Estante da Sala

Boa Noite, Mamãe (Ich Seh Ich Seh, 2014)

Boa Noite, Mamãe chega ao Brasil acompanhado de muita repercussão em sua trajetória em festivais no exterior. O suspense austríaco é roteirizado e dirigido pela dupla Severin Fiala e Veronika Franz e trata de dois irmão gêmeos Lukas e Elias (vividos pelos ótimos Lukas e Elias Schwarz) que se sentem desconfiados da própria Mãe (Susanne Wuest) quando esta retorna para casa após uma cirurgia. O seu comportamento causa estranhamento e ele desconfiam que ela pode não ser quem parece. A primeira metade do filme trabalha fortemente a construção de atmosfera e o suspense psicológico. Os elementos visuais chamam a atenção:

Análise dos Indicados ao Prêmio do Sindicato dos Figurinistas 2016

Durante a temporada de premiações do cinema, o foco do público muitas vezes se desloca para o Oscar, o prêmio da indústria que mais chama atenção. Mas é interessante também acompanhar as premiações dos sindicatos, pois elas dizem muito sobre como os profissionais enxergam seu próprio trabalho. No dia 23 de fevereiro foi a vez do 18ª Costume Designers Guild Awards, prêmio do Sindicato dos Figurinistas dos Estados Unidos, premiar seus destaques no cinema, televisão e publicidade. Os votantes são os próprios figurinistas, bem como assistentes de figurino e ilustradores que sejam afiliados ao sindicato. Farei um breve comentário sobre

A Bruxa (The Witch: A New-England Folktale, 2015)

https://www.youtube.com/watch?v=PoMYYUHn46E A Bruxa é o primeiro longa escrito e dirigido por Robert Eggers. Antes desse filme, o cineasta havia trabalhado em curtas próprios e como diretor de arte, designer de produção e figurinista em outras obras. Essa experiência transparece no cuidado dado à construção de mundo em A Bruxa. Cenografia e figurino críveis nos transportam diretamente para o modo de viver dos colonos da Nova Inglaterra no começo do século XVII. De fato, realmente se trata de um conto popular, conforme o título original, pautado em crenças de então. Vendido como história de terror, o filme pode não satisfazer as expectativas de quem o

Mulheres-Ciborgue, ficção científica e alguns comentários

Esses dias eu estava lendo o Manifesto Ciborgue, que acho que deve ser o trabalho mais famoso da Donna Haraway, pesquisadora do campo de gênero que estuda ciência e tecnologia. Lançado originalmente em 1985, o manifesto trata sobre o que a autora chama de ciborguização do corpo, ou seja, a forma como através de ferramentas farmacológicas e mesmo prostéticas, como lentes ou órgãos artificiais, rompemos a barreira dos nossos corpos levando-os para além do limite da pele. Tudo isso muito antes da tecnologia presente em um smartphone, a prótese-mor do nosso cotidiano. Por fim, a autora analisa questões vinculadas à reprodução,

Filmes Assistidos em Fevereiro

Para o mês de fevereiro eu tinha planejado assistir alguns filmes da década de 1940, mas esqueci do Oscar, que acabou virando minha prioridade. Foquei em assistir os documentários e todos os filmes indicados em alguma categoria de atuação que ainda não tivesse assistido. A lista de todos os filmes indicados que assisti ordenados mais ou menos por ordem de preferência está aqui. Dei continuidade ao projeto de ver 52 filmes dirigidos por mulheres em 52 semanas. Na verdade agora estou três filmes à frente da meta. Making a Murderer  é uma mini-série, mas como o Letterboxd também as inclui,