Existem filmes que quando assistimos, sabemos que estamos presenciando um grande feito. Aguirre, a Cólera dos Deuses (Aguirre, der Zorn Gottes, 1972) e Fitzcarraldo (1982) são dois deles. Dirigidos pelo alemão Werner Herzog, ambos compartilham a megalomania de suas produções, o ator Klaus Kinski no papel do personagem-título e o cenário: a floresta Amazônica. Aguirre é um personagem louco a ambicioso, que participa de uma expedição em busca do El Dorado e quando os líderes desta decidem desistir, provoca um motim para seguir em diante. Kinski é uma verdadeira força da natureza, intenso e tresloucado. A mata que envolve a todos
Author: Isabel Wittmann
O Silêncio dos Inocentes em Closes
Impressiona a maneira como o diretor Jonatham Demmes, juntamente com o diretor de fotografia Tak Fujimoto, inseriu close ups ao longo de toda a narrativa de O Silêncio dos Inocentes (1991), ao mesmo tempo explorando as emoções dos personagens e aumentando a sensação de tensão, pela exclusão do entorno. Quase sempre os personagens olham diretamente para a câmera (e consequentemente para o espectador), de maneira a intensificar a transmição das emoções sentidas em cena. Fiz uma compilação de alguns momentos em que a técnica é utilizada, mas esses não foram os únicos. Muitos personagens secundários também aparecem em close. Além disso
Diário de Uma Paixão (The Notebook, 2004)
https://www.youtube.com/watch?v=_m_6gawr2OE Assisti esse filme há muitos anos e lembro-me de não ter ficado nada impressionada. Com o passar do tempo, percebi que muitas pessoas gostam genuinamente dele e resolvi, então, revê-lo. Acho que dessa vez gostei menos ainda. É fácil tentar simpatizar com a trama: história de amor proibido, “Romeu e Julieta”, capaz de superar todos os obstáculos? Como não gostar? Dois bonitinhos, Ryan Gosling e Rachel McAdams nos papeis principais, como Noah e Allie e teríamos a fórmula perfeita, certo? Acontece que tudo parece dar errado nessa combinação. A história, baseada em uma romance de Nicholas Sparks, é puro
Um Ano de “Vestindo o Filme”
Nem parece, mas passou-se um ano: no dia 8 de julho de 2013 o primeiro texto da coluna Vestindo o Filme foi ao ar no Cinema em Cena. Como muitos cinéfilos Brasil afora, fui leitora do site por anos e integrar a equipe foi uma coisa louca. Para comemorar essa data, resolvi escolher as dez postagens que mais gostei. Não são necessariamente as que mais tiveram compartilhamentos ou comentários. São aquelas cujo processo de escrita ou resultado final eu pessoalmente mais gostei. Embora seja sobre ele que eu escreva, raramente é o figurino como forma que me chama a atenção
Figurino: Barry Lyndon- Opulência e Ridículo
Texto originalmente publicado na coluna Vestindo o Filme em 21/05/2014. Após 2001- Uma Odisseia no Espaço (de 1968) e Laranja Mecânica (de 1971), o diretor Stanley Kubrick termina, em 1975, Barry Lyndon, uma novela de costumes recheada com fino senso de humor, que retrata a trajetória de Redmond Barry (Ryan O’Neal), um jovem irlandês, entre as décadas de 1750 e 1780. Após um duelo, Barry foge para a Europa continental, vira soldado, deserta, enriquece e por fim, casa-se com a condessa Honoria Lyndon (Marisa Berenson), de forma que sua ascensão social culmina na nobreza. Kubrick, conhecido por seu perfeccionismo, não tomou o
Figurino: Malévola
Texto originalmente publicado na coluna Vestindo o Filme em 18/06/2014. Seguindo a tendência dos últimos anos de filmes adaptados de contos de fadas, dia 29 de maio estreou no Brasil Malévola, que traz a história de Bela Adormecida contada através do olhar de sua vilã de mesmo nome. O diretor, Robert Stromberg, é um novato que anteriormente havia trabalhado com efeitos especiais e direção de arte; esta última em Oz: Mágico e Poderoso, com o qual o filme guarda certas semelhanças estilísticas. Sua (in)experiência transparece no resultado final, que possui um visual bastante coeso, mas uma direção claudicante. O
Filmes Assistidos em Junho
Com o mestrando apertando meu calendário está sendo cada vez mais difícil ter tempo livro para assistir um filme. Cheguei a ficar quase duas semanas sem fazê-lo, estudando de manhã, de tarde e de noite, sete dias por semana e capotando nos horários vagos. De qualquer forma, segue abaixo a lista deste último mês, no mesmo esquema de sempre: não gosto de dar notas aqui no blog, porque eu tendo a mudá-las constantemente conforme a digestão da película. Dessa forma essas notas abaixo são o reflexo da minha avaliação neste momento, não são sedimentadas: servem apenas como base para ter uma noção