Estante da Sala

Figurino: A Lenda

Publicado originalmente na coluna Vestindo o Filme em 06/11/2015. O que é Luz sem Escuridão? Ridley Scott é sempre lembrado pelos seus dois grandes filmes: Alien, o Oitavo Passageiro (1979) e Blade Runner, o Caçador de Androides (1982). Mas na esteira desses veio um filme muito menos lembrado: A Lenda (1985). Trata-se de um filme de fantasia feito em uma época em que o gênero reapareceu com força e, como outros filmes do diretor, possui diversas versões, incluindo a sua própria. A história se constrói através de arquétipos ligeiramente distorcidos, com metáforas míticas e em um mundo em que nada

Cinderela (Cinderella, 2015)

Na onda dos remakes e reimaginações de contos de fadas (como Malévola), Cinderela, versão live action da famoso conto de Perraut, se mostra mais tradicional em sua abordagem, mas isso não necessariamente é ruim. Dirigido por Kenneth Branagh, a história é praticamente idêntica àquela que os próprios Estúdios Disney, responsáveis pelo filme, produziram em animação em 1950. A jovem protagonista, aqui chamada de Ella (Lily James) perde a mãe ainda muito cedo. O pai se casa novamente e além da Madrasta (Cate Blanchett), ela ganha duas irmãs, Drisella (Sophie McShera) e Anastasia (Holliday Granger). Com a morte do pai e perda

Livro: Deuses Americanos, de Neil Gaiman

Tenho por Neil Gaiman um grande apreço, já que Sandman é uma das obras literárias mais fantásticas que já tive o prazer de ler, e trata-se “apenas” de quadrinhos. Nunca havia lido nenhum de seus romances, mas tinha uma certa expectativa, pois muitas pessoas os recomendavam e gosto do clima dos filmes adaptados de seus livros (Stardust- O Mistério da Estrela e Coraline). Foi assim que resolvi ler Deuses Americanos, um de seus livros mais famosos. Optei pela edição de décimo aniversário, no idioma original e devo dizer que fiquei bastante decepcionada. O protagonista é Shadow, um homem que sai

Malévola (Maleficent/ 2014)

Dando sequência a tendência de recontar contos de fadas conhecidos, desta vez é a própria Disney que o faz, utilizando como base sua animação A Bela Adormecida, de 1959, para então relatá-la sob o ponto de vista de Malévola, a vilã daquela versão. A animação, embora visualmente bastante bonita, com cenários e fundos modernos e uma bela trilha sonora, tem uma história que datou (se é que já não era datada ao ser lançada): princesa Aurora foi amaldiçoada por Malévola e morreria aos 16 anos. Foi presenteada por fadas-madrinha com o dom da beleza e do canto (quem precisa de outra

Noé (Noah, 2014)

O antropólogo alemão Franz Boas afirmou que o mito tem origem histórica e se baseia no cotidiano do próprio povo que o criou. Por outro lado, defendeu que ele pode se espalhar através de difusão para outros povos que tenham proximidade geográfica. Ainda assim, seria possível encontrar relatos similares entre povos sem contatos anteriores, mesmo que sem uma causa primária semelhante ou uma significação semelhante. Grande parte dos povos da antiguidade buscavam se fixar nas proximidades de rios, porque facilitava a obtenção de água e alimento. Assim, eventualmente, uma cheia periódica poderia ser maior do que as normais, levando a busca

Thor: o Mundo Sombrio (Thor: the Dark World/ 2013)

Assistido em 12/02/2014. Serei breve nesse comentário. Nessa sequência dirigida por Alan Taylor, o que não faltam são referências. O filme já começa com uma cena de batalha saída diretamente de Senhor dos Anéis, envolvendo Asgardianos e uns Dark Elves. Entre os amigos de Thor, está uma espécie de Xena, além de Zachary Levi, quase irreconhecível. Thor (Chris Hemsworth) volta para Jane (Natalie Portman) e leva-a para Asgard, onde protagonizam cenas românticas tiradas da nova trilogia de Star Wars, no balcão do palácio. Em determinado momento temos O Vôo do Navegador e até inimigos saídos de Power Rangers. E a primeira cena

Os Melhores Filmes de 2013

Ao fazer essa lista percebi como vi poucos filmes desse ano! Tive dificuldades em elaborá-la, mas não por precisar deixar muitos de fora, como na lista dos 25 melhores filmes que vi esse ano e não são de 2013, e sim por ter visto tão poucos filmes bons desse período. Percebi que deixei passar o ano quase sem coisas boas. Poucos dos citados eu realmente amei. Para fins de elaboração, considerei a data de lançamento do filme no Brasil, por isso alguns filmes são, na verdade, de 2012. A lista em si pode não ser muito satisfatória, mas em partes