Estante da Sala

Melhores documentários assistidos em 2019

Essa é a sexta vez eu faço essa lista com documentários que mais gostei de ver ao longo do ano. Separo eles dos demais filmes porque me facilita a vida na hora de elaborar a lista de melhores filmes do ano e porque assim também posso colocar aqueles que não são lançamentos, mas que eu vi pela primeira vez ao longo dos últimos 12 meses. Eu gosto muito de documentários e acho interessante como sem querer eles se tornaram o reduto dos trabalho de mulheres, como pode ser facilmente verificado abaixo. A lista abaixo está grosseiramente ordenada por preferência e

Melhores filmes dirigidos por mulheres da década

Nesse final de ano organizei uma lista de 50 melhores filmes dirigidos por mulheres da década de 2010 no Feito por Elas, convidando jornalistas, críticas e pesquisadoras para enviar seus votos. O resultado pode ser conferido no site. Abaixo listo meus 10 votos e 5 menções honrosas. O critério da lista leva em conta a data de produção, uma vez que alguns desses filmes nunca foram lançados comercialmente no Brasil, o que explica o 1º lugar. Também tenho um critério pessoal de apenas 1 filme por diretor/a em cada lista. Se não fosse isso, talvez a lista fosse diferente. A lista também

Varda por Agnès (2019)

No dia 29 de março último, Varda nos deixou, cedo demais, aos 90 anos de idade. Mas, apesar de ter partido, ficamos com um legado de obras para ver, rever, imergir e refletir. Varda era uma artista de alma sensível, que capturou pequenos detalhes de coisas que talvez passassem desapercebidas para outra pessoa e criou poesia a partir deles. Suas obras têm uma visão muito única de política, de estética e de afeto. Sua ficção trabalha com questões de gênero do cotidiano (mas não só isso) e desafia o que é dado. Seu documentário se encanta com as pessoas comuns,

Os 20 melhores filmes vistos pela primeira vez em 2018

Essa lista, que faço todos os anos, são dos melhores filmes que eu vi pela primeira vez no ano e que não são lançamentos. Como sempre, para facilitar, escolhi apenas filmes ficcionais de longa metragem.  Além disso, para abrir espaço à variedade, diretoras e diretores com mais de um filme que preenchessem esse critério tiveram só um listado. Outros filmes com avaliação alta vistos esse ano, mas com direção repetida, serão colocados abaixo. A lista também pode ser conferida no letterboxd. Filmes sobre os quais escrevi ou gravei podcast tem links no título e a ordem da disposição é cronológica. As

Visages Villages (2017)

Postado originalmente em 3 de novembro como parte da cobertura da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo  Agnès Varda é sem dúvida uma figura cativante. Aos 89 anos, dos quais mais de sessenta foram dedicados ao cinema, a diretora vive uma fase de reconhecimento pleno e foi homenageada com um Oscar honorário por sua trajetória, fato que ironiza, uma vez que mesmo esse seu filme mais recente foi realizado através de financiamento coletivo, como pode ser conferido logo nos agradecimentos dos créditos de abertura. E agora esse mesmo filme foi indicado na categoria de Melhor Documentário, sua primeira indicação

Melhores documentários assistidos em 2017

Esse é o terceiro ano em que elaboro a lista de documentários que mais gostei de ver ao longo do período. É a primeira vez em que, com apenas uma exceção (logo a primeira colocada) todos os demais são lançamentos. Quase não assisti a documentários mais antigos esse ano, o que é sempre uma pena. (Aliás, elaborando as listas de melhores do ano percebi que deixei de fazer muita coisa esse ano). Mas também o #52FilmsByWomen está rendendo resultados e por acaso apenas um não dirigido ou co-dirigido por uma mulher. Bom, porque separar os documentários dos demais filmes? A

41ª Mostra de São Paulo parte 2: mais dirigidos por mulheres

Mais uma leva de filmes dirigidos por mulheres conferidos na 41ª Mostra Internacional de São Paulo. Visages, Villages (2017), de Agnès Varda e JR  Agnès Varda é sem dúvida uma figura cativante. Aos 89 anos, dos quais mais de sessenta foram dedicados ao cinema, a diretora vive uma fase de reconhecimento pleno e em breve será homenageada com um Oscar honorário por sua trajetória, fato que ironiza, uma vez que mesmo esse seu filme mais recente foi realizado através de financiamento coletivo, como pode ser conferido logo nos agradecimentos dos créditos de abertura. Mas a incansável senhora de cabelo bicolor