Estante da Sala

Mãe! (Mother!, 2017)

O novo filme do cineasta Darren Aronofsky, Mãe!, é compreensivelmente divisivo, mas o mínimo que se pode dizer é que não é uma obra da qual se escapa indiferente. Intenso e com um uso de imagens fortes, o filme enreda o espectador em uma trama que se apresenta na forma de camada sobre camada de alegorias. Em sua superfície nós temos uma história de casal: ela (Jennifer Lawrence) é casada com um escritor (Javier Barden). Eles moram em uma casa antiga, que pertencia a ele e que ela está reformando aos poucos, cômodo por cômodo. Ela acorda e passeia pela

Figurino: A Época da Inocência

Texto originalmente publicado na coluna Vestindo o Filme em 27/03/2014. “O que você ganharia, passando por um escândalo?” “Minha liberdade.” A Época da Inocência é um filme que se destaca pela curiosa temática na filmografia do diretor Martin Scorsese. Após filmes como Taxi Driver, Touro Indomável e Os Bons Companheiros, aqui ele nos entrega uma história de amor trágica, que dizem ter clamado ser seu filme mais violento. Baseado no livro homônimo de Edith Wharton, a trama é realmente brutal no retrato de sentimentos intensos que não podem ser revelados. A figurinista Gabriella Pescucci opta pela composição realista do período, criando ambientação

Hairspray -Em Busca da Fama (Hairspray/2007)

Assistido em 01/07/2013 Subestimei esse musical à época do seu lançamento por puro preconceito: Zac Efron como um dos protagonistas (e chamariz de bilheteria) me cheirou a High School Musical. O que me provou duas coisas: o estúdio errou na forma de divulgar o filme e jamais devemos avaliar o livro pela capa. Algo, inclusive, que já deveria ter aprendido. Pois bem, o filme é muito divertido e até mesmo tocante. A história se passa em 1962 e Tracy Turnblad (Nikki Blonski) é uma mocinha que adora ver o programa local para adolescentes (que toca rock e tem números de

A Época da Inocência (The Age of Innocence/ 1993)

Assistido em 03/04/2013 Depois de ter feito filmes como Touro Indomável, Taxi Driver e Os Bons Companheiros, Scorsese nos estrega um filme que, segundo ele, é o seu mais violento. Violento na paixão e nos sentimentos. Piegas? Talvez, mas há que se perceber que se trata de um melodrama, com os sentimentos à flor da pele e uma beleza no visual como há algum tempo não via. A temática do filme já fica clara nos créditos de abertura, quando com certa sutileza vemos, acompanhadas pela bela música orquestrada, flores desabrochando e se abrindo, numa metáfora clara à perda da inocência.

Scarface (1983)

Assistido em 24/03/2003 Havia muita expectativa ao assistir esse filme, sempre citado entre os melhores filmes de gângster, logo atrás de outros clássicos como O Poderoso Chefão e Os Bons Companheiros. Aí eu assisti o original, de 1932, e achei simplesmente uma obra de arte. Como o de 1983 é geralmente lembrado como uma das poucas refilmagens melhor que o original, criei uma certa expectativa. E, talvez por isso, me decepcionei. Dirigido por Brian de Palma, com roteiro de Oliver Stone, Temos aqui novamente a ascensão de Tony, um rapaz ambicioso, a chefe do crime. Dessa vez Tony é cubano, de