[youtube=https://www.youtube.com/watch?v=lpHKXyko358] Em 2010, Daniel Ribeiro escreveu e dirigiu um curta chamado Eu Não Quero Voltar Sozinho. Disponibilizado no youtube, o vídeo logo se tornou um sucesso boca a boca, graças a delicadeza com que a história dos três jovens protagonistas foi relatada. O sucesso foi tal que agora, passados quatro anos, ele fez um longa metragem que amplia o universo anterior (e que chegou aqui em Manaus um mês depois do resto do Brasil). Voltamos a nos encontrar com Leonardo (Guilherme Lobo), um adolescente cego que tem por melhor amiga Giovana (Tess Amorim). A eles se juntam o novo aluno do
Author: Isabel Wittmann
Barton Fink – Delírios de Hollywood (Barton Fink/ 1991)
[youtube=https://www.youtube.com/watch?v=WK0WjWlVO9w] Filmes que comentam o fazer cinema tendem a despertar meu interesse, mas Barton Fink é mais que isso: trata-se de um filme sobre o tormentoso processo de escrita de um roteiro. O personagem título, interpretado fantasticamente por John Turturro, é um autor de uma peça de teatro que que fez sucesso em Nova York e por isso foi convidado a trabalhar na glamourosa Hollywood da década de 1940 e lá escrever seu primeiro roteiro, para um filme B sobre um lutador. O protagonista funciona como uma representação em tela dos próprios roteiristas e diretores da película, os irmãos Joel e Ethan
Nordic Noir: The Killing e Bron/Broen
As últimas aulas do curso Scandinavian Film and Television foram dedicadas à televisão escandinava e ao sucesso de público que as produções do últimos ano vem tendo, tanto nos próprios países quanto no exterior. Nos três países escandinavos (Noruega, Suécia e Dinamarca) televisão é toda financiada publicamente, mas os programas também pode receber parcerias de outros países ou privadas. Em virtude do financiamento público, os Estados solicitam duas coisas: que a produção dramática televisiva atenda a um número variado de gêneros e estilos, para cobrir o gosto da maior parte da população possível e que abordem temas de interesse social, como discussões
Das vicissitudes da escrita: plágio
Escrever é uma arte apaixonante. Pouco depois de me alfabetizar, comecei a escrever pequenos poemas. Dos poemas, vieram os diários: mantive o hábito de derramar reflexões e comentários do cotidiano por cerca de doze anos da minha vida. Com a era da internet, vieram os blogs (ferramenta que utilizo há cerca de treze anos) e também pequenas crônicas do cotidiano. Hoje em dia mantenho esse espaço e também a coluna Vestindo o Filme, no Portal Cinema em Cena. Jamais passou pela minha cabeça parar de escrever: trata-se de uma necessidade quase física. Embora tenha deixado de lado textos literários, não considero
Figurino: Noé
Texto originalmente publicado na coluna Vestindo o Filme em 23/04/2014. Mantendo fidelidade à temática de sua obra, Darren Aronofsky (Cisne Negro) mais uma vez dirigiu um filme sobre obsessão: Noé. Polêmico, talvez o maior problema do filme tenha sido a falta de compreensão da sua natureza: muitos esperavam uma adaptação literal da história bíblica, quando na verdade trata-se de uma baseada em uma graphic novel desenvolvida pelo próprio Aronofsky, reimaginando o mito. Se levarmos em conta a interpretação literal da Bíblia, teríamos que considerar que a criação ocorreu entre 6 mil e 10 mil anos atrás. Levando-se em conta a idade
Filmes Assistidos em Abril
Não gosto de dar notas aqui no blog, porque eu tendo a mudá-las constantemente conforme a digestão da película. Dessa forma essas notas abaixo são o reflexo da minha avaliação neste momento, não são sedimentadas: servem apenas como base para ter uma noção do quanto gostei do filme (ou não). Nem todos os filmes foram vistos pela primeira vez. A lista está em ordem cronológica da data em que foram assistidos e a avaliação é de zero a cinco. Separarei dessa ordem filmes que assisti por motivos e temáticas específicas. E, como previa, com o retorno às aulas a quantidade de filmes
O Triângulo Rosa (Paragraph 175/ 2000)
[youtube=https://www.youtube.com/watch?v=ySlMFFJQcO0] Filmes que abordam a Segunda Guerra Mundial ou seus campos de concentração são diversos, sejam de ficção ou documentários, como este. Mas O Triângulo Rosa se propõe a mostrar a realidade de um grupo que viveu o período e é pouco pesquisado: os homossexuais. O parágrafo 175 da legislação alemã, presente no título original do filme, diz respeito à proibição da assim chamada sodomia. A lei entrou em vigor ainda no século XIX, mas pouco ou nada foi aplicada até o regime nazista. Segundo o que é mostrado, na década de 1920 Berlim chegou a se tornar o paraíso