Estante da Sala

Os 25 Melhores Filmes de 2013 Que Não São de 2013

Este foi um ano em que assisti muitos filmes. Propus-me a escrever sobre todos que visse, mas falhei , pois a contagem já passou de duzentos, nem todos foram muito interessantes e em muitos casos faltou tempo ou vontade. Dentre esse grande número de filmes vistos, poucos realmente eram desse ano: são muitos filmes clássicos ou que deixei passar batido na infância para dar conta de cobrir nessa vida cinéfila. A proposta dessa lista é levantar os melhores filmes que vi pela primeira vez e que não são lançamentos desse ano, uma verdadeira tarefa ingrata. Acabei selecionando vinte e cinco,

A Turba (The Crowd/ 1928)

Assistido 20/08/2013 A Turba, dirigido por King Vidor, pode não ser ter tantas inovações técnicas como Aurora, mas sua história melodramática funciona muito bem. Em 4 de julho de 1900 nasce John (James Murray) e seu pai previu que a ele seria destinado coisas grandes. Aos 21 anos migrou para Nova York, para, conforme a narração, se juntar aos sete milhões que achavam que a cidade precisava deles. Esperançoso, arrumou um emprego em um escritório e continuou estudando de noite, falando o tempo todo sobre quando as coisas darão certo para ele. Tornou-se mais um número em uma multidão de

Aurora (Sunrise: a Song of Two Humans/1927)

Assistido em 16/08/2013 Dirigido por F. W. Murnau, esse filme é uma obra de arte prodigiosa e cheia de técnicas impressionantes em sua execução. Realizado nos Estados Unidos, com atores do país, por causa de seu diretor parece encaixar-se na escola do Expressionismo Alemão. Na história um Homem (George O’Brien), fazendeiro simples, pensa em matar sua Esposa (Janet Gaynor), pois está traindo com a Garota da Cidade (Margaret Livingston), que quer que ele venda sua fazenda e vá morar com ela. Ele decide convidar a Esposa para um passeio de barco. Cada vez mais sinistro e atormentado por suas decisões,

Lírio Partido (Broken Blossoms/ 1919)

Assistido em 06/08/2013 Depois de tantas pirotecnias de filmes contemporâneos (ruins) achei interessante assistir um filme mudo para descansar. O escolhido foi Lírio Partido, um drama de D. W. Griffith. Confesso que foi o seu primeiro filme que assisti inteiro, pois depois de algumas tentativas, nunca passei da metade de O Nascimento de uma Nação, considerado o seu maior. Lírio partido conta a história de rapaz identificado apenas como O Homem Amarelo (Richard Barthelmess), chinês que vê marinheiros ocidentais brigando e resolve pregar a paz de Buda na Inglaterra. Mas lá só encontra pobreza, falta de perspetiva e vícios e

As Docas de Nova York (The Docks of New York/ 1928)

Assistido em 05/02/2013  (Obs: para o curso The Language of Hollywood: Storytelling, Sound, and Color; da Wesleyan University, disponível em coursera.org) Praticamente um contraponto a Anjo das Ruas, Docas de Nova York é um filme cínico e cru, embora tenha a sua redenção. Já começa com os sujos trabalhadores de uma caldeira em navio que está aportando na cidade. Com a trilha sonora composta de forma sincronizada à imagem, praticamente podemos ouvir o barulho do navio aportando. Bill Roberts, um dos trabalhadores, salva uma moça que havia se lançado à água em uma tentativa de suicídio. Ele leva ela ao bar

Anjo das Ruas (Street Angel/ 1928)

Assistido em 05/02/2013 (Obs: para o curso The Language of Hollywood: Storytelling, Sound, and Color; da Wesleyan University, disponível em coursera.org) A tarefa de assistir esse filme foi muito proveitosa. Anjo das Ruas é um filme de transição do cinema mudo para o cinema falado. Embora o filme ainda não tenha as falas propriamente ditas, ele já foi distribuído com o som, incluindo trilha sonora composta de forma sincronizada com as cenas, alguns ruídos e assobios (que possuem papel importante na história). Trata-se de um melodrama em que uma jovem, Angela, com sua mãe doente, precisa ir às ruas se prostituir para