Estante da Sala

A Jovem Rainha Victoria (The Young Victoria/2009)

Assistido em 06/07/2013 [youtube=http://www.youtube.com/watch?v=ttdndRyoehM] A rainha Victoria (Emily Blunt), que reinou no Reino Unido no século XIX, mostrou-se ser uma personagem interessante para uma cinebiografia. Ainda mais uma tão belamente executada como esta. Quando Victória nasceu, era a quinta na linha de sucessão ao Trono: seu pai era o quarto filho do rei e ela a única neta. Se qualquer um dos irmão mais velhos de seu pai tivesse um filho homem, ela já não seria rainha. Mas, obviamente, tal fato não veio a acontecer. Seu tio mais velho subiu ao trono e anos depois morreu sem herdeiros. O segundo

Hitchcock (2012)

Assistido em 14/06/2013 [youtube=http://www.youtube.com/watch?v=0Lc6HIsh1FE] Em 1959 Hitchcock já era há muito um diretor consagrado e intitulado o mestre do suspense. Com um programa de televisão e muitos filmes de sucesso, aos sessenta anos de idade ele decide que precisa de algo novo: algo que traga frescor a sua obra e seja desafiador. Ao ler o livro Psycho, percebe que esse será seu novo filme. Mas o estúdio não recebe bem a ideia de adaptar a história que conta com nudez e violência do jovem que veste roupas femininas e é obcecado pela mãe. Hitchcock faz um acordo: eles distribuiriam o

Coco Antes de Chanel (Coco avant Chanel/ 2009)

Assistido em 10/06/2013 [youtube=http://www.youtube.com/watch?v=_G6EeZDjpwA] A história da jovem Gabrielle, apelidada Coco, que é orfã de mãe e foi abandonada pelo pai. Saiu do interior da França para Paris e lá se encontrou entre tecidos e chapéus. O filme trata da vida de Chanel antes de se tornar ícone e, posteriormente, mito. Com grande sensibilidade a diretora Anne Fontaine rege a trama com uma fotografia e trilha sonora belíssimas. O cuidados com os detalhes sutis perpassam na tela: quando Coco é criança no orfanato e observa os trajes das feiras, quase conseguimos sentir a textura dos tecidos pesados e as dobras

Camille Claudel, 1915 (2013)

Assistido em 12/05/2013 Esse é aquele tipo de filme que traz má fama ao cinema francês :P. Foi exibido no Festival Varilux de Cinema Francês e resolvi assisti-lo por que tratava dessa figura interessantíssima que é a Camille Claudel, talentosa escultora que foi aluna e amante de Rodin. O filme se passa em 1915, quando Camille (Juliette Binoche), já com cinquenta anos, está há dois confinada em um manicômio, tomada por esquizofrenia e depressão. Ela pensa que querem roubar seus trabalhos para que Rodin possa apresentá-los como seus e acha que todos estão tentando envenená-la. Entre os gritos de outras

Lincoln (2012)

Assistido em 27/01/2013 É difícil escrever sobre Lincoln, novo filme de Steven Spielberg. É difícil pensar em como a soma de partes muito boas resultem em um filme tão… tão… hmmm, não chega a ser ruim, mas não desperta nada! É o típico “filme de Oscar”: dramalhão de época, grandes heróis, trilha sonora grandiosa, fotografia belíssima e atuações de primeira. Não se trata de uma biografia do presidente americano, mas sim um recorte de um período específico, logo após sua reeleição, em que estava tentando aprovar a 13ª Emenda, que acabava com a escravidão no país. Embora o filme tente

Xingu (2012)

Assistido em: 06/01/2013 Esse filme nacional retrata o contato dos irmão Villas-Bôas com a região do Rio Xingu e sua posterior luta para garantir esse território aos indígenas. A fotografia é belíssima e a grandiosidade das paisagens da região ajuda. Às vezes o filme dá umas tropeçadas na narrativa e é impressionante que com o grande lapso de tempo que ele cobre, os personagens não envelheçam. Mas mesmo assim é um bom filme e, ao deixar claro como todos os governos tiveram políticas extremamente ineficientes (para não dizer ignorantes) em relação aos povos indígenas, nos faz refletir ainda mais sobre

Persépolis (Persepolis/ 2007)

Assistido em: 05/01/2013 Baseado no quadrinho autobiográfico de mesmo nome de Marjane Satrapi, Persepolis é um retrato de sua infância antes da revolução iraniana de 1979 e de sua adolescência e juventude após ela. A convivência familiar, as dúvidas existenciais, as histórias de luta e restrições das liberdades individuais (especialmente das mulheres) permeiam toda a narrativa. O desenho em preto e branco e o traços simples funcionam muito bem na linguagem do filme, que não teria sido melhor se fosse live action. Recomendadíssimo!