Estante da Sala

Ninfomaníaca: Volume 1 e Volume 2 (Nymphomaniac: Vol. I and Vol. II/ 2013)

Ninfomaníaca é o terceiro filme da trilogia que Lars von Trier criou para lidar com sua depressão (precedido por Anticristo e Melancolia) e foi dividido em dois volumes para lançamento no cinema porque a duração ficou muito longa. É impossível analisá-los de maneira separada (pois fica patente que compõem um filme só), mas ao mesmo tempo há uma quebra de ritmo e de clima em relação ao que é exibido em cada um deles. Sexo e religiosidade são temas recorrentes do autor. Aqui novamente eles aparecem como protagonistas. O professor Peter Schepelern, da Universidade de Copenhagen, em sua aula sobre o cineasta, afirma

Eurocentrismo e questões morais na obra de Susanne Bier

Assistidos para o curso Scandinavian Film and Television, disponível em Coursera.org. Após ver três dos filmes escandinavos de Susanne Bier, não posso deixar de considerá-los uma trilogia e analisá-los como tal. Todos tem história criada por ela e roteirizada por Anders Thomas Jensen. Todos possuem protagonistas que são homens brancos europeus que em algum momento estão deslocados de seu local de origem, lidando com os horrores do desconhecido. Em Brothers (Brødre/2004), é um soldado no Afeganistão; em Depois do Casamento (Efter brylluppet/ 2008) é um professor de crianças órfâs na Índia; e Em um Mundo Melhor (Hævnen/ 2010), um médico na África. O outro

Minha Vida de Cachorro (Mitt liv som hund/ 1985)

Assistido para o curso Scandinavian Film and Television, disponível em Coursera.org. Minha Vida de Cachorro retrata a chegada da adolescência de Ingemar, um menino cujo pai sempre está ausente em países distantes e cuja mãe está extremamente doente, na Suécia da década de 1950. Sem ter como tomar conta dele e de seu irmão mais velho, os dois são entregues aos cuidados de parentes. O menino tem uma bonita relação com seu cachorrinho e, por isso, divaga sobre Laika, que havia sido enviada ao espaço, ligando tal fato com sua própria vida e a relação com a mãe. Os primeiros contatos com

O Ato de Matar (The Act of Killing/ 2012)

Assistido para o curso Scandinavian Film and Television, disponível em Coursera.org. O Ato de Matar é um documentário sobre o golpe militar perpetrado em 1965 na Indonésia. Na ocasião, cerca de um milhão de pessoas foram mortas por milícias e mafiosos sob a acusação de serem comunistas. Mas ao invés de relatar o que aconteceu naquele período em retrospecto, os realizadores solicitaram aos responsáveis pelas mortes que reencenassem suas práticas, utilizando os meios que achassem mais apropriados. Com ajuda de figurantes, maquiagem e alguma dedicação, inspirados por filmes de gangster e musicais, eles rememoraram o passado. A sensação ao assistir é de terrível estranhamento

A Palavra (Ordet /1955)

Assistido em 12/02/2014, para o curso Scandinavian Film and Television, disponível em Coursera.org. Texto foi parcialmente adaptado e traduzido de um ensaio escrito para a revista Cinema Scandinavia. “No princípio era aquele que é a Palavra. Ele estava com Deus, e era Deus.” João 1:1 Em A Palavra o diretor dinamarquês Carl Th. Dreyer lida com temas a respeito de fé e religião. A família Borgen vive em uma fazenda e tem uma religião insitucionalizada diferente daquela de seus vizinhos e isso cria conflitos entre eles, especialmente quando Anders revela o desejo de se casar com Anne, filha do alfaiate. Dentro

Tudo o Que o Céu Permite (All That Heaven Allows/ 1955)

Assistido em 05/03/2013 (Obs: para o curso The Language of Hollywood: Storytelling, Sound, and Color; da Wesleyan University, disponível em coursera.org) Em meados dos anos 50 o Technicolor estava perdendo o monopólio na produção de filmes coloridos e consequentemente o custo estava diminuindo. Com isso os estúdios começaram também a produzir em cores filmes que não feitos para se tornarem blockbuster. Muitos dramas domésticos voltados para o público feminino foram filmados. É o caso de Tudo que o Céu Permite. Trata-se de um belo filme, sobre uma viúva cujas filhos já estão na universidade e que se apaixona pelo responsável pelas

As Aventuras de Robin Hood (The Adventures of Robin Hood/ 1938)

Assistido em 28/02/2013 (Obs: para o curso The Language of Hollywood: Storytelling, Sound, and Color; da Wesleyan University, disponível em coursera.org) As instruções para assistir esse filme foram claras: assista como se seu eu de 10 anos estivesse vendo o filme. Tal nota nem é necessária: ao ver as primeiras cores, fortes e contrastantes, já nos desligamos da incredulidade do século XXI e mergulhamos em uma história fantástica de um jeito que não se faz mais. As cores são realmente bonitas, os figurinos são chamativos, os cenários são vistosos e mesmo as lutas de espadas são coreografadas de maneira bonita. A