Para falar a verdade eu já havia visto esse filme. Tudo começou quando lá pelos meus 13 anos eu peguei emprestado um volume antigão, de capa dura, de Hamlet, recheado com notas de rodapé explicando os duplos sentidos e simbologias da história. Sempre lembro que no buquê de flores de Ofélia, cada tipo de flor tinha um significado diferente. Não deu outra: me apaixonei pelo livro e passei a ver tudo quanto era filme que aparecesse com adaptações de Shakespeare (em tempos pré-internet e sem tv à cabo ou dinheiro para vídeo-locadora). Aí eu devo ter assistido esse filme umas duas
Author: Isabel Wittmann
Gambá – Os Tambores da Floresta (2012)
Assistido em 15/03/2013 Esse documentário foi exibido na Sexta Etnográfica, evento organizado para exibição de documentários, no PPGAS-UFAM. Foi dirigido por um dos alunos, Cristian Pio Ávila, como parte de sua pesquisa para o doutorado. Aborda uma música tradicional no interior do Amazonas, que nos anos 70 dava-se como extinta e ele acabou por descobrir que ainda existe em certas localidades. São toadas utilizadas em rituais religiosos (procissões de santos pelo rio) mas que também eram utilizados em bailes e festas. Essa tradição se perdeu com o passar do tempo mas atualmente existe um trabalho de reavivamento, com oficinas para crianças aprenderem a
O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford (The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford/ 2007)
Assistido em 14/03/2013 Pra começar, acho o título desse filme muito bom! Afinal, trata-se de um acontecimento histórico, geralmente as pessoas já sabem o desfecho. Então porque não falar disso no título? A pomposidade é ótima! Jesse James (aqui interpretado por Brad Pitt) era um famoso e temido pistoleiro chefe de quadrilha que foi morto por um rapaz que se juntou ao seu grupo, Robert Ford (Casey Afleck). Robert Ford (confesso que sempre penso Redford :P) era obcecado por Jesse James, sabendo dados de sua vida pessoal e colecionando quadrinhos e histórias que circulavam sobre ele. Era como se Jesse
Ghost World – Aprendendo a Viver (Ghost World/ 2001)
Assistido em 12/03/2013 Ghost World, baseado no quadrinho homônimo, é um daqueles filmes “do milênio” sobre a o sentimento de inadequação dos adolescentes na sociedade. Enid (Thora Birch) e Rebecca (Scarlett Johansson) se formaram do segundo grau e decidem que não vão para a faculdade. Ao invés disso, morarão juntas e arrumarão empregos, para então decidir o que fazer da vida. Ambas tem uma visão ácida de tudo que as rodeiam, mas é interessante que acabam expressando sua inadequação julgando os demais e deixando claro que consideram todo o resto estúpido. Isso até que Enid conhece o colecionador de discos
Um Lugar Qualquer (Somewhere/ 2010)
Assistido em 09/03/2013 Um Lugar Qualquer é o último filme escrito e dirigido por Sophia Coppola e passou meio batido na época de seu lançamento. A recepção foi morna e eu mesma acabei adiando o momento de vê-lo. Talvez foi até bom, porque vi sem nenhuma expectativa e terminei encantada. Acredito que como a diretora conseguiu muito sucesso desde o começo de sua trajetória atrás das câmeras, as cobranças são sempre grandes quando um filme seu é lançado. Naquele fatídico ano de 1999 Sophia tinha apenas 28 anos e foi muito bem recebida com As Virgens Suicidas. Eu, com a
Beijos e Tiros (Kiss Kiss Bang Bang/ 2005)
Assistido em 09/03/2013 Esse foi o filme descompromissado de sábado à noite. Um bom filme de ação, num estilo que remete um pouco aos do Guy Ritchie e com um humor que às vezes beira o absurdo. Esse foi o filme que marcou o retorno de Robert Downey Jr. às telas após se recuperar de seu problemas de longo prazo com drogas e álcool. Inspirado em romances policiais de detetive, conta a história de Harry Lockhart, um ladrão (Downey Jr.) que ao fugir da polícia é confundido com um ator que era esperado para fazer uma audição. Ele se sai
Cantando na Chuva (Singin’ in the Rain/ 1952)
Assistido em 08/03/2013 Cantando na Chuva é ainda mais uma visão sobre os bastidores da indústria do cinema, abordando a (um tanto quanto traumática) transição entre o cinema mudo e o falado, assim como o já citado Crepúsculo dos Deuses. A diferença é que é um filme essencialmente otimista e alegre. Na história, Don Lockwood (interpretado por Gene Kelly) e Lina Lamont (Jean Hagen)são as maiores estrelas do cinema mudo da época, quando a Warner lança O Cantor de Jazz, filme de 1927 com trilha sonora e diálogos sincronizados que se torna enorme sucesso. O estúdio deles resolve transformar o