Estante da Sala

A Rosa Púrpura do Cairo (The Purple Rose of Cairo/1985)

Assistido em 01/11/2013 “I just met a wonderful new man. He’s fictional but you can’t have everything.” [youtube=http://www.youtube.com/watch?v=Bp6YDZVVbj0] Essa charmosa comédia-romântica dirigida com Woody Allen flerta com a fantasia e ao mesmo tempo nos fixa à realidade. A história se passa durante a Grande Depressão nos Estados Unidos e a personagem principal é Cecília (Mia Farrow), que trabalha como garçonete. Seu marido está desempregado, mas não parece muito disposto à procurar emprego. Cecília é apaixonada por cinema, adora ver os filmes e sabe tudo sobre suas estrelas. Ao ser demitida do emprego, passa o dia assistindo a um filme em

Figurino: Uma Rua Chamada Pecado – Desejo e Destruição

Texto originalmente publicado na coluna Vestindo a Cena em 11/09/2013. Seja lá quem você for, eu sempre dependi da gentileza de estranhos. Uma Rua Chamada Pecado (A Streetcar Named Desire/), de 1951, é um clássico adaptado diretamente da peça Um Bonde Chamado Desejo, de Tennessee Williams. Ambos, o diretor Elia Kazan e a figurinista Lucinda Ballard já haviam trabalhado na versão encenada na Broadway entre 1947 e 1949. A influência dessa última é facilmente perceptível na forma como a narrativa se desenrola, seja pelos cenários restritos, que poderiam ser facilmente recriados em um palco, seja pelas trocas dos figurinos, que são poucos, mas

Cisne Negro (Black Swan/2010)

Assistido em 19/10/2013 [youtube=http://www.youtube.com/watch?v=4LxWFX5LGq0] Darren Aronofsky é um diretor obcecado por obsessão. Todos os seus filmes lidam com essa temática, em maior ou menor grau. Em Cisne Negro, Nina (Natalie Portman), uma bailarina do corpo de balé, tem na dança sua paixão. Aos vinte e poucos anos, controlada pela mãe Erica (Barbara Hershey), que largou o balé quando engravidou, ela vive apenas para dançar, deixando de lado sua vida pessoal e sexual. A dominação materna se manifesta na falta de privacidade dentro de casa, no modo infantil como é tratada e, consequentemente, como age, e numa relação abusiva como um

Invocação do Mal (The Conjuring/2013)

Assistido em 12/10/2013 [youtube=http://www.youtube.com/watch?v=TqkqUYkmFO4] Esse ano tem sido um de explorar um pouco gêneros que dizia não gostar, como comédia e terror. É bom porque você descobre que não gostava porque estava vendo os filmes errados. Conforme já mencionei em textos sobre vários outros filmes, não costumo me impressionar facilmente com filmes de terror que envolvem o sobrenatural, devido ao meu ceticismo sempre presente. Mas Invocação do Mal é um filme muito bem feito. O diretor, James Wan, construiu um mundo em que fenômenos de assombração são quase críveis.  O longo tem como protagonistas o casal Ed (Patrick Wilson) e

Figurino: O Espião que Sabia Demais- Homens Sisudos e Guerra Fria

Texto originalmente publicado na coluna Vestindo a Cena em 28/08/2013. É muito comum ouvirmos comentários elogiosos a figurinos de filmes de época recheados com grandes e belos vestidos e filmes de fantasia que extrapolem os limites da nossa imaginação. Mesmo as grandes premiações, com exceções das específicas da área, geralmente tem entre seus indicados apenas filmes que se enquadram nesses dois grupos. Figurinos masculinos ou figurinos contemporâneos raramente despertam o mesmo tipo de comoção. Trabalhá-los significa se entregar a sutilezas que podem passar despercebidas por grande parte do público. Um belo exemplo é O Espião que Sabia Demais (Tinker Taylor Soldier Spy),

É o Fim (This is the End/ 2013)

Assistido em 12/10/2013 [youtube=http://www.youtube.com/watch?v=IeBx6Nwes4k] Teoricamente esse filme é uma comédia, escrita e dirigida por Seth Rogen. Não gosto dos filmes dele nem do Judd Apatow, que costumo colocar na mesma categoria de comediantes excessivamente elogiados, pouco cientes de seus privilégios de homem-branco-heterossexual, um tanto quanto infantis e que definitivamente não sabem escrever mulheres. Resumindo, são aqueles que escrevem comédias para os caras que moram com a mãe depois dos trinta. É o Fim tem a proposta de ser uma comédia sobre o fim dos tempos, em que os atores interpretam a si mesmos: uma ideia boa que foi desperdiçada. Tudo

Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964)

Assistido 06/10/2013 [youtube=http://www.youtube.com/watch?v=QEsoB05RjGs] Acho que eu preciso de ajuda com esse filme. Depois do beleza quase minimalista de Vidas Secas o que vi em Deus e o Diabo na Terra do Sol me pareceu quase desconjuntado. Sei que são proposta diferentes, mas como há apenas um ano de diferença entre cada um, é um pouco difícil não comparar. Dirigido por Glauber Rocha, a fotografia do filme é impecável. As atuações de Geraldo Del Rey como Manuel, Yoná Magalhães como Rosa e principalmente Othon Bastos como Corisco estão fantásticas. Muitas cenas são fortes e memoráveis. No começo, quando o povo reunido pede ajuda