Assistido em 15/11/2013 Post sem spoilers! [youtube= http://www.youtube.com/watch?v=wi7clPEryBI] Jogos Vorazes: Em Chamas, segundo filme da franquia, teve quase o dobro do orçamento do primeiro: de 78 milhões de dólares passou para 140 milhões. Desses, 10 milhões foram o cachê de Jennifer Lawrence, pois nesse meio tempo ganhou fama e tornou-se oscarizada. Um belo salto em relação aos 500 mil que recebeu no anterior. Mas mesmo assim, a verba extra é perceptível em todas os momentos na produção. O filme começa alguns meses depois do fim dos Jogos Vorazes. Katniss (Jennifer Lawrence) e Peeta (Josh Hutcherson) moram em casas contíguas na vila dos vencedores,
Author: Isabel Wittmann
A Fita Branca (Das Weisse Band- Eine Deutsche Kindergeschichte/2009)
Assistido em 09/11/2013 [youtube=http://www.youtube.com/watch?v=z5GH_ndoyAA] A Fita Branca é um filme bastante difícil de digerir. Com uma belíssima fotografia em preto e branco, o diretor Michael Haneke nos apresenta à vida rural, quase feudal, de um vilarejo no interior da Alemanha, com lindas casinhas enxaimel, pouco antes de estourar a Primeira Grande Guerra. Em uma cidade como essa, em que todos se conhecem, com uma atmosfera tranquila, poderia-se levar uma vida sem perturbações, é o que se imagina. Mas tudo começa a vir a tona com uma primeira brincadeira (será?). O médico estava retornando para casa, quando seu cavalo tropeça em
Livro: A Hora da Estrela
Texto escrito e originalmente publicado em 11/05/2004, em um blog já falecido. (Ainda estou publicando materiais antigos por falta de tempo para produzir novos. Peço desculpas e a compreensão de todos) Um livro curto, um post curt. Ontem li A Hora da Estrela da Clarice Lispector (sim, dela!). Os personagens têm ação. E quase não têm pensamentos ou divagações. Mas não é ruim, apenas diferente. E curto. Tão curto que nem tive tempo de pôr ali no meu perfil no “estou lendo”. Li em um dia. Para mim o melhor do livro é o primeiro parágrafo. Arrepiante. Talvez o melhor
Livro: A Insustentável Leveza do Ser
Texto escrito e originalmente publicado em 19/10/2004, em um blog já falecido. (Ainda estou publicando materiais antigos por falta de tempo para produzir novos. Peço desculpas e a compreensão de todos) “São sempre as mesmas perguntas que desde a infância passam pela cabeça de Tereza. As perguntas realmente sérias são aquelas – e somente aquelas- que uma criança pode formular. Só as perguntas mais ingênuas são realmente sérias. São as interrogações para as quais não existe resposta. Uma pergunta sem resposta é um obstáculo que não pode ser transposto. Em outras palavras: são precisamente as perguntas para as quais não
Livro: As Parceiras
Texto escrito e originalmente publicado em 26/04/2004, em um blog já falecido. (Ainda estou publicando materiais antigos por falta de tempo para produzir novos. Peço desculpas e a compreensão de todos) “Mas o que eu mais fazia era pensar, no jardim, entre canteiros comportados e morangos alegres. Que vida mais sem sentido era aquela minha? Por que tudo comigo era assim, esgarçado, triste? Por que as alegrias duravam tão pouco”. Esse é um trecho do livro As Parceiras, de Lya Luft. O tipo de livro que quando a gente pega, só larga quando terminou. Já nas primeiras vinte páginas eu
O Bebê de Rosemary (Rosemary’s Baby/ 1968)
Assistido em 19/10/2013 [youtube=http://www.youtube.com/watch?v=MUw6HBQ8DC0] Um clássico do gênero “terror”, O Bebê de Rosemary é (extremamente bem) dirigido por Roman Polanski. A trama gira em torno da dona de casa Rosemary (Mia Farrow), que acabou de se mudar com o marido, Guy (John Cassavetes) para um enorme apartamento que pertencia a uma velhinha, onde pretendem ter um filho. Logo eles ficam amigos dos excessivamente simpáticos vizinhos do lado, o casal Minnie (Ruth Gordon) e Roman (Sidney Blackmer). Eles passam a frequentar a casa uns dos outros e estreitar relações, mas Rosemary não gosta do seu modo invasivo. Certa noite, após um
Cabo do Medo (Cape Fear/ 1991)
Assistido em 02/11/2013 [youtube=http://www.youtube.com/watch?v=5Qc9sh1laQk] A década de 1980 não foi um período fácil para o cinema. Embora, obviamente, possa ter saudosismo em relação a muitos filmes da minha infância, não dá para negar o estrago. Até 1968 a produção de cinema era feita sob o Código Hays, que proibia uma série de itens expostos na trama, como relações interraciais, tráfico de drogas, ridicularização de religião, doenças venéreas, entre outros. Por isso é comum termos a impressão que filmes antigos eram mais “limpos”, embora violência e sexualidade ainda assim fossem assuntos abordados, mas de forma velada (alô, Gilda!). Dizem que a