Estante da Sala

Terra Fria (North Country, 2005)

[escrito para uma parceria com o Cineclube Belair] Depois do sucesso internacional alcançado com Encantadora de Baleias (Whale Rider, 2002), a diretora neozelandesa Niki Caro recebeu inúmeras propostas para trabalhar em Hollywood. O roteiro que escolhei para seu primeiro filme em solo estadunidense foi o de Terra Fria, que trata da história ficcionalizada, baseada no caso real do primeiro processo coletivo por assédio sexual nos Estados Unidos, na década de 1980. No filme, Josey Aimes, interpretada por Charlize Theron, toma a decisão de acionar as vias legais contra a mineradora onde trabalha, em virtude dos constantes assédios e maus tratos. Josey

Ave, César!

É fácil comparar Ave, César!, novo filme dos direitores e roteiristas Joel e Ethan Coen, com Barton Fink– Delírios de Hollywood (1991), seu quarto filme, já que ambos se passam na Capital Records, um estúdio fictício da era de ouro de Hollywood. O segundo abarca os anos de produções de segunda linha, na década de 1940, enquanto agora, na década de 1950, o estúdio cresceu e é apresentado como criador de estrelas e de sucessos de gênero, como uma MGM de um universo alternativo. Mas os vinte e cinco anos entre ambos os filmes parecem marcar também uma mudança no posicionamento dos

Quase Famosos (Almost Famous/ 2000)

Tenho uma história interessante com esse filme e revê-lo foi uma ótima experiência. Durante minha adolescência, naquele final de década de 90 e início de anos 2000, numa pacata cidade de interior sem muitas opções de lazer para gente da minha idade, costumávamos, eu e meus amigos, nos reunirmos nas casas uns dos outros e eventualmente alugávamos filmes para assistir. Assim eu vi do horroroso Revelação (um suspense com Harrison Ford que tinha a pachorra de se comparar a Psicose) ao até hoje amado Virgens Suicidas (meu preferido da Sofia Coppola). Em uma dessas sessões, assistimos Quase Famosos. Bem, eu

Aqui é o Meu Lugar (This Must Be the Place/ 2011)

Assistido em 14/11/2013 “If we’re licensed to be monsters, we end up with only one desire; to truly be monsters” Ao longo de sua carreira Sean Penn colecionou grandes atuações. Aqui é o Meu Lugar é mais um exemplo do talento do ator. No filme dirigido por Paolo Sorrentino, o ator interpreta Cheyenne, um ex-astro do rock que parou de se apresentar vinte anos antes. Parece carregar traumas relacionados ao suicídio de dois fãs. Vive na Irlanda com sua esposa Jane (Frances MsDormand), que é bombeira e ainda tem uma amiga-fã, Mary (Eve Hewson), uma garota para quem ele tenta bancar