10 anos de Estante da Sala

Nem acredito que esse dia chegou! No dia 5 de fevereiro de 2009 eu escrevi a primeira postagem nesse blog: era uma receita de massa de pizza. Eu estava formada há uns quatro meses, desempregada e imensamente frustrada. As coisas não estavam dando certo. Mas o blog veio como a possibilidade de escrever sobre coisas que me interessavam. O nome “Estante da Sala” veio da ideia de que esse móvel pode comportar livros, jogos de videogame e filmes, as coisas com as quais eu mais me envolvia na época. Mas eu também cozinhava (e cozinho) muito, então logo ele foi preenchido por receitas com fotos de passo a passo. Como o perfil foi mudando com o tempo, optei por arquivá-las uns anos depois. Teve, também, a fase em que eu quis fazer tutoriais de costura. Eles acabaram não saindo do papel, mas troquei-os por textos sobre figurinos de filmes (que depois me levaram a ter uma coluna sobre isso em outro site). Ainda tem um texto sobre jogo aqui e não escrevo sobre livros como queria, mas de vez em quando eles aparecem.

O primeiro texto sobre cinema no blog, em clima de Oscar foi sobre foi Milk- A Voz da Igualdade, logo no dia 8 de fevereiro. De certa forma isso foi o prenúncio do que viria a ser meus interesses ao longo dos anos: me tornei pesquisadora sobre gênero e diversidade, as questões queer viraram um ponto de interesse e o corpo se colocou como objeto de estudo que agora trago comigo para a vida.

A crítica, também, foi se tornando, com o passar dos anos, uma atividade profissional e deixando de ser passatempo. Ano passado isso culminou na minha entrada para a Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine).

Entre idas e vindas, fiquei períodos longos sem escrever e períodos em que escrevia todos os dias. Hoje escrevo menos do que gostaria, e leio menos, e costuro menos, enfim, o nome disso é vida adulta e doutorado, essa carreira que toma conta de todo o tempo possível. Talvez hoje eu possa dizer que o blog se tornou secundário, entre a vida acadêmica e o Feito por Elas, projeto que criei em 2016 e ao qual dedico tempo maior. Mas sempre vou ter aqui como meu espaço para escrever quando der vontade e um depositório de muita coisa que fiz ao longo dessa década. Mas o mais bacana é pensar no tanto de gente que eu já conheci por causa desse espaço. No que essa trajetória de 10 anos implicou na minha vida. Nas amizades, nas mudanças rumo, nos encontros possibilitados.

Como uma forma de comemorar essa data, trago a você que está lendo os 10 textos sobre figurino e as 9 críticas mais acessadas da história do blog (mas nem tanto, porque na verdade no meio ele mudou para .com e zerou as estatísticas) . Obrigada a todo mundo que ainda acessa esse espaço e me faz companhia nessa caminhada

Figurino e direção de arte:

10º Figurino: X-Men: Dias de um Futuro Esquecido

Figurino: Além da Escuridão – Star Trek: Brincando com as cores primárias

O Grande Hotel Budapeste, cores e perspectivas

Figurino: Oz, Mágico e Poderoso

Figurino: … E o Vento Levou

Figurino: Precisamos Falar Sobre o Kevin

Figurino: Cinderela

Personagens Femininas e Seus Figurinos em Filmes de Ação

Figurino: Malévola

Figurino: Frozen- Uma Aventura Congelante

Críticas e cinema:

10º Mulher Maravilha (Wonder Woman, 2017)

Alice Guy: Pioneira do Cinema

Mulheres-Ciborgue, ficção científica e alguns comentários

O Regresso (The Revenant, 2015)

A Bruxa (The Witch: A New-England Folktale, 2015)

O Duque de Burgundy (The Duke of Burgundy, 2015)

Os Oito Odiados (The Hateful Eight, 2015)

Respire (2014)

Ninfomaníaca: Volume 1 e Volume 2 (Nymphomaniac: Vol. I and Vol. II/ 2013)

Mãe! (Mother!, 2017)

Como despedida, deixo um texto que gosto muito: Por que sou levada a escrever?. Espero que volte em 2020 para comemorar.

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Vidro (Glass, 2019)


Você já foi a a uma convenção de quadrinhos?

[spoilers moderados à frente]

Corpo Fechado (Unbreakable, 2000), foi vendido como um filme de suspense que se revelou um filme de super-heróis, e talvez por isso tenha decepcionado tanta gente na época, logo depois do sucesso estrondoso de Sexto Sentido. Sem efeitos digitais vistosos, sem collants e (quase) sem capas, o filme retratava David Dunn (e a dupla de iniciais coincidente não é por acaso), interpretado por Bruce Willis, descobrindo seu poder de indestrutibilidade, guiado por Elijah Price, que é vivido por Samuel L. Jackson. Elijah tentava ao mesmo tempo ser seu amigo e seu oposto e o filme lidava com a crença nos poderes sobre-humanos: Denis compartilha sua certeza com o filho, Joseph (Spencer Treat Clark), enquanto com um gesto de silêncio pede a ele para não contar a mais ninguém. Dezesseis anos depois é lançado Fragmentado (Split, 2016), dessa vez apresentando o jovem Kevin Wendell Crumb (James McAvoy), que tem Transtorno Dissociativo de Identidade e abriga em si vinte e quatro diferentes personalidades. Uma das personalidades, A Fera, metade humano, metade animal, só é piedoso com quem já sofreu. A surpresa foi descobrir, ao final, que ambos os filmes se passavam no mesmo universo. E agora o diretor M. Night Shyamalan retorna com Vidro como uma forma de dar fechamento à trajetória desses personagens.

Em Corpo Fechado, por mais que a história central pertença a Dunn, é Elijah, posteriormente Senhor Vidro, quem organiza a narrativa. Sua infância dá conta de mostrar um menino temeroso, que, sofrendo com a fragilidade de seus ossos, não consegue brincar como os outros garotos, até se encontrar nos gibis. Depois do desfecho daquele filme, em que temos um vislumbre do que ele é capaz de planejar e executar, é agora que percebemos seu papel como mentor e regente em um plano muito maior.

Os três personagens são apresentados como corpos enquanto potência: a força física, a fragilidade e o descontrole. Denis, Vidro e Kevin são internados em um hospital psiquiátrico, analisados pela Dra. Ellie Staple (Sarah Paulson). Um herói relutante, um vilão e um agitador, nas suas palavras, enquadrando-os em arquétipos de narrativas heroicas. Todo herói precisa virar um vigilante para se esconder? Todo vilão precisa fazer o mal, nesses termos, raso e absoluto, para compensar as dores sofridas? A psiquiatra, com seu tratamento humano (em todos os sentidos) deseja que os pacientes entendam que seus potenciais são isso, habilidades e não superpoderes. Como em outros de seus filmes, Shyamalan trabalha com a oposição entre fantasia e realidade, colocando na crença das pessoas em algo além do lógico a possibilidade de um mundo diferente. Ele faz isso explorando a própria estrutura de história em quadrinhos, usando Senhor Vidro como uma espécie de narrador-comentarista: quando começamos a questionar uma virada na história, ele aponta qual mecanismo de gibis servem de molde para isso, tudo de acordo com seus planos. As conexões estabelecidas muitas vezes são óbvias ou convenientes, mas é uma apropriação, novamente, da lógica de gibi, com suas mitologias e formulações muito próprias. Ser igual ou ser diferente, para Senhor Vidro, acaba sendo estratégico na forma como se vê em relação aos demais. Ele sabe que os alinhamentos podem mudar se assim for necessário.

Shyamalan também parece à vontade brincando com o imagético dos personagens. Ele rotoma o padrão de cores usado para significá-los anteriormente: Denis usa verde, Vidro é marcado pelos elementos roxos e Kevin e suas demais personalidades se vinculam ao amarelo, todos ampliando para suas variações, como o lilás e o mostarda para os últimos dois. As cores se espalham para as pessoas próximas: Joseph, a mãe de Elijah (sem nome, interpretada por Charlayne Woodard) e Casey (Anya Taylor- Joy). Mas esse filme pertence a Senhor Vidro. O roxo é presente nos flashbacks e até na sacola da loja de quadrinhos, já que a explicação para tudo sempre está neles. O elemento novo, aqui, é Ellie, com suas roupas de corte impecável que vão do branco ao azul-bebê, mas cuja posição nessa narrativa ainda não conhecemos. Os tons pastel a circundam e por isso é significativo que na cena que foi divulgada antes do filme, em que está de frente para os três pacientes, a sala em que se encontram é rosa e as roupas deles são nas versões claras de suas próprias cores. Mas mesmo assim, no pijama amarelo de Kevin, a gola é roxa, e no verde de David é lilás, pois Senhor Vidro não só criou os dois como antecipa os movimentos dos personagens, controlando essa história.

Vidro é mesmo a chave para a composição de diversas cenas. O vidro é a lente removida da máquina que forçaria a realidade na mente de fantasia do paciente a ser operado. Vidro são as lentes das câmeras de vídeos que captam e as telas das televisões que projetam as imagens, ambas cruciais (e não à toa David passou a trabalhar com segurança domiciliar). Vidro é a transparência da pequena janela pela qual os protagonistas, presos a seus quartos hospitalares, são constantemente enquadrados. Mas vidro (glass) também é espelho e pode refletir versões deformadas deles, aprisionados a suas dúvidas. É também por um espelho que Ellie se dá conta de que um plano fácil de ser detectado sempre esconde um outro real. E, por fim, quando Senhor Vidro testemunha e comprova a existência da Fera, não o faz olhando diretamente para ele. É no vidro da porta de um armário em que o vê refletido: a superfície que revela a verdade. A matéria-prima espelha o arco do personagem a quem dá nome.

Em se tratando de quadrinhos, o arco de um herói é marcado por sua ascensão, queda e ressurgimento. Senhor Vidro destaca, mesmo, que nas edições limitadas sempre é necessário um confronto entre as forças opositoras em um lugar público com grande concentração de pessoas, para que todos possam testemunhar. Aqui tudo acontece no hospital, numa escala menor, com menos pessoas. A violência, como nos gibis juvenis, não é mostrada de forma gráfica.

O fato do diretor afirmar que não pretende fazer outro filme dessa série é interessante, porque os elementos estão todos postos. Joseph, na loja de quadrinhos, encontra uma revistinha que mostra em sua um personagem chamado Whispers (Sussurros) se comunicando com outros dois. Da mesma forma ele, que desde criança acreditava que seu pai era um herói, utiliza o microfone para manter contato com ele em suas andanças.

Quando David é institucionalizado e Joseph é informado por Ellie que eles precisam ter senso de realidade, o rapaz, questionado em suas crenças, sai do hospital filmado de cabeça para abaixo, externando seu desajuste naquele momento. Mas Senhor Vidro avisa, essa não é uma edição limitada, era a uma história de origem o tempo inteiro. E, por outro lado, a chave para entender o surgimento de um personagem de quadrinhos está sempre seus pais. No desfecho do filme vemos, pela imagem de uma câmera de segurança, três corpos abraçados por seus queridos. Marcado pela crença e pela perda, esse poderia ser o começo de uma nova história.

Mesmo assim, Shyamalan impregnou o desfecho com aquilo que parece ser objeto de seu interesse enquanto cineasta: a capacidade das pessoas acreditaram e o poder do deslumbramento. Senhor Vidro chega mesmo a dizer a Hedwig que seu poder é ter para sempre nove anos de idade. Isso porque as crianças ainda têm a capacidade de se maravilharem: não se adequaram às regras de um mundo normativo e normalizado. O diretor dialoga com o público. Às vezes o faz de forma óbvia, como quando coloca o próprio personagem que interpreta dizendo que superou os tempos sinistros do passado com a força do pensamento positivo. Mas é por meio das imagens de vídeos, captadas pelas lentes certas, transmitidas e replicadas de tela em tela (de vidro em vidro), que mostra que somos capazes crer na fantasia e nas suas possibilidades, jogando essa promessa das pessoas da diegese para a própria plateia (mediada, ainda, por mais um conjunto de lentes que colocam seu próprio trabalho como diretor). Cada um dos personagens centrais aqui tem alguém que acredita neles e que pode dizer ao mundo a verdade sobre suas capacidades. Dessa forma também destaca a força do contato humano e do carinho, especialmente na relação entre A Fera/ Kevin e Casey, que o toca e demonstra se importar. Sempre um pouco megalomaníaco em suas propostas, Shyamalan aparece mais controlado, alfinetando menos (embora o professor de cinema japonês dos anos 50 a 80 ainda esteja lá) e confiando mais, até mesmo no público. Vidro é sua forma de encerrar essa trilogia com otimismo.

Nota: 4 de 5 estrelas
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Marie Kondo em dose dupla

Na virada do ano eu vi que havia entrado para o catálogo da Netflix um seriado chamado Ordem na Casa com Marie Kondo (Tidying Up with Marie Kondo, 2019) e eu pensei “por que não, não é?”. A decisão mostrou-se uma armadilha, porque desde então quando tenho intervalos maiores eu paro para organizar alguma coisa. Esse é aquele tipo de reality show em que cada episódio nos apresenta a uma pessoa ou grupo de pessoas que precisam de ajuda dos apresentadores, no melhor estilo Queer Eye. Nesse caso todos eles precisam organizar suas casas e cada um é uma amostra completa do método da Marie Kondo, embora mostrando pontos específicos do método.

Pausa para falar sobre minha relação com arrumação. Desde criança eu gosto de ter minhas coisas organizadas. Talvez por não ter muito espaço, fazia faxinas anuais para me livrar dos papéis acumulados do ano letivo, separava trabalhos e provas em pastinhas para cada disciplina. Eu ganhei um armário pequeno e falsifiquei a letra da minha mãe, escrevendo com canetinha em cada prateleira o que deveria ir, pra que quando não fosse eu a guardar as roupas, elas permanecessem nos lugares certos. Quando adolescente, ganhei um guarda-roupa maior e passei a separar as roupas por tipo de peça e depois em degradê dentro de cada categoria. Mantinha pastas com saquinhos de plástico para cada matéria da escola e uma para meus recortes de jornal. Meu pai tinha uma coleção de vinis de sua adolescência e tinha dificuldade de encontrar o que queria ouvir. Perguntei se podia mexer neles e passei um dia catalogando eles pelo nome do artista ou banda e reorganizando no armário. Até hoje eles estão do mesmo jeito, já que ele tira e recoloca no mesmo lugar. Eu chegava ao ponto de arrumar a geladeira da minha vó quando a visitava, porque não conseguia encontrar nada dentro. Enfim, sempre tive uma facilidade e vontade grandes de organizar coisas. Ainda assim tem coisas que simplesmente não permanecem arrumadas, como minha mesa de trabalho, meus brincos e calçados. Por que isso acontece?

Bom, a Marie Kondo dá algumas pistas, mas o que ela faz é jogar para a própria pessoa a responsabilidade de fazer seu filtro. E enquanto eu estava assistindo ao programa comecei a ler o seu livro A Mágica da Arrumação – A Arte Japonesa de Colocar Ordem na Sua Casa e na Sua Vida, que aprofunda um pouco mais o que é mostrado no seriado, além de ser curtinho. O método não é baseado na melhor forma de armazenar as coisas, mas sim em que coisas manter para armazenar. Mas ela também não destaca que coisas você precisa se desfazer: a ideia é, ao contrário, que você pense nas coisas que quer manter. Passando por categorias de objetos, ao invés de cômodo por cômodo, como costuma-se fazer em arrumações, você define o que “te dá alegria”, assim subjetivo mesmo. Aquelas coisas que você questiona se deveria manter ou tem porque ganhou de alguém que você gosta, mesmo não usando, ou que deixaram de ter utilidade há anos, talvez não precisem mais ficar na sua casa. E uma vez definido o que fica, aí sim vem a arrumação.

Tenho tentado fazer algumas coisas em casa e por enquanto tem funcionado. Claro que nem tudo vou pôr em prática. Algumas ações da Kondo tem base em tradições xintoístas e definitivamente não me vejo agradecendo minha bolsa por carregar meu objetos ou conversando com as coisas. Além disso ela parece viver em um mundo mágico em que as pessoas não têm coleções nem hobbies (afinal o dela mesma deve ser colecionar caixas de sapatos para arrumar coisas). Livros, para ela, devem ser lidos e passados para frente, a não ser que tragam a possibilidade de prazer futuro. Ou seja, ela não considera a possibilidade de precisar ter livros de pesquisa e consulta. Os poucos que ficam são porque são os preferidos. Não, não, não. Não tem como aplicar isso. Outra coisa é o grande desapego que muitas vezes vem da facilidade e preço baixo do consumo em países de primeiro mundo (possível às nossas custas), mas que aqui, por não ser tão fácil, faz com que precisemos guardar e ter mais coisas.

Mas, enfim, ainda estou no processo de arrumação e já sinto que muita coisa melhorou. Não estou aplicando o método ao pé da letra nem integralmente, mas adaptando ao que acho que é possível para minha realidade. Claro que a comparação do reality show com Queer Eye talvez seja injusta, porque não são mudanças tão intimamente transformadoras. Mas ainda assim são mudanças importantes para deixar a casa (que nesse caso também é meu local de trabalho) pelo menos mais gerenciável. E, caso não faça a leitura do livro (que recomendo, porque embora seja repetitivo é curtinho), fica a dica da série que já é uma amostra de como colocar em prática.

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Melhores filmes de 2018

Também conhecido como “os filmes que eu mais gostei de ver”, portanto algo bastante pessoal. Novamente não fiz repescagem em dezembro, porque estou cansada e não quis correr atrás do que deixei pelo caminho. Esse ano foi recheado de trabalho, incluindo dois júris (no Festival Internacional do Mulheres no Cinema e na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo), alguns debates, eventos acadêmicos, docência e minha admissão na ABRACCINE (Associação Brasileira de Críticos de Cinema). Sobre essa retrospectiva, devo avisar que não tomei grande cuidado ao ordenar os filmes e depois do décimo quinto já não obedecem mais ordem alguma (e sinceramente não vou me preocupar com isso). Optei por deixar desse jeito mesmo. Digamos que talvez eu tenha um top dez e aí uma lista de menções honrosas. Tem de tudo um pouco: filme do Oscar, filme que vi em festival, farofas gostosas, uns mais instigantes ou divisivos. Engraçado que irmãos Coen e Todd Haynes, dos meus diretores preferidos, ficaram de fora. Fecho o ano 331 filmes assistidos (o maior número nos últimos seis anos), mas dos quais apenas 101 são lançamentos (um número inferior ao ano passado). Levei em conta tanto filmes que passaram no cinema quanto os que chegaram diretamente em homevideo e VoD. Colo junto como os escolhidos a avaliação que dei quando assisti, de zero até cinco estrelas. Filmes sobre os quais escrevi ou gravei podcast a respeito tem link para o texto no título. Para ver a lista com todos os filmes lançados esse que eu vi, clique aqui. Para ver essa lista no Letterboxd, acesse aqui.

Me Chame Pelo Seu Nome (Call Me By Your Name, 2017)

Direção: Luca Guadagnino

★★★★★

Mudbound: Lágrimas Sobre o Mississipi (Mudbound, 2017)

Direção: Dee Rees

★★★★½

As Boas Maneiras (2017)

Direção: Juliana Rojas e Marco Dutra

★★★★½

The Tale (2018)

Direção: Jennifer Fox

★★★★½

A Forma da Água (The Shape of Water, 2017)

Direção: Guillermo del Toro

★★★★½

Marvin (2017)

Direção: Anne Fontaine

★★★★½

Infiltrado na Klan (BlacKkKlansman, 2018)

Direção: Spike Lee

★★★★

Em Chamas (Beoning, 2018)

Direção: Lee Chang-Dong

★★★★½

Lady Bird: A Hora de Voar (Lady Bird, 2017)

Direção: Greta Gerwig

★★★★

Roma (2018)

Direção: Alfonso Cuarón

★★★★


O Animal Cordial (2017)

Direção: Gabriela Amaral Almeida

★★★★

The Square: A Arte da Discórdia (The Square, 2017)

Direção: Ruben Östlund

★★★★

Tully (2018)

Direção: Jason Reitman

★★★★

Benzinho (2018)

Direção: Gustavo Pizzi

★★★★

Um Lugar Silencioso (A Quiet Place, 2018)

Direção: John Krasinski

★★★★

Hereditário (Hereditary, 2018)

Direção: Ari Aster

★★★★

Você Nunca Esteve Realmente Aqui (You Were Never Really Here, 2017)

Direção: Lynne Ramsay

★★★★

Custódia (Jusqu’à la garde, 2017)

Direção: Xavier Legrand

★★★★

A Festa (The Party, 2017)

Direção: Sally Potter

★★★★

A Culpa (Den skyldige, 2018)

Direção: Gustav Möller

★★★★½

Sem Amor (Nelyubov, 2017)

Direção: Andrey Zvyagintsev

★★★★

Trama Fantasma (Phantom Thread, 2017)

Direção: Paul Thomas Anderson

★★★★

Aniquilação (Annihilation, 2018)

Direção: Alex Garland

★★★★

Nasce Uma Estrela (A Star is Born, 2018)

Direção: Bradley Cooper

★★★★

Arábia (2017)

Direção: João Dumans e Affonso Uchoa

★★★★½

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Os 20 melhores filmes vistos pela primeira vez em 2018

Essa lista, que faço todos os anos, são dos melhores filmes que eu vi pela primeira vez no ano e que não são lançamentos. Como sempre, para facilitar, escolhi apenas filmes ficcionais de longa metragem.  Além disso, para abrir espaço à variedade, diretoras e diretores com mais de um filme que preenchessem esse critério tiveram só um listado. Outros filmes com avaliação alta vistos esse ano, mas com direção repetida, serão colocados abaixo. A lista também pode ser conferida no letterboxd. Filmes sobre os quais escrevi ou gravei podcast tem links no título e a ordem da disposição é cronológica.

As Aventuras do Príncipe Achmed (Die Abenteuer des Prinzen Achmed, 1926)

Direção: Lotte Reiniger

★★★★


Sem Novidade no Front (All Quiet on the Western Front, 1930)

Direção: Lewis Milestone

★★★★1/2

Grande Hotel (Grand Hotel, 1932)

Direção: Edmund Goulding

★★★1/2

Mademoiselle Dinamite (Bombshell, 1933)

Direção: Victor Fleming

★★★★

A Roda da Fortuna (The Band Wagon, 1953)

Direção: Vincente Minnelli

★★★★

Disque M Para Matar (Dial M for Murder, 1954)

Direção: Alfred Hitchcock

★★★★

Infâmia (The Children’s Hour, 1961)

Direção: William Wyler

★★★★

Pérfida (The Little Foxes, 1941) ★★★★

As Duas Faces da Felicidade (Le Bonheur, 1965)

Direção: Agnès Varda

★★★★★

Suspiria (1977)

Direção: Dario Argento

★★★★1/2

Os Anos de Chumbo (Die bleierne Zeit, 1981)

Direção: Margarethe Von Trotta

★★★★

Das zweite Erwachen der Christa Klages (1978) ★★★★

Rosenstrasse (2003) ★★★★

Que Bom Te Ver Viva (1989)

Direção: Lúcia Murat

★★★★

Uma Longa Viagem (2011) ★★★★

Malcolm X (1992)

Direção: Spike Lee

★★★★1/2

Princesa Mononoke (Mononoke-hime, 1997)

Direção: Hayao Miyazaki

★★★★

O Lixo e o Sonho (Ratcatcher, 1999)

Direção: Lynne Ramsay

★★★★1/2

Morvern Callar (2002) ★★★★

Longe do Paraíso (Far From Heaven, 2002)

Direção: Todd Haynes

★★★★1/2

Mal do Século (Safe, 1995) ★★★★

2046- Os Segredos do Amor (2046, 2004)

Direção: Wong Kar-Wai

★★★★★

Megane (2007)

Direção: Naoko Ogigami

★★★★

Rent-a-Cat (2012) ★★★★

Lírios d’Água (Naissance des pieuvres, 2007)

Direção: Céline Sciamma

★★★★

Sita Sings the Blues (2008)

Direção: Nina Paley

★★★★1/2

Wendy e Lucy (Wendy and Lucy, 2008)

Direção: Kelly Reichardt

★★★★★

O Atalho (Meek’s Cutoff, 2010) ★★★★1/2

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