Filmes Assistidos em Julho

Estou fora de casa, em um Seminário em Florianópolis e mais uma vez foi um mês fraco em quantidade de filmes, mas cheio de filmes dirigidos por mulheres. Com 10 meses da minha segunda rodada do desafio 52 Filmes por Mulheres (52 Films by Women), já a assisti 75 longas. Sem mais para o momento, só preciso dizer que quero férias!

52 Filmes por Mulheres:

Quase Dezoito (Edge of Seventeen, 2016) ★★★½

The Fits (2015) ★★★★½

Divinas Divas (2016) ★★★★

O Zoológico de Varsóvia (The Zookeeper’s Wife, 2017) ★★★

Mate-me Por Favor (2015) ★★★½

Precisamos Falar do Assédio (2016) ★★★½

To Walk Invisible: The Brontë Sisters (2016) ★★★★

 

Rita Azevedo Gomes para Feito por Elas:

O Som da Terra a Tremer (1990) ★★

Frágil Como o Mundo (2002) ★★★★½

A Vingança de Uma Mulher (2012) ★★★½

 

Jocelyn Moorhouse para Feito por Elas:

A Prova (Proof, 1991) ★★★½

 

Documentários:

Tickled (2016) ★★★½

 

Lançamentos:

Dunkirk (2017) ★★★★½

Em Ritmo de Fuga (Baby Driver, 2017) ★★★½

 

Demais:

O Homem Que Matou o Fascínora (The Man Who Shot Liberty Valance, 1962) ★★★★½

Neve Negra (Nieva Negra, 2017) ★★½

Funny Girl: A Garota Genial (Funny Girl, 1968) ★★★★½

O Homem Que Sabia de Menos (The Man Who Knew Too Little, 1997) ★★★

 

18 filmes assistidos

Share
Category: Cinema | Tags: ,

Dicas Netflix Julho

 

 

 

 

 

 

 

 

Como toda primeira sexta-feira do mês e antes tarde do que nunca chegou a hora de indicar filmes “em cartaz” na Netflix. A maior parte deles entrou para o catálogo no último mês, mas tem outros que estão há mais tempo também. Como sempre, os links nos títulos já levam diretamente para o filme no serviço.

Spartacus: clássico sandália e espada dirigido por Stanley Kubrick e estrelado por Kirk Douglas.

Spartacus (1960)

Um Estranho no Ninho (One Flew Over the Cuckoo’s Nest, 1975)

Enquanto Você Dormia (While You Were Sleeping, 1995)

Direito de Amar: drama com Colin Firth e Julianne Moore e a direção elegante (sem trocadilhos) de Tom Ford

Gangues de Nova York (Gangs of New York, 2002)

Direito de Amar (A Single Man, 2009)

Inside Llewyn Davis- Balada de um Homem Comum (Inside Llwyn Davis, 2013)

Dirigido por Ava DuVernay, Selma retrata parte da vida de Martin Luther King Jr. na época da marcha de Selma a Montgomery.

Selma: Uma Luta pela Igualdade  (Selma, 2014).

Dois Lados do Amor (The Disappearance of Eleanor Rigby, 2014)

Malévola (Maleficent, 2014). Escrevi sobre o filme aqui e aqui.

Dentre os filmes recentes de zumbi, esse coreano é bastante tenso e muito satisfatório.

Invasão Zumbi (Train to Busan, 2016)

Jackie (2016)

Okja (2017)

Bons filmes e até mês que vem!

Share
Category: Cinema | Tags: , ,

Filmes assistidos em Junho

Mais um mês que se passou e estamos na metade do ano. Agora é oficial, com o doutorado não vou conseguir manter o ritmo de filmes assistidos que conseguia no mestrado. Para quem chegou aqui agora, recomendo me acompanhar também no letterboxd. A lista abaixo, como sempre, traz o filmes separados por temas e com avaliações subjetivas, que refletem apenas o momento em que dei a nota.

 

52 Filmes por Mulheres:

Divinas (Divines, 2016) ★★★½

Mulher do Pai (2016) ★★★½

Gatos, o Filme (Kedi, 2016) ★★★½

 

Patty Jenkins para Feito por Elas:

Monster- Desejo Assassino (Monster, 2003) ★★★½

 

Nadine Labaki para Feito por Elas: 

Caramelo (Sukkar banat, 2007) ★★★½

E Agora, Onde Vamos? (Et maintenant on va où?, 2011) ★★★½

Rio, Eu Te Amo (Rio, I Love You, 2014) ★

 

Lançamentos:

Colossal (2016) ★★★★

Okja (2017) ★★★★

 

Demais:

Bem-vindo à Marly-Gomont (Bienvenue à Marly-Gomont, 2016) ★★★

A Última Gargalhada (Der letzte Mann, 1924) ★★★½

Vida (Life, 2017) ★★★

O Estranho que Nós Amamos (The Beguiled, 1971) ★★★★

 

13 filmes assistidos

Share
Category: Cinema | Tags: ,

Mulher Maravilha (Wonder Woman, 2017)

É difícil manter a objetividade quando se escreve uma crítica como essa, porque são inúmeros fatores além do filme exibido que se somam à sua avaliação. A começar pelo próprio fato de ser o primeiro filme de super heroína em doze anos, desde o desastre que foi Elektra (2005). Acontece que quando um filme é protagonizado por mulher, ele precisa valer por todos. Se não for bom o suficiente, ele invalida por anos qualquer projeto que possa ser tematicamente relacionado.

Além disso, mesmo quando faz sucesso, geralmente existe isoladamente, não criando uma tendência de filmes similares. Lembro de ter lido há um tempo que depois do sucesso de Thelma & Louise (1991), Geena Davis sondou o estúdio a possibilidade de fazer outro filme centrado em uma dupla de protagonistas mulheres e responderam a ela que já haviam feito: justamente Thelma & Louise. Ou seja, um filme com duas personagens bem construídas e com profundidade deve bastar, não há necessidade de mais do que isso.

Por fim existe o fator do que está por trás das câmeras: Mulher Maravilha é dirigido por Patty Jenkins, cujo primeiro e último longa, Monster, foi lançado em 2002. Existe uma dificuldade sistêmica de mulheres cineastas conseguirem projetos para dirigir ou financiamento quando já os têm, como comentei em um texto anterior. Em geral, os estúdios não lhes confiam um grande orçamento e quando o fazem, o resultado negativo de um filme implica em prejudicar todos os demais, na mesma lógica dos filmes com mulheres protagonistas. Nessa hora, convenientemente, a parte é tomada pelo todo e o trabalho individual de uma diretora representa o esforço de todos as demais.

Em virtude desses fatores, a qualidade de Mulher Maravilha é essencial para garantir que tenhamos outros filmes de grande orçamento com mulheres protagonizando e /ou dirigindo nos próximos anos. Dito isso, é preciso dizer que é, sim, um ótimo filme.

Parte da qualidade dele está na maneira imersiva com que a personagem é apresentada. Conhecemos Diana (Lilly Aspell), filha da rainha Hipólita (Connie Nielsen), ainda criança, rodeada pelas demais amazonas, todas adultas. A líder do exército é Antíope (Robin Wright), sua tia, que treina guerreiras habilidosas enquanto ela aspira poder receber esses ensinamentos. Com auxílio da tia, cresce para se tornar a mais habilidosa de todas, já interpretada por Gal Gadot. Themyscira, a ilha das amazonas, é criada linda e palpitando de vida e a protagonista pode ser entendida em suas motivações. Ao estabelecer a protagonista e esse cenário, o primeiro ato é o de melhor qualidade.

Depois que Diana encontra com Steve (Chris Pine), a trama se desloca para a Europa, sofrendo com seu quarto ano de Grande Guerra, que envolvia vinte e sete países e já deixava milhões de mortos. Diana é acionada por seu senso de verdade e justiça para acabar com o conflito, que acredita ter sido causado por Ares, o deus da guerra. A eles se juntam Sameer (Saïd Taghmaoui), Charlie (Ewen Bremmer), e o Chefe (Eugene Brave Rock). Não fosse pelas breves mas divertidas aparições de Etta (Lucy Davis), Diana sofreria de síndrome de smurfette. Mas com piadas bem encaixadas o roteiro consegue trabalhar seu papel, mostrando o machismo que permeava aquela sociedade de então. Se por um lado é decepcionante que só hajam homens em sua equipe de campo, certamente seria difícil trazer mulheres no contexto da década de 1910, assim como hoje mesmo continua sendo.

O humor, aliás, é utilizado de maneira eficiente, seja comentando o tamanho do relógio de Steve, as formas de obtenção de prazer de uma amazona ou como disfarçar a beleza de uma mulher colocando um óculos. Existe uma piada gordofóbica, é verdade, mas de uma maneira geral o humor se entrelaça na trama de forma ritmada, se sustentando sem a forçação presente em certos filmes mais formulaicos da Marvel, por exemplo.

Em se tratando de um filme de guerra, as cenas de batalha são muito bem orquestradas, especialmente as do primeiro ato, protagonizadas pelas amazonas, demonstrando seu vigor físico. Mesmo a ação filmada em câmeras lentas, comuns em filmes de Zack Snyder e aqui utilizadas com Diana, não atrapalham porque permitem observar melhor cada movimento seu, confirmando sua destreza. O mesmo vale para sua postura em campo, que transmite força e confiança.

Por isso é importante frisar que o que garante o destaque de Diana o tempo todo é o carisma e talento de Gal Gadot. Ela combina a força e a falta de traquejo em nosso mundo da personagem de maneira natural, projetando as características já citadas e tornando-a palpável. Chris Pine também se sai bem, alcançando bons momentos cômicos com poucas expressões faciais, mas não deixa de ser um pouco decepcionante o tratamento heteronormativo que a história adquire no que diz respeito ao seu papel. Claro, em se tratando de um blockbuster com classificação etária 12 anos seria difícil ser diferente, mas, especialmente por se tratar de uma história de amazonas, causa estranhamento.

Outro ponto negativo não é exclusividade desse filme, mas recorrente em filmes de super-heróis: a maneira como as motivações são rapidamente borradas, criando ações duvidosas. Aqui Diana luta pelo fim da guerra e para isso os alemães precisam ser derrotados. Mas em determinado momento um superior daqueles afirma que seus soldados estão passando frio e fome, enquanto em outra hora, um britânico declara que são apenas jovens que não sabem pelo que lutam. Em ambos os lados das trincheiras estavam garotos muitas vezes alistados compulsoriamente, lutando seguindo ordens. Ao ser diretamente responsável pela morte deles, Diana está garantindo a justiça que busca? Seriam eles realmente os verdadeiros vilões? Mais adiante fica claro o quão pouco peso eles tinham diante de todos os acontecimentos, servindo apenas como peões em um tabuleiro divino. No final das contas o verdadeiro vilão é convincente e a batalha final, apesar de recheada de argumentos darthvaderianos, funciona.

É preciso destacar ainda a beleza do figurino do filme. As roupas das amazonas referenciam trajes gregos e dos centuriões romanos, destacando seus corpos atléticos e a permitindo seus movimentos. Quando as primeiras imagens de Gal Gadot caracterizada como mulher Maravilha foram reveladas, critiquei o corpete tomara-que-caia por não ser prático para se movimentar, além de ser confeccionado em material rígido, sendo que a personagem possui superforça e não precisaria de armadura. Mantenho a minha posição quando ao primeiro elemento, mas quanto ao segundo, o filme esclarece o desconhecimento dela a respeito de suas próprias habilidades. De qualquer forma, quando na Europa, Diana se depara com um corpete e pergunta para Etta se aquela era a armadura das mulheres de lá. Não deixa de ser irônico, já que seu traje também é acorpetado. Já as sandálias com salto, nada práticas para corridas ou qualquer atividade física, foram justificadas pela figurinista, Lindy Hemming, que explicou que buscou criar a imagem de pernas alongadas, e que os saltos embutidos ajudaram, além das fendas nas saias.

Mulher Maravilha é um filme que mistura elementos de ação e comédia na medida certa. Patty Jenkins resgatou a inocência de filmes de heróis (não necessariamente super) do passado, ao mesmo tempo em que analisou os erros cometidos nas últimas duas décadas, inundadas por filmes do gênero. Não há exageros, há uma certa sinceridade na forma como a narrativa se desenrola, as cores são bonitas e presentes e não existe uma falsa seriedade que destoa com o produto oferecido. A protagonista é crível e é muito fácil torcer por ela. A força da personagem está em sua crença na possibilidade de salvar os humanos e na forma como age em torno disso, sempre com seu lema de verdade e justiça. Além de ser um respiro em meio a esse gênero que está não só saturado, como desgastado. O filme é leve, divertido e bonito de olhar. Mulher Maravilha sem dúvida é uma mudança de ventos bem vinda e um filme de grandes qualidades.

 

Share

Dicas Netflix Junho

Primeira sexta do mês, dia de separar alguns filmes para assistir pelas próximas semanas. Alguns filmes bacanas entraram no catálogo da Netflix nos últimos dias e somei a eles outros que já estavam lá. Como Sempre, no título já está o link que leva diretamente ao serviço de streaming. (Yara, te dedico!)

Frida, dirigido por Julie Taymor, mostra a vida da famosa pintora mexicana

Mudança de Hábito (Sister Act,1992)

Os Outros (The Others, 2001)

Frida (2002)

Mommy, filme do polêmico diretor Xavier Dolan

Toy Story 3 (2010)

Os Suspeitos (Prisoners, 2012)

Mommy (2014)

Sete Minutos Depois da Meia-Noite, dirigido por Juan Antonio Bayona, é um filme bonito que trata de crescimento e perda e passou quase batido nos cinemas

Weiner (2016)

Sete Minutos Depois da Meia Noite (A Monster Calls, 2016)

Divinas (Divines, 2016)

Dirigido por Barry Jenkins, o emocionante Moonlight foi o grande vencedor do Oscar desse ano e tem uma fotografia belíssima

Lion- Uma Jornada Para Casa (Lion, 2016)

Moonlight- Sob a Luz do Luar (Moonlight, 2016)

Laerte-se (2017)

Laerte-se é um documentário baseado em entrevistas com a cartunista, tão interessante quanto sua personagem e dirigido por Eliane Brum e Lygia Barbosa da Silva

Bons filmes e até mês que vem!

 

 

Share
Category: Cinema | Tags: ,