Os Descendentes (The Descendants/2011)

Assistido em 28/07/2013

Estou com dificuldades de encontrar as palavras certas para falar sobre esse filme, pois um dia após tê-lo assistido ele já me parece volátil. À princípio ele se apresenta como um drama: Matt King (George Clooney) tem que a aprender a conviver com as filhas de 10 e 17 anos, com quem mantém um relacionamento distante, após sua esposa sofrer um acidente e ir para o hospital em coma. Alex, a mais velha, tem problemas com drogas e garotos mais velhos, brigou com a mãe e está na reabilitação.  Scottie, a mais nova, começa a falar palavrões e e ter comportamento rebelde, como forma de expressar a falta que a mãe faz. Alex conta a Matt que a mãe estava tendo um caso. Na busca pelo amante de sua esposa e na processo de falar para parentes e amigos sobre a possibilidade de sua morte, Matt redescobre a relação com as meninas e coloca prioridades em sua vida.

Por essa sinopse, o filme parece um drama pesado, mas não é. Tudo é muito limpinho, incluindo o suposto problema com drogas de Alex, que nunca vemos em cena. As músicas são gostosas, as locações, no Havaí, são lindas. Na primeira cena, Matt fala ” Meus amigos pensam que só porque eu moro no Havaí, eu moro no paraíso” e segue falando sobre como as pessoas não vêm as dores e problemas do cotidiano. É nisso que o filme peca. O Havaí parece mesmo um paraíso e as dores e problemas parecem tão, mas tão pequenos perto de tudo de bom que os personagens têm em suas vidas (especialmente uns aos outros), que o discurso perde sentido. Problemas de primeiro mundo. E com isso não quero dizer que seja um filme ruim: é leve, gostoso e envolvente enquanto se desenrola e George Clooney está ótimo em cena.  Mas provavelmente em pouco tempo quase nada ficará dele na memória.

descendants

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