Tag Archives: listas

Filmes assistidos em dezembro

Final de ano vem acompanhado com uma desaceleração. Cansaço define. Não quis fazer nada remotamente parecido com trabalho, incluindo assistir a filmes. E esse foi o ano com menos filmes visto da última meia década: 264 longas, no total. Fico pensando que talvez eu devesse diminuir o tempo dedicado ao cinema na minha vida. Depois de alguns anos de blog, ainda não consigo entender muito bem qual é o objetivo disso. 2018 vai ter que ser um ano para repensar metas. Mas enquanto vou pensando aqui, queria agradecer a quem me acompanha e desejar um ótimo ano, cinéfilo ou não!

52 films by women:

Certas Mulheres (Certain Women, 2016) ★★★½

 

Lançamentos:

Star Wars: Os Últimos Jedi (Star Wars: The Last Jedi, 2017) ★★★★

Demais:

 

Bingo: O Rei das Manhãs (2017) ★★★

Thelma (2017) ★★★★

Detroit em Rebelião (Detroit, 2017) ★★★★

Os Meyerowitz: Família Não se Escolhe (The Meyerowitz Stories (New and Selected, 2017) ★★★

Victoria e Abdul: O confidente da Rainha (Victoria & Abdul, 2017) ★½

Descalços no Parque (Barefoot in the Park, 1967) ★★★½

Victor ou Victoria (Victor/Victoria, 1982) ★★★★

Como Roubar Um Milhão de Dólares (How to Steal a Million, 1996) ★★★½

The Room (2003) ★

Depois de Horas (After Hours, 1985) ★★★½

Comrades: Almost a Love Story (Tian Mi Mi, 1996) ★★★★

À Meia Luz (Gaslight, 1944) ★★★★

Gigi (1958) ★★

Kundun (1997) ★★★

Pacto Sinistro (Strangers on a Train, 1951) ★★★★½

17 Filmes assistidos

Share
Category: Cinema | Tags:

Melhores filmes de 2017

Primeiramente devo dizer que falhei miseravelmente em fazer uma lista de melhores esse ano. Primeiro porque minha repescagem de dezembro foi pro espaço, mais por preguiça do que por qualquer outra razão: quando acabei meus compromissos principais, estava tão cansada que não quis fazer nada remotamente parecido com trabalho. Depois, eu tive um punhadinho de filmes que amei, mais um tanto que eu gostei bem. Só que esses segundo são muitos e não os destaco o suficiente para fazer questão de incluí-los ou retirá-los. Enfim, em meio a essa bagunça, já tive entre 23 e 32 filmes listados (quando geralmente são apenas 20). Optei por deixar desse jeito mesmo. Digamos que talvez eu tenha um top 5 e aí uma lista de menções honrosas com um apanhado de alguns filmes do Oscar, outros mais instigantes, uns feel good bacanas e uns divertidos que talvez sejam esquecíveis. Não estou bem certa nem da ordem em que os filmes estão dispostos (e sinceramente não vou me incomodar com isso). Fecho o ano 263 filmes assistidos (o menor número nos últimos cinco anos) dos quais 106 são lançamentos (o maior número da vida, talvez?). Levei em conta tanto filmes que passaram no cinema quanto os que chegaram diretamente em homevideo e VoD. Colo junto como os escolhidos a avaliação que dei quando assisti, de zero até cinco estrelas. Filmes sobre os quais escrevi ou gravei podcast a respeito tem link para o texto no título. Para ver a lista com todos os filmes lançados esse que eu vi, clique aqui. Para ver essa lista no Letterboxd, acesse aqui.

A Criada (The Handmaiden, 2016)

Direção: Chan-Wook Park

★★★★★

Grave (Raw, 2016)

Direção: Julia Ducournau

★★★★★

Era o Hotel Cambridge (2017)

Direção: Eliane Caffé

★★★★½

A Qualquer Custo (Hell or High Water, 2016)

Direção: David Mackenzie

★★★★½

Paterson (2016)

Direção: Jim Jarmusch

★★★★½

Mulher-Maravilha (Wonder Woman, 2017)

Direção: Patty Jenkins

★★★★½

Mãe! (Mother!, 2017)

Direção: Darren Aronofsky

★★★★

As Duas Irenes (2017)

Direção: Fabio Meira

★★★★

A Cidade Onde Envelheço (2016)

Direção: Marília Rocha

★★★★

Mulheres Divinas (The Divine Order, 2017)

Direção: Petra Volpe

★★★★

Professor Marston e as Mulheres-Maravilhas (Professor Marston and the Wonder Women, 2017)

Direção: Angela Robinson

★★★★

Loving (2016)

Direção: Jeff Nichols

★★★★

Z: A Cidade Perdida (Lost City of Z, 2017)

Direção: James Gray

★★★★

Colossal (2016)

Direção: Nacho Vigalondo

★★★★

O Ornitólogo (2016)

Direção: João Pedro Rodrigues

★★★★

Personal Shopper (2016)

Direção: Olivier Assayas

★★★★

Moonlight: Sob a luz do luar (Moonlight, 2016) 

Direção: Barry Jenkins

★★★★

La La Land: Cantando estações (La La Land, 2016)

Direção Damien Chazelle

★★★★

Corra! (Get Out, 2017)

Direção: Jordan Peele

★★★★

O Estranho que Nós Amamos (The Beguiled, 2017)

Direção: Sofia Coppola

★★★★

Estrelas Além do Tempo (Hidden Figures, 2016)

Direção: Theodori Melfi

★★★★

Dunkirk (2017)

Direção: Christopher Nolan

★★★★½

A Guerra dos Sexos (Battle of the Sexes, 2017)

Direção: Valerie Faris, Jonathan Dayton

★★★★

Mulheres do Século 20 (20 Century Women, 2016)

Direção: Mike Mills

★★★★

Eu, Daniel Blake (I, Daniel Blake, 2016)

Direção: Ken Loach

★★★★

Sete Minutos Depois da Meia-Noite (A Monster Calls, 2016)

Direção: J.A. Bayona

★★★★

Okja (2017)

Direção: Bong Joon Ho

★★★★

 

Share

O 20 melhores filmes de 2017 que não são de 2017

Essa lista, que faço todos os anos, são dos melhores filmes que eu vi pela primeira vez no ano e que não são lançamentos. Como sempre, para facilitar, escolhi apenas filmes ficcionais de longa metragem. Além disso, para abrir espaço à variedade, diretoras e diretores com mais de um filme que preenchessem esse critério tiveram só um listado. Outros filmes com avaliação alta vistos esse ano, mas com direção repetida, serão colocados abaixo. Geralmente a lista tem 30 filmes e esse ano tem apenas 20. Isso é reflexo do pouco tempo que tive para me dedicar a ver os filmes mais antigos. Eu costumava fazer meses temáticos, assistindo a diversos filmes de algum país, escola ou diretor, mas esse ano, com o doutorado, acabei não tendo tempo e assistindo quase que exclusivamente a filmes que são pauta de algum podcast. Isso se refletiu no resultado final, já que nem meus queridinho da Metro ou amados pré-código pude ver com carinho. A lista também pode ser conferida no letterboxd. Filmes sobre os quais escrevi ou gravei podcast tem links no título e a ordem da disposição é cronológica.

Rua 42 (42nd Street, 1933)

Direção: Lloyd Bacon

★★★★

A Viúva Alegre (The Merry Widow, 1934)

Direção: Ernst Lubitsch

★★★★

À Meia Luz (Gaslight, 1944)

Direção: George Cukor

★★★★

O Mundo Odeia-Me (The Hitch-Hiker, 1953)

Direção: Ida Lupino

★★★★

Anjos Rebeldes (The Trouble With Angels, 1966) ★★★★

Os Desajustados (The Misfits, 1961)

Direção: John Huston

★★★★

O Homem que Matou o Facínora (The Man Who Shot Liberty Valance, 1962)

Direção: John Ford

★★★★1/2

Funny Girl: A Garota Genial (Funny Girl, 1968)

Direção: William Wyler

★★★★1/2

O Estranho que Nós Amamos (The Beguiled, 1971)

Direção: Don Siegel

★★★★

Victor ou Victoria (Victor/Victoria, 1982)

Direção: Blake Edwards

★★★★

Chocolat (1988)

Direção: Claire Denis

★★★★1/2

Bom Trabalho (Beau Travail, 1999) ★★★★1/2

35 Doses de Rum (35 Rhums, 2008) ★★★★

Faça a Coisa Certa (Do the Right Thing, 1989)

Direção: Spike Lee

★★★★★

Garotos de Programa (My Own Private Idaho, 1991)

Direção: Gus Van Sant

★★★★

Earth (1998)

Direção: Deepa Mehta

★★★★1/2

Fogo e Desejo (Fire, 1996) ★★★★

Frágil como o Mundo (2002)

Direção: Rita Azevedo Gomes

★★★★1/2

Primavera, Verão, Outono, Inverno… E Primavera (Bom yeoreum gaeul gyeoul geurigo bom, 2003)

Direção: Kim Ki-Duk

★★★★1/2

Caramelo (Sukkar banat, 2007)

Direção: Nadine Labaki

★★★★

E agora onde vamos? (Et maintenant on va où?, 2011) ★★★★

Entre o Amor e a Paixão (Take This Waltz, 2011)

Direção: Sarah Polley

★★★★★

Trabalhar Cansa (2011)

Direção: Juliana Rojas, Marco Dutra

★★★★

Sinfonia da Necrópole (2014, dir. Juliana Rojas) ★★★★

The Fits (2015)

Direção: Anna Rose Holmer

★★★★1/2

Docinho da América (American Honey, 2016)

Direção: Andrea Arnold

★★★★1/2

Share

Melhores documentários assistidos em 2017

Esse é o terceiro ano em que elaboro a lista de documentários que mais gostei de ver ao longo do período. É a primeira vez em que, com apenas uma exceção (logo a primeira colocada) todos os demais são lançamentos. Quase não assisti a documentários mais antigos esse ano, o que é sempre uma pena. (Aliás, elaborando as listas de melhores do ano percebi que deixei de fazer muita coisa esse ano). Mas também o #52FilmsByWomen está rendendo resultados e por acaso apenas um não dirigido ou co-dirigido por uma mulher. Bom, porque separar os documentários dos demais filmes? A resposta é simplesmente porque sim: porque me facilita, com menos filmes, para fazer a lista de melhores do ano. A lista abaixo está grosseiramente ordenada por preferência e está disponível no letterboxd.  Filmes sobre os quais escrevi ou gravei podcast estão devidamente linkados.

Histórias que Contamos (Stories WeTell, 2012)

Direção: Sarah Polley

Visages, Vilages (2017)

Direção: Agnès Varda, JR

Divinas Divas (2016)

Direção: Leandra Leal

Weiner (2016)

Direção: Josh Kriegman, Elyse Steinberg

Laerte-se (2017)

Direção: Eliane Brum, Lygia Barbosa da Silva

Operações de garantia da lei e da ordem (2017)

Direção: Júlia Murat, Miguel Antunes Ramos

Waiting for B. (2015)

Direção: Paulo Cesar Toledo, Abigail Spindel

E a Mulher Criou Hollywood (Et la femme créa Hollywood, 2016)

Direção: Clara Kuperberg, Julia Kuperberg

O.J.: Made in America (2016)

Direção: Ezra Edelman

Gatos (Kedi, 2016)

Direção: Ceyda Toru

Share

Melhores livros lidos em 2017

Eu estou até com um pouco de vergonha de pensar nessa lista, porque não sei se li muitas coisas interessantes esse ano. Foram muitas leituras, mesmo, mas a maioria de artigos e capítulos isolados. Quadrinhos, mesmo, não li nada. Acho que foi a primeira vez em anos que não li nenhum livro do Calvin e Haroldo! Vamos aos destaques:

Ficção

Hibisco Roxo- Chimamanda Ngozi Adichie

Depois que entrei na fase da Chimamanda, não saí mais. Esse deve ser o melhor livro dela que eu li até agora, na minha opinião. Pesado, ele trata de ralações familiares, tradição e religião por meio da adolescente Kimbili, que se esconde em sua própria timidez para lidar principalmente com o pai, que encarna os elementos citados. Esse foi o primeiro romance da Chimamanda e já mostra todo seu talento. Aproveito para recomendar também o livreto Para Educar Crianças Feministas, que também li esse ano e é curtinho e muito bom. Gostei mais dele do que do Sejamos Todos Feministas.

Garota Exemplar- Gillian Flynn

No mínimo controverso. Amy Dunne é uma protagonista inteligente, ardilosa, vingativa, focada. Alguns podem entendê-la como uma vilã, mas para mim é uma anti-heroína se debatendo nos meandros das mentiras que criam o amor romântico e o casamento enquanto instituição. Já era apaixonada pelo filme de mesmo nome, dirigido por David Fincher, e agora o livro, com seu tom sardônico, me pegou de jeito.

O Conto da Aia- Margaret Atwood

Esse foi o ano de Margaret Atwood na cultura popular. Depois de assistir aos seriados Alias Grace e o próprio O Conto da Aia, decidi que estava na hora de começar a ler seus livros e comecei pelo segundo. Não me arrependi, porque realmente é uma obra fantástica. Criando um país dominado por um regime teocrático em que os direitos, principalmente reprodutivos, das mulheres são sequestrados para o benefício da nação, o livro é um distopia que incomoda por ser perto demais daquilo que nós já vemos ao nosso redor.

Não-Ficção

Diante da Dor dos Outros- Susan Sontag

Cheguei atrasada no bonde e esse é o primeiro livro da Susan Sontag que eu leio. Valeu muito a pena: ela trabalha com clareza suas noções sobre imagens de violência e sua capacidade de nos afetar.

A Câmara Clara- Roland Barthes

Merece ser lido em duplinha com o livro da Sontag, já que Barthes responde, rebate e critica alguns pontos importantes do livro dela. Dessa vez o autor aborda a fotografia, a memória e, também, o afeto.

Quadrinhos

Orange- Ichigo Takano

Vou falar a verdade: esse não é um mangá maravilhoso. É porque eu realmente não li ótimos quadrinhos durante o ano e esse foi o melhor deles. São cinco livrinhos rápidos de ler que contam a história de um grupo de amigos que recebem um carta deles mesmos no futuro com instruções para impedir a morte de um deles. É uma história sensível e que engaja quem lê.

Share
Category: Livros | Tags: