Os 20 melhores filmes vistos pela primeira vez em 2018

Essa lista, que faço todos os anos, são dos melhores filmes que eu vi pela primeira vez no ano e que não são lançamentos. Como sempre, para facilitar, escolhi apenas filmes ficcionais de longa metragem.  Além disso, para abrir espaço à variedade, diretoras e diretores com mais de um filme que preenchessem esse critério tiveram só um listado. Outros filmes com avaliação alta vistos esse ano, mas com direção repetida, serão colocados abaixo. A lista também pode ser conferida no letterboxd. Filmes sobre os quais escrevi ou gravei podcast tem links no título e a ordem da disposição é cronológica.

As Aventuras do Príncipe Achmed (Die Abenteuer des Prinzen Achmed, 1926)

Direção: Lotte Reiniger

★★★★


Sem Novidade no Front (All Quiet on the Western Front, 1930)

Direção: Lewis Milestone

★★★★1/2

Grande Hotel (Grand Hotel, 1932)

Direção: Edmund Goulding

★★★1/2

Mademoiselle Dinamite (Bombshell, 1933)

Direção: Victor Fleming

★★★★

A Roda da Fortuna (The Band Wagon, 1953)

Direção: Vincente Minnelli

★★★★

Disque M Para Matar (Dial M for Murder, 1954)

Direção: Alfred Hitchcock

★★★★

Infâmia (The Children’s Hour, 1961)

Direção: William Wyler

★★★★

Pérfida (The Little Foxes, 1941) ★★★★

As Duas Faces da Felicidade (Le Bonheur, 1965)

Direção: Agnès Varda

★★★★★

Suspiria (1977)

Direção: Dario Argento

★★★★1/2

Os Anos de Chumbo (Die bleierne Zeit, 1981)

Direção: Margarethe Von Trotta

★★★★

Das zweite Erwachen der Christa Klages (1978) ★★★★

Rosenstrasse (2003) ★★★★

Que Bom Te Ver Viva (1989)

Direção: Lúcia Murat

★★★★

Uma Longa Viagem (2011) ★★★★

Malcolm X (1992)

Direção: Spike Lee

★★★★1/2

Princesa Mononoke (Mononoke-hime, 1997)

Direção: Hayao Miyazaki

★★★★

O Lixo e o Sonho (Ratcatcher, 1999)

Direção: Lynne Ramsay

★★★★1/2

Morvern Callar (2002) ★★★★

Longe do Paraíso (Far From Heaven, 2002)

Direção: Todd Haynes

★★★★1/2

Mal do Século (Safe, 1995) ★★★★

2046- Os Segredos do Amor (2046, 2004)

Direção: Wong Kar-Wai

★★★★★

Megane (2007)

Direção: Naoko Ogigami

★★★★

Rent-a-Cat (2012) ★★★★

Lírios d’Água (Naissance des pieuvres, 2007)

Direção: Céline Sciamma

★★★★

Sita Sings the Blues (2008)

Direção: Nina Paley

★★★★1/2

Wendy e Lucy (Wendy and Lucy, 2008)

Direção: Kelly Reichardt

★★★★★

O Atalho (Meek’s Cutoff, 2010) ★★★★1/2

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Sinfonia de Paris (An American in Paris/ 1951)

Assistido em 31/05/2013

american Sinfonia de Paris é um filme musical dos bons. Dirigido por Vincente Minnelli e estrelado por Gene Kelly, não tinha como sair errado. Kelly interpreta Jerry Mulligan, um pintor que é o americano em Paris do título original. Ele convive com dois amigos: Adam Cook, um pianista que mora em seu prédio e Henri Baurel, um cantor francês de sucesso. Já percebemos a beleza da composição das cenas quando, no início do filme, Henri relata a Adam que está apaixonado por uma moça e a cada característica dela que ele cita, um número de dança diferente, com cenários monocromáticos é apresentado. A tal moça, Lise Bouvier, posteriormente torna-se interesse amoroso de Jerry, que não sabe que ela é a noiva de seu amigo. Além disso, Jerry também aceita o mecenato de uma mulher rica que parece interessada em mais do que apenas suas pinturas.

An American in Paris 1
Cenário inspirado em Toulouse-Lautrec

A verdade é que depois de ver o filme, parando para analisar a história toda, Jerry é um homem bastante desagradável com as mulheres. Mas dentro do contexto das cenas musicais e com Gene Kelly dançando como dança, isso acaba perdendo a importância. No ato final do filme há uma sequência de 17 minutos de dança, sem falas. O conjunto é um pouco cansativo, mas é interessante como a ação progride através de cenários estilizados de Paris usando a estética de pintores famosos que por lá passaram. Em termos de direção de arte tudo é realmente impecável. No Oscar de 1952 o filme recebeu os prêmios de melhor filme, melhor trilha sonora, melhor direção de arte, melhor figurino, melhor fotografia e melhor roteiro. O pobre do Vincent Minelli não levou melhor diretor. Não sei se chega a ser para tanto, porque embora bem executado e com um clima extremamente otimista o filme ainda é inferior ao que Gene Kelly faria no ano seguinte, Cantando na Chuva (igualmente é a química com os demais protagonistas, especialmente a feminina) . Mas ainda assim não há como negar o seu charme.

Poster - An American in Paris_03

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