Psicose (Psycho/ 1960)

Assistido em: 26/01/2013


Ano passado comecei a ver ou rever todos os filmes de Alfred Hitchcock disponíveis no Netflix, em ordem cronológica. Depois de Janela Indiscreta, Ladrão de Casaca, O Homem Que Sabia Demais e Um Corpo Que Cai, chego à Psicose. E devo dizer que a cada filme me apaixono mais por esse diretor, que sempre consegue me surpreender com suas tomadas de câmera pouco usuais e fotografia maravilhosa. Há também sua forte tendência fetichista e a escolha de protagonistas loiras, frias e controladas.  Em Psicose temos Marion (Janet Leigh), uma secretária que rouba 40 mil dólares em seu emprego e foge da cidade. Para entender o valor disso na época, a quantia foi paga em dinheiro por um fazendeiro rico por uma casa para sua filha que iria se casar. Na sua fuga ela acaba se hospedando no Bates Motel, um isolado motel de beira de estrada cuidados por Norman (Anthony Perkins), um rapaz atencioso e às vezes um tanto quanto infantilizado, que aprece emocionalmente castrado por sua mãe, uma idosa doente. E à partir daí que tudo se desenrola… Há um certo ar de filme B na produção, que se confirmou quando li que Hitchcock estava cansado de trabalhar com os grande nomes do estúdio e quis fazer um filme barato, tendo como equipe a de seu programa de TV da época. A filmagem foi feita em preto-e-branco para diminuir o efeito gore das cenas. Assim como em Janela Indiscreta, há boa pitada de voyeurismo  Talvez como terror possa até não funcionar para as gerações atuais, mas o suspense ainda funciona muito bem e a fotografia é esplêndida.

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