Adoráveis Mulheres (Little Women, 2019)

Meg, Jo, Beth e Amy já foram protagonistas de diversas adaptações cinematográficas ou televisivas do livro Mulherzinhas, publicado por Louisa May Alcott em 1868. Aqui elas são interpretadas por Emma Watson, Saoirse Ronan, Eliza Scanlen e Florence Pugh, respectivamente. Greta Gerwig, que escreveu e dirigiu essa versão, tomou liberdades que se mostraram frutíferas para a história. As quatro irmãs March vivem com sua mãe, Marmee (Laura Dern), em uma casa simples, por onde paira a lembrança de uma época em que tiveram mais dinheiro. O pai (Bob Odenkirk), está ausente, na Guerra Civil. Sua figura se materializa nas cartas que

Melhores Filmes de 2019

Também conhecido como “os filmes que eu mais gostei de ver”, portanto algo bastante pessoal. Novamente não fiz repescagem em dezembro, porque estou cansada e não quis correr atrás do que deixei pelo caminho. Esse ano, incluindo coberturas de festival, debates e mediações, atividades acadêmicas, artigos e atividades de docência. Sobre essa retrospectiva, como sempre, não tomei grande cuidado ao ordenar os filmes e depois do décimo já não obedecem mais ordem alguma (e sinceramente não vou me preocupar com isso). Optei por deixar desse jeito mesmo. Tem de tudo um pouco: filme do Oscar, filme que vi em festival,

Os 15 melhores filmes vistos pela primeira vez em 2019

Essa lista, que faço todos os anos, são dos melhores filmes que eu vi pela primeira vez no ano e que não são lançamentos. Como sempre, para facilitar, escolhi apenas filmes ficcionais de longa metragem.  Além disso, para abrir espaço à variedade, diretoras e diretores com mais de um filme que preenchessem esse critério tiveram só um listado. Outros filmes com avaliação alta vistos esse ano, mas com direção repetida, serão colocados abaixo. A lista também pode ser conferida no letterboxd. Filmes sobre os quais escrevi ou gravei podcast tem links no título e a ordem da disposição é cronológica. Cupido

Melhores documentários assistidos em 2019

Essa é a sexta vez eu faço essa lista com documentários que mais gostei de ver ao longo do ano. Separo eles dos demais filmes porque me facilita a vida na hora de elaborar a lista de melhores filmes do ano e porque assim também posso colocar aqueles que não são lançamentos, mas que eu vi pela primeira vez ao longo dos últimos 12 meses. Eu gosto muito de documentários e acho interessante como sem querer eles se tornaram o reduto dos trabalho de mulheres, como pode ser facilmente verificado abaixo. A lista abaixo está grosseiramente ordenada por preferência e

Melhores filmes dirigidos por mulheres da década

Nesse final de ano organizei uma lista de 50 melhores filmes dirigidos por mulheres da década de 2010 no Feito por Elas, convidando jornalistas, críticas e pesquisadoras para enviar seus votos. O resultado pode ser conferido no site. Abaixo listo meus 10 votos e 5 menções honrosas. O critério da lista leva em conta a data de produção, uma vez que alguns desses filmes nunca foram lançados comercialmente no Brasil, o que explica o 1º lugar. Também tenho um critério pessoal de apenas 1 filme por diretor/a em cada lista. Se não fosse isso, talvez a lista fosse diferente. A lista também

[43ª Mostra de São Paulo] Dois Papas (The Two Popes, 2019)

Esta crítica faz parte da cobertura da 43ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que ocorre entre 17 e 30 de outubro na cidade. Extremamente divertido. Esse não é a descrição que esperaria utilizar para descrever um filme sobre duas figuras eclesiásticas, mas é um resumo perfeito para Dois Papas, escrito por Anthony McCarten e dirigido por Fernando Meirelles. O filme mostra as eleições do cardeal Ratzinger (Anthony Hopkins, com lentes de contato castanhas) e do cardeal Bergoglio (Jonathan Pryce), que assumiram os nomes de papa Bento XVI e Papa Francisco, respectivamente, no mais alto cargo da hierarquia da

[43ª Mostra de São Paulo] O Farol (The Lighthouse, 2019)

Esta crítica faz parte da cobertura da 43ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que ocorre entre 17 e 30 de outubro na cidade. Depois do sucesso de A Bruxa, o cineasta Robert Egger retorna ao gênero terror com O Farol. Novamente um filme de época, dessa vez na virada do século XIX para o século XX, acompanhamos um faroleiro, Thomas Wake (Willem Dafoe) e seu novo assistente Ephraim Winslow (Robert Pattinson), que são deixados por um barco na ilha onde se localiza o farol em que trabalharão pelas próximas quatro semanas. Brutos no tratamento, logo se estabelece uma