Dicas Netflix Agosto

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Fim de mês chegando e com ele as dicas de filmes da Netflix! Se você quiser olhar as listas anteriores para pescar outras sugestões, clique aqui. Todos os filmes já tem o link direto para a sua página.

Esse mês entrou muita coisa nova no catálogo. Dentre as novidades, separei as que estão listadas abaixo.

Robocop, o Policial do Futuro (Robocop, 1987)

Caçadores de Emoção (Point Break, 1991)

O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford (The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford, 2007)

Sete Dias com Marilyn (My Week With Marilyn, 2011)

O Lado Bom da Vida (Silver Linings Playbook, 2012)

12 Anos de Escravidão (12 Years a Slave, 2012)

12 Anos de Escravidão: vencedor do Oscar de Melhor Filme, Melhor Atriz Coadjuvante e Melhor Roteiro Adaptado.

12 Anos de Escravidão: vencedor do Oscar de Melhor Filme, Melhor Atriz Coadjuvante e Melhor Roteiro Adaptado.

 

Novamente tentando variar os gêneros, as demais indicações incluem romance, guerra, drama, suspense, documentário, comédia.

Além da Linha Vermelha (The Thin Red Line, 1998)

A Mentira (Easy A, 2010)

Atração Perigosa (The Town, 2010)

Super 8 (2011)

Super 8: dica para quem gostou da série stranger Things.

Super 8: dica para quem gostou da série stranger Things.

O Amante da Rainha (En kongelig affære, 2012)

Sete Psicopatas e um Shih Tzu (Seven Psycopaths, 2012)

Requiem for the American Dream (2015)

O Amante da Rainha: drama de época protagonizado por Alicia Vikander e Mads Mikkelsen.

O Amante da Rainha: drama de época protagonizado por Alicia Vikander e Mads Mikkelsen.

Bons filmes e até o mês que vem! 🙂

 

 

 

 

 

 

 

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Filmes assistidos em Julho

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Antes de qualquer coisa quero compartilhar que minha dissertação finalmente foi entregue e com isso um grande peso foi removido dos meus ombros. Ainda virão outras etapas pela frente e no final das contas continua tudo corrido. Sigo com o desafio #52FilmsByWomen, agora incrementado pelo meu novo projeto, o podcast Feito por Elas, onde discutimos obras de mulheres diretoras de cinema. Quando ao desafio, a semana de hoje é a 46ª e já passei dos 52 filmes, mas vou seguir até chegar a 52ª semana antes de zerar o calendário. Para quem quiser conferir, a lista completa está no Letterboxd. E sobre o podcast, estamos trabalhando para deixar alguns episódio gravados na reserva, porque até então tudo tem sido em cima da hora. Já são dois programas no ar, sobre Agnieska Holland e Agnès Varda. Essa semana subiremos o episódio sobre Suzana Amaral. Esse projeto tem sido incrível, porque é algo que todas as envolvidas estão fazendo de coração. Ficamos muito felizes de receber a notícia de que fomos “adotadas” pelo Anticast, que vai passar a nos abrigar em suas estrutura. Ainda estamos migrando, mas em breve estaremos totalmente no site novo. Abaixo, como sempre, os filmes visto no mês separados grosseiramente pela temática que me motivou a assisti-los e com notas pessoais e subjetivas.

 

52 Filmes por Mulheres:

Vessel (2014) ★★★★

Amor, Plástico e Barulho (2013) ★★★½

The Mask You Live In (2015) ★★

O Começo da Vida (2016) ★★

 

Podcast Feito por Elas:

A Hora da Estrela (1985) ★★★★

Uma Vida em Segredo (2001) ★★★

Hotel Atlântico ★★½

Salaam Bombay! (1988) ★★★★

Casamento à Indiana (Monsoon Wedding, 2001) ★★★★

Nome de Família (The Namesake, 2006) ★★★★½

Durval Discos (2002) ★★★½

É Proibido Fumar (2009) ★★★★

 

Podcast Cinema em Cena: 

Procurando Dory (Finding Dory, 2016) ★★★★

Piper (2016) ★★★★

Caça-Fantasmas (2016)

 

Demais:

Amor à Flor da Pele (Faa yeung nin wa, 2000) ★★★★★

Ferrugem e osso (De rouille et d’os, 2012) ★★★½

Em Nome de Deus (The Magdalene Sisters, 2002) ★★★½

Chatô, o Rei do Brasil (2015) ★★½

Cássia (2015) ★★★★

Zootopia (2016) ★★★★

A História da Eternidade (2014) ★★★

Os Caça-Fantasmas (1984) ★★★★

The Invitation (2015) ★★★

Amor a Toda Prova (Crazy, Stupid, Love., 2011) ★★★½

Loucamente Apaixonados (Like Crazy, 2011) ★★★½

Acossado (À bout de souffle, 1960) ★★★½

Sala Verde (Green Room, 2015) ★★★½

O Homem Irracional (Irrational Man, 2015) ★★★

Dois Caras Legais (The Nice Guys, 2016) ★★½

 

30 filmes assistidos

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Dicas Netflix Julho

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Mais um mês se encerrando e mais uma listinha de dicas para assistir na Netflix durante o próximo. Se você quiser olhar as listas anteriores para pescar outras sugestões, clique aqui. Todos os filmes já tem o link direto para a sua página.

Esse mês não entrou muita coisa boa no catálogo, mas destaco um filme e uma série (para maratonar antes de voltar em novembro):

Até o Fim (All is Lost, 2013)

Gilmore Girls: Tal Mãe, Tal Filha (Gilmore Girls, 2006)

Gilmore Girls: um seriado que vale a pena ver ou rever.

Gilmore Girls: um seriado que vale a pena ver ou rever

Além desses, algumas outras indicações de gêneros variados: tem animação, documentário, comédia, romance, ação, musical.

Amor, Sublime Amor (West Side Story, 1961)

Lawrence of Arabia (Lawrence da Arábia, 1962)

Scarface (1983)

Amor, Sublime Amor: clássico musical sobre rivalidade entre gangues, inspirado por Romeu e Julieta.

Amor, Sublime Amor: clássico musical sobre rivalidade entre gangues, inspirado em Romeu e Julieta.

As Patricinhas de Beverly Hills (Clueless, 1995)

Os Excêntricos Tenenbaums (The Royal Tenenbaums, 2001)

Guerra ao Terror (The Hurt Locker, 2008)

Coraline (2009)

Coraline: ótima animação em stop motion adaptada de uma obra de Neil Gaiman.

Coraline: ótima animação em stop motion adaptada de uma obra de Neil Gaiman.

Loucamente Apaixonados (Like Crazy, 2011)

Vessel (2014)

What Happened Miss Simone? (2015)

 

Espero que essas dicas sejam úteis. Até o mês que vem! 🙂

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Janelas: Nome de Família

Nome de Família (The Namesake, 2006) é dirigido pela cineasta indiana de diáspora Mira Nair. Focado na migração de um casal de indianos para os Estados Unidos, o filme aborda a diferença entre as gerações, os conflitos entre individualidade e tradição e, claro, o sentimento de pertencimento em um local ou comunidade, tudo isso colorido por cores maravilhosas. É o meu 56º filme assistido para o desafio #52FilmsByWomen.

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Figurino: Carol

Muitas vezes, nesse espaço, coloquei ênfase no uso de cores vinculado às trajetórias dos personagens e em como a mudança delas pode marcar momentos importantes da trama. (Cito como exemplo alguns dos textos que mais gostei de fazer: Precisamos Falar Sobre o Kevin , Segredos de Sangue e Drácula de Bram Stoker). É comum que filmes em cores sejam entendidos como representações realistas, pura e simplesmente, uma vez que o meio ao nosso redor também é colorido. Mas nem sempre isso é verdade, porque as cores dispostas em cena são escolhas deliberadas, para servir à narrativa, criar atmosfera ou destacar elementos específicos. O que vemos na película pode não ter um equivalente no mundo real.

Em Carol, filme dirigido por Todd Haynes, baseado no romance de Patricia Highsmith e roteirizado por Phyllis Nagy, fica clara a decisão de retratar a história como um conto natalino. A personagem-título é uma dona de casa com boa situação financeira que está se divorciando do marido e Therese, por quem ela se apaixona, é vendedora e fotógrafa nas horas vagas. Uma boa parte dos acontecimentos ocorrem pouco antes do Natal no ano de 1952, até pouco depois do Ano Novo. A narrativa se encerra alguns meses depois. A paleta de cores em tons terrosos é contida, suave e pontuada por tons de verde e vermelho aqui e acolá, como a época de festividades pede. A fotografia é granulosa e esverdeada.

O figurino (e a direção de arte como um todo) vão muito além da escolha de cores a serem dispostas quando se trata de compor os personagens. Tomemos a sequência em que Therese (Rooney Mara) e Carol (Cate Blanchet) se vêm pela primeira vez. Rooney trabalha como balconista em uma loja de departamentos. O balcão é a materialização das diferenças entre elas: cada uma de um lado, separadas por marcadores sociais. Therese veste uma camiseta de manga comprida e gola alta sem detalhes e de tecido simples, sob um vestido escuro e o gorro de natal obrigatório para uso das funcionárias, compondo uma aparência comum, ordinária. Nenhum acessório, apenas um pequeno relógio de pulso. Quando ela avista Carol, fica hipnotizada por sua presença, mesmo do outro lado do salão. A figura se veste com um casaco de peles de aparência macia, usa chapéu, echarpe e unhas na mesma cor e brincos, colar e anéis de ouro, além de uma luva de couro. O resultado final do conjunto é uma elegância sóbria, clássica. Esses poucos segundos de oposição entre as duas personagens são o suficiente para informar o espectador a respeito das diferenças de classe social e de idade entre as duas protagonistas, sem a necessidade de maiores explicações.

Carol Todd Haynes Cate Blanchet Rooney Mara

A figurinista do filme é Sandy Powell, cujos trabalhos em Velvet Goldmine (também dirigido por Haynes) e Cinderela já foram abordados aqui no blog. Seu figurino ajuda a construir Carol como uma mulher madura, decidida e sem floreios. Embora a trama se passe na década de 50, ela não usa saias rodadas, optando por cortes retos e junto ao corpo. Além de cores neutras, como bege e cinza, tons de vermelho pontuam o figurino, quase sempre composto de tecidos lisos.

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Em determinado momento do filme, em uma festa de amigos, a simplicidade da linha dos trajes de Carol contrasta com os de sua amiga, extremamente adornados.

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Já o figurino de Therese destaca sua trajetória de crescimento. A estampa xadrez, a boina listrada, o seu casaco volumoso com capuz: todos os trajes do começo da história remetem a roupas de colegial, ressaltando a juventude da personagem, mas também sua situação profissional, uma vez que, após a escola, não se estabeleceu em um emprego que lhe exigisse um vestuário mais maduro. Quando Therese vai à casa de Carol pela primeira vez, sua roupa tem os mesmos padrões e cores do que as usadas pela filha desta, novamente realçando sua juventude, em contraste com a elegância de Carol.

Carol Todd Haynes Cate Blanchet Rooney Mara

O uso de verde nas roupas de Therese torna-se ainda mais interessante quando percebemos ser a mesma cor utilizada por Abby (Sarah Paulson) amiga de Carol com quem esta teve um relacionamento no passado. Abby cuida de Carol e de certa forma também cuida de Therese, uma vez que ela ocupa agora o lugar de afeto na vida de Carol. A cor aproxima ambas, conectando-as a ela.

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A conexão se estabelece também pelo fato de verde e vermelho serem cores complementares, ou seja, cores que visualmente se harmonizam em sua oposição. Quando Carol conhece o apartamento de Therese fica clara essa relação, não só nas cores, mas no posicionamento das atrizes.

Carol Todd Haynes Cate Blanchet Rooney Mara apartment

Essa combinação de cores vai se inverter no primeiro momento em que as duas saem em viagem juntas, Therese em vermelho e Carol em verde.

Carol Todd Haynes Cate Blanchet Rooney Mara cafe

Além disso, o verde aparece marcadamente pelos lugares onde passam. Não é à toa que quando Therese retorna para seu apartamento, a cor é reforçada em suas paredes.

Carol Todd Haynes Cate Blanchet Rooney Mara green

Na cena de abertura, que cronologicamente é uma das últimas, ambas têm um breve encontro como em Desencanto (1945), de David Lean. Desde a última vez que se viram, Therese se estabeleceu como fotógrafa de um jornal e sua mudança profissional já transparece em suas roupas. Agora ela já usa brincos, ainda que discretos e suas roupas estão mais elegantes. Rooney Mara emula a sofisticação sem esforços de Audrey Hepburn com precisão.

Carol Todd Haynes Cate Blanchet Rooney Mara

Mais uma vez trabalhando juntos, Todd Haynes e Sandy Powell constroem um mundo que exibe o período retratado, realçando os elementos narrativos e a trajetória das personagens. O resultado é um filme elegante e esteticamente prazeroso, que encanta pela delicadeza com que aborda o romance entre as duas mulheres, digna do new queer cinema de Haynes.