Estante da Sala

Figurino: X-Men: Dias de um Futuro Esquecido

Texto originalmente publicado na coluna Vestindo o Filme em 04/06/2014.   Quando o primeiro filme da franquia X-Men foi lançado em 2000, tornou-se sucesso imediato e foi um dos principais responsáveis por deixar “heróis de quadrinhos” em voga e, consequentemente, pelas produções de filmes com esta temática subsequentes. A trama focada nos protagonistas mutantes cria empatia facilmente, pois claramente traça paralelos entre estes e outras minorias perseguidas em nossas próprias sociedades, com Xavier e Magneto como lideranças com posturas opostas em relação a como lidar com essa opressão. O diretor Bryan Singer, responsável pelos dois primeiros filmes, precisava tirar das

A Culpa é das Estrelas (The Fault in Our Stars/2014)

Ao chegar em casa após ter assistido A Culpa é das Estrelas, do diretor Josh Boone, lancei um questionamento ao twitter: “Seria o Augustus de A Culpa é das Estrelas o primeiro manic pixie dream boy?”. Meu amigo Breno prontamente responde que essa pedra já havia sido cantada por Matt Patches, da Vulture, em um ótimo artigo seu. @iwittmann não vi o filme ainda, mas acho que @misterpatches cantou essa pedra no texto dele sobre o filme. — Breno Santos (@brendons) June 17, 2014 Pois bem, todos os sintomas estão lá: Gus (Ansel Elgort) é engraçado, bem-humorado e parece ter

Figurino: Três Homens em Conflito – construção de arquétipos

Texto originalmente publicado na coluna Vestindo o Filme em 07/05/2014.   Três Homens em Conflito (The Good, The Bad and The Ugly) é o terceiro filme da Trilogia dos Dólares, dirigida por Sergio Leone, que também inclui Por um Punhado de Dólares e Por uns Dólares a Mais, todos protagonizados pelo chamado Homem Sem Nome. Como muitos filmes do gênero western, este explora largamente o uso de arquétipos muito bem definidos e o figurino de Carlo Simi busca destacá-los. No inóspito oeste americano, a paisagem árida e pouco receptiva serve de alegoria para o que se passa na mente dos protagonistas. O

Malévola (Maleficent/ 2014)

Dando sequência a tendência de recontar contos de fadas conhecidos, desta vez é a própria Disney que o faz, utilizando como base sua animação A Bela Adormecida, de 1959, para então relatá-la sob o ponto de vista de Malévola, a vilã daquela versão. A animação, embora visualmente bastante bonita, com cenários e fundos modernos e uma bela trilha sonora, tem uma história que datou (se é que já não era datada ao ser lançada): princesa Aurora foi amaldiçoada por Malévola e morreria aos 16 anos. Foi presenteada por fadas-madrinha com o dom da beleza e do canto (quem precisa de outra

Filmes Assistidos em Maio

O de sempre: não gosto de dar notas aqui no blog, porque eu tendo a mudá-las constantemente conforme a digestão da película. Dessa forma essas notas abaixo são o reflexo da minha avaliação neste momento, não são sedimentadas: servem apenas como base para ter uma noção do quanto gostei do filme (ou não). Nem todos os filmes foram vistos pela primeira vez. A lista está em ordem cronológica da data em que foram assistidos e a avaliação é de zero a cinco. Separarei dessa ordem filmes que assisti por motivos e temáticas específicas. E o mestrado segue mantendo contagem baixa de filmes que

Quem está apto a falar sobre cinema?

Ano passado Tatiana Feltrin, dona de um canal no youtube sobre literatura, fez um vídeo sobre quem pode falar a esse respeito. Suas considerações estão abaixo: Esse vídeo serviu de gancho para algumas conversas que tive recentemente sobre quem está apto a falar sobre cinema. Quando escrevo “falar sobre cinema” não quero dizer apenas em âmbito profissional: trata-se de falar por falar, de opinar e comentar. Tenho ouvido constantemente sobre as redes sociais e como hoje em dia todo mundo pode ser crítico de cinema. Todos tem a possibilidade de, ao assistir um filme, externar as suas impressões acerca dele através de ferramentas como twitter e

X Men: Dias de um Futuro Esquecido (X-Men: Days of Future Past/ 2014)

[youtube=https://www.youtube.com/watch?v=niBCtOZuMDg] Quando li a série de quadrinhos na qual se baseia X Men: Dias de um Futuro Esquecido, me peguei coçando a cabeça, intrigada. A história era fraca e infantil, tendo pouco conteúdo bom que se salvasse. Pois bem, parabéns aos envolvidos na adaptação do roteiro, pois o que se vê é uma trama coesa, que descarta muito do material de origem, mas se reconstroi de forma a se conectar adequadamente com os três primeiros filmes da franquia. Aliás, combinação dos atores deles com os do último filme, Primeira Classe, são um dos pontos fortes, visto que há muito carisma no elenco