Estante da Sala

[43ª Mostra de São Paulo] Mr. Jones (2019)

Esta crítica faz parte da cobertura da 43ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que ocorre entre 17 e 30 de outubro na cidade. Agnieszka Holland, cineasta polonesa cujo pai era judeu, tem uma filmografia que reiteradamente se volta à II Guerra Mundial como seu objeto, de Colheita Amarga (Bittere Ernte, 1985), passando por Filhos da Guerra (Europa, Europa, 1990) até Na Escuridão (In Darkness, 2011). Todos esses filmes são debatidos no podcast Feito por Elas #o1 Agnieszka Holland, justamente sobre a diretora. Em Mr. Jones, com o roteiro de Andrea Chalupa, a diretora retrocede para a época que

Meninos Não Choram (Boys Don’t Cry/1999)

Assistido em 10/12/2013 Meninos Não Choram é um filme de difícil digestão. Assisti-o com mais de uma década de atraso e sem saber que se tratava de uma história real, o que foi um choque para mim quando rolaram os créditos finais. Na trama, Brandon Teena (Hilary Swank) tenta lidar com o fato de que seus documentos o registram como Teena Brandon: trata-se de um homem trans. A história já começa com ele cortando o cabelo bem curto, como um rito de passagem, um sinal de transformação. Tudo se passa em um interior dos Estados Unidos deprimente, decadente e sem perspectivas.

Figurino: Lovelace

Texto originalmente publicado na coluna Vestindo o Filme em 25/09/2013. Cinebiografias geralmente demandam trabalhos intensos de recriação de período por parte da equipe de design de produção. O figurino fica aí incluído e, além da recriação da época através de roupas com cortes familiares ao expectador, por vezes é necessário refazer peças específicas utilizadas pela pessoa retratada. Esse ano de 2013 está repleto de filmes do gênero, começando com Behind the Candelabra, Jobs e Rush, até os ainda não lançados Grace of Monaco e Diana. Lovelace é mais um deles: dirigido por Rob Epstein e Jeffrey Friedman, é baseado na

Lovelace (2013)

Assistido em 22/09/2013 O cinema de 2013 está realmente sendo marcado tanto por muitas produções de ficção científica quanto por biografias. Lovelace, dirigido por Rob Epstein e Jeffrey Friedman, é mais uma delas. Trata-se da história da atriz Linda Lovelace, conhecida pelo filme pornográfico Garganta Profunda. Inspirado em seu terceiro livro autobiográfico, Ordeal (Provação), a história começa quando Linda (ainda com sobrenome Boreman) mora com os pais, aos 21 anos. São eles Dorothy (Sharon Stone, irreconhecível) e John ( Robert Patrick). Interpretada por Amanda Seyfried, Linda é retratada como uma garota com certa inocência e leviandade. Os pais católicos, rígidos