Tag Archives: Morgan Freeman

Uma Aventura Lego (The Lego Movie/ 2014)

Serei breve. Deixa eu ver se entendi: o filme critica quem é comum e segue as regras, mas quem é comum e segue as regras salva o dia no final. Critica a perfeição e falsa alegria de uma sociedade controlada, enquanto mostra a alegria perfeitamente perturbadora de uma terra em que a única regra é não ter regras (enquanto uma personagem admite que isso é incoerente). Mostra que música popular robotiza as pessoas mas no final diz que ela é motivadora e boa. Critica o domínio de uma grande corporação e o entretenimento barato que chega à população, mas é protagonizado por brinquedos de uma marca gigante do setor e produzido pela Warner, sendo que a Time Warner controla uma infinidade de canais de TV, produz programação imbecilizante e detém direitos de diversas franquias milionárias, como Batman, Harry Potter, Senhor dos Anéis, entre outros (que inclusive possuem personagens que fazem aparições em suas versões Lego). O filme tem um protagonista comum: tão comum que não possui nenhuma característica marcante. Sua sidekick segue o tropo de guerreira solitária badass,  mas se resume a uma fachada sem grande desenvolvimento, que regride até se tornar o prêmio do herói ao final. Ideologicamente, trata-se de incoerência do início ao fim.

Para não parecer tão ranzinza, devo dizer que o visual da animação é muito bonito e deve ser o filme do gênero em que eu mais ri dos últimos tempos. Aliás, as crianças quase não riam no cinema, porque muitas das gags são piscadinhas para os adultos. Se você não prestar atenção à trama, é bastante agradável. Sabe como é, como diz a música-tema do filme, “tudo é incrível”.

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Oblivion (2013)

Assistido em 13/04/2013

Assisti a esse filme sem saber absolutamente nada sobre ele. Trata-se de uma ficção científica pós-apocalíptica que se passa em 2077, 60 anos após a Terra ter sido invadida e parcialmente destruída por alienígenas. Os sobreviventes vivem em Titã, uma lua de Saturno, mas alguns, como Jack (Tom Cruise) e Victoria (Andrea Riseborough), que são responsáveis por ficar em uma base sobre a Terra e fazer manutenção dos drones, que sugam água para obter energia. Suas memórias foram apagadas cinco anos antes, para que, caso fossem capturados pelos alienígenas que ainda habitam a superfície, não comprometessem a segurança dos demais. Jack tem visões, em sonho, com uma mulher desconhecida (Olga Kurylenko). Um dia, ao descer à superfície, ele encontra um nave com sobreviventes encapsulados e entre eles, essa mulher. Posteriormente esse acontecimento o leva a fazer contato com os inimigos em solo.

Dirigido e roteirizado por Joseph Kosinski (do mediano Tron- O Legado), Oblivion nos oferece um visual muito bonito e com locações belíssimas. Os cenários são futuristas branco-minimalistas à lá Apple e trazem uma sensação de frieza e de que algo falta para a estação ser um verdadeiro lar. O filme parece feito para Tom Cruise, que para bem ou mal, segura as mais de duas horas da película praticamente sozinho. A trilha sonora, ao invés de parecer fluida e fazer parte das cenas, pode vezes se destaca demais, chegando a incomodar. Ela parece tentar fazer referência às trilhas dos anos 80, recheadas de baterias eletrônicas. Melissa Leo, que interpreta Sally, está ótima como sempre fazendo um personagem secundário.

O problema do filme é que parece que nunca estamos vendo algo novo. O homem isolado trabalhando na obtenção de energia em uma estação, nós vemos em Lunar. As visões da mulher desconhecida após a memória apagada são de Vanilla Sky/ Abra os Olhos. Algo da forma como encontram os alienígenas lembra A Máquina do Tempo, com uma boa dose de Mad Max nas roupas. Os olhos-lentes vermelhos dos drones saíram diretamente, de forma pouco sutil,  de 2001- Uma Odisseia no Espaço, de onde também saiu uma referência ao feto da cena final. Existe uma área proibida, como em Planeta dos Macacos, mas diz-se que por excesso de radiação. Há um pouco de Matrix, Solaris, Minority Report e até Independence Day. A colagem é bem feita no sentido de que nunca nos leva a revirar os olhos como algo previsível, mas ao mesmo tempo, nunca nos satisfaz com algo realmente inovador. Kosinski bebeu de muitas fontes, mas deixa isso claro o tempo inteiro. Mas aí o filme acaba sendo aquela coisa: entretém, não é ruim, mas provavelmente nunca vou rever, porque não é interessante o suficiente. Além disso, ficção científica que não se presta a fazer algum tipo de crítica, pelo menos pra mim, não se sustenta muito. O fato é: apesar de tudo isso que eu falei, é um filme bom de assistir e não faz você ter a a sensação que perdeu seu tempo. Mas se quiser algo similar (que custou mais de vinte vezes menos) e verdadeiramente instigante, assista Lunar.

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Red- Aposentados e Perigosos (Red/ 2010)

Assistido em 23/03/2013

Meh!

Ok, vou ampliar um pouco meu comentário. Estou tentando aumentar a variabilidade de gêneros que eu assisto, porque senão ficaria só nos dramas. Também porque descobri que posso gostar de filmes de gêneros que não gosto por suas características técnicas. Então, para a sessão descompromissada de sábado à noite, escolhi um filme de ação. Afinal, ação com comédia e Bruce Willis já foram boas pedidas na minha infância. Além disso o elenco de peso ajuda como chamariz: Morgan Freeman, Helen Mirren, John Malkovich. Por que não? O problema é o seguinte: o elenco está realmente ótimo, o humor está lá, o carisma dos protagonistas também, mas a história não faz sentido algum e ao mesmo tempo é recheada de clichês! Como pode isso? Conspirações, CIA, assassinatos, políticos de alto escalão, guerra fria e por aí vai. Não recomendo, mas talvez o filme sirva como entretenimento fácil.

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