traz mudança de ares na relação, é Ava (Mia Wasikowska), irmã de Eve. Com comportamento de uma adolescente inconsequente, ela zomba dos hábitos antigos do casal, como o gesto delicado com que Eve pede a Adam que retire suas luvas. Mas apesar disso ela mesma não se veste da maneira mais contemporânea possível. Seus trajes são de adolescente, mas de uma adolescência que ocorreu em algum ponto da década de 1960, com vestido de bolinha, estampa floral colorida, sapato de boneca, meia estampada. O efeito pode até parecer moderno aos nossos olhos, mas isso em virtude da constante reciclagem desses elementos na moda atual, não deixando de entregar a vivência passada da personagem.

008

Sobre as diferenças entre o casal de protagonistas, Adam não é aberto a novas tecnologias: ainda conversa com Eve através de um telefone antigo e uma televisão de tubo, enquanto ela utiliza um smartphone. Ele usa uma mala antiga de couro e ela um a moderna de alumínio.

009

A oposição entre a forma de encarar a vida dos dois aparece já no começo do filme, quando a câmera para em cada um e ambos estão enquadrados em uma inclinação de 45 graus, mas cada um para um lado oposto.

010

Além disso, outros elementos visuais frisam suas diferenças, afirmadas na dicotomia entre o claro e o escuro de suas roupas. Elas são destacadas, também, em acessórios, como as luvas e os pingentes que carregam: ele usa um colar com uma caveira branca (cor dela) e ela, por sua vez, usa a mesma caveira em preto (cor dele) presa em uma pulseira. Mesmo em uma partida de xadrez, Eve utiliza as peças brancas e Adam, as pretas.

011

Apesar de tudo que foi citado, o que eles possuem é a imensa compreensão um do outro, manifestada através dos tempos em uma conexão sem limites, que fez com que se casassem diversas vezes e que faz com que, mesmo após algum tempo distantes, acabem por se reencontrar. A intimidade é expressa através não só dos diálogos, que demonstram um grande conhecimento mútuo, como de seus corpos, retratados como um contínuo que sempre busca o contato e o entrelaçamento.

012

Se o universo é infinito, assim é a relação de Eve e Adam. Conversando sobre uma teoria de Einstein ele menciona que “Quando você separa uma partícula entrelaçada e move ambas as partes para longe uma da outra, mesmo em extremos opostos do universo, se você altera ou afeta uma, a outra será identicamente alterada ou afetada”. E tal acontece com os dois. Por serem essas partículas universais é que o filme os retratam constantemente vistos de cima, girando, como as estrelas fazem nos créditos de abertura.

013

Adam e Eve são vampiros, embora tal palavra jamais seja mencionada no filme. Mas mais que isso, são arquétipos de maneiras de enxergar o mundo: o preto e o branco; o pessimismo e o otimismo. São um yin e um yang que se entendem e se completam na eternidade dos tempos. São o casal primordial. A direção de arte do filme, bem como o figurino de Bina Daigeler, retrata de maneira competente o orientalismo que inspira Eve e a decadência que rodeia Adam. Adam e Eve superam qualquer divergência e se tornam unos, ainda que se mantendo individualidades, atravessando o tempo e o espaço como amantes eternos.

 

014

Share

Amantes Eternos (Only Lover Left Alive, 2013)

Amantes Eternos, de Jim Jarmusch, é um filme de ambientes e personagens, de uma simplicidade complexa e hipnótica. Eve (Tilda Swinton) e Adam (Tom Hiddleston) são dois amantes separados pelo espaço: ela mora em Tanger (Marrocos) e ele em Detroit. As sequências inicias já deixam claro a poética e beleza do filme: o universo gira e eles giram após beberem um pequeno cálice de sangue cada. A palavra “vampiro” jamais é mencionada no filme, mas sua natureza é logo deixada clara. Quando Eve sai de casa, vestindo um traje claro e com um véu cobrindo-lhe parcialmente os cabelos e o rosto, demonstra confiança em si e em seu estilo que só uma criatura centenária poderia ter. Eve é leitora voraz e dona de uma visão sobre a vida que pode-se dizer que seja preenchida de leveza. Já Adam é um melancólico desiludido, sempre vestido de preto, colecionando instrumentos musicais belos e raros. Como muitos casais, eles são opostos e em suas diferenças se amam e se completam. Já se casaram muitas vezes e eventualmente voltam a ficar juntos, comentando sobre as pessoas que conheceram em tempos passados.

6405278_orig

Tilda Swinton e Tom Hiddleston brilham em seus respectivos papéis e a química entre os dois personagens é patente. Apesar do contexto, o resultado é extremamente romântico. O elenco do filme é bastante enxuto, mas os coadjuvantes todos entregam belas atuações: John Hurt como o poeta Marlowe; Anton Yelchin como Ian, fornecedor de instrumentos musicais; Jeffrey Wright como o médico Dr. Watson e Mia Wasikowska como a irmã de Eve, Ava. Ava é um contraponto interessante para o relacionamento dos dois protagonistas. Não se estabelecesse há quanto tempo ela tornou-se vampira, mas seu comportamento é de adolescente inconsequente, irritando Adam e sendo protegida por Eve. Por mais antigos que eles possam ser (e isso nunca se estabelece de maneira certa no filme) são seres falhos e multifacetados.

Se eu vivesse centenas de anos também vestiria túnicas marroquinas e me cercaria de livros sem fim...

Se eu vivesse centenas de anos também vestiria túnicas marroquinas e me me cercaria de livros sem fim…

A trilha sonora cria um clima bastante adequado para as cenas e a direção de arte, bastante inspirada por elementos marroquinos, é linda. Cenários e figurinos transmitem uma beleza sem exageros, como que polida através da passagem do tempo.

O ritmo do filme é lento como deve ser. As imagens devem ser apreciadas com gosto e algumas pessoas podem dizer que não há história, mas a realidade é que o que vemos é apenas uma fração de uma vivência que pode ser milenar. Uma bela e poética fração.

 

Para ler a análise completa do figurino do filme, acesse aqui.

kinopoisk.ru

 

 

Share

Thor: o Mundo Sombrio (Thor: the Dark World/ 2013)

Assistido em 12/02/2014.

Serei breve nesse comentário. Nessa sequência dirigida por Alan Taylor, o que não faltam são referências. O filme já começa com uma cena de batalha saída diretamente de Senhor dos Anéis, envolvendo Asgardianos e uns Dark Elves. Entre os amigos de Thor, está uma espécie de Xena, além de Zachary Levi, quase irreconhecível. Thor (Chris Hemsworth) volta para Jane (Natalie Portman) e leva-a para Asgard, onde protagonizam cenas românticas tiradas da nova trilogia de Star Wars, no balcão do palácio. Em determinado momento temos O Vôo do Navegador e até inimigos saídos de Power Rangers. E a primeira cena pós créditos tem um tom de Dr. Who com uma pitada de Harry Potter. Está bom ou quer mais? Foi até divertido coletar tantas e tão óbvias referências.

Sobre o filme, de maneira resumida: o vilão, como sempre em se tratando de heróis de quadrinhos, promete muito e pouco faz. Jane tem mais participação. Loki (Tom Hiddleston) está ótimo como sempre. O filme tem mais humor que o primeiro, indo por uma linha mais próxima de Vingadores. Direção e narrativa são irregulares e inconsistentes. Os coadjuvantes (especialmente Kat Dennings, mas também Stellan Skarsgård) funcionam muito bem como alívio cômico. A trama pouco importa. Os personagens já tem tanta vida própria que é de se admirar que não consigam criar nada melhor para explorá-los. Sem esperar muita coisa, dá para se divertir.

thor_the_dark_world

 

Share