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Livro: Toureando o Diabo

[Esse texto não é uma resenha, muito menos uma crítica]

Um dia eu conheci a Clara pessoalmente. Queria comprar seu livro mas estava sem dinheiro. Ela disse que tudo bem, que eu podia levar e pagar depois. Fiquei toda agoniada procurando um wi-fi pra poder transferir no mesmo dia. Não queria fazer feio com tanta confiança. Depois de pagar deixei ele deitadinho na estante por mais de mês, porque estava lendo outras coisas.

Mas numa madrugada acabei ele em uma sentada. Ela escreveu na folha de rosto “Para Isabel, que deve ser uma das Camilas“. Camila é tão diferente de mim. Mas Camila é tão eu. Camila pode ser um alter-ego da escritora nesse texto que escapa em um fluxo de consciência, passando por erros, homens e vivências. Me vi sendo derramada naquelas páginas e me vi tendo saudade de quando escrevia, sofrida e visceral. Camila-Clara-Isabel é imperfeita, mas quem não faz suas cagadas? “Sou de lugar nenhum“.

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Melhores Livros Lidos em 2016

Esse foi um ano de poucas leituras, ou ainda de muitas leituras picadas em artigos ou capítulos, porque precisei focar na escrita da minha dissertação. Ainda assim consegui ler coisas bacanas e algumas se destacaram. Seguem abaixo meus livros preferidos dos anos, com links naqueles sobre os quais já havia escrito com mais detalhes.

Ficção

Persuasion- Jane Austen
Não adianta, eu tenho mesmo uma queda pela obra da autora, que começou com as diversas adaptações para cinema e televisão assistidas desde criança e agora chega na leitura dos originais. Persuasion não é dos seus livros mais aclamados, mas se tornou um dos meus preferidos. Traz o humor sarcástico de Austen e sua escrita afiada a serviço de um romance maduro, com personagens mais velhos e uma mocinha que sabe que cometeu um erro no passado. Aproveito para recomendar também a novela epistolar Lady Susan, que também li esse ano e foi adaptada para o ótimo filme Amor & Amizade.

Não-Ficção

Technologies of Gender: Essays on Theory, Film and Fiction- Teresa de Lauretis
Teórica de gênero e criadora do termo teoria queer, Teresa de Lauretis trabalha com o conceito de tecnologias de gênero, que seriam todos os elementos que ajudam a construir e destruir nosso entendimento sobre o termo. Nesse livro ela explora essas explicações e, através de textos críticos, analisa obras da literatura e do cinema sob a perspectiva do gênero.

Antropologia do Ciborgue: as vertigens do pós-humano– Donna J. Haraway
Contém o interessantíssimo Manifesto Ciborgue, escrito pela autora em 1985, além de outros dois artigos inspirados pela sua obra. No manifesto, ela escreve sobre o que chama de ciborguização, que seria a expansão dos nossos limites corpóreos e a intervenção na suposta naturalidade do corpo através de ferramentas, sejam elas tecnológicas, farmacológicas, cirúrgicas ou prostéticas. Socialista, a autora entende o gênero como parte desse processo de ciborguização e, nesse caso, um que marca as mulheres por meio do papel reprodutivo.

Corpo e Alma: Notas etnográficas de um aprendiz de boxe– Loic Wacquant
Essa etnografia não poderia ter nome mais apropriado, porque é de corpo e alma que Wacquant mergulha em seu trabalho de campo em uma academia de boxe no que chama de gueto em um bairro negro de Chicago nos anos 80. Questões de classe e étnico-raciais perpassam a obra, mas o ponto forte é o corpo e seu papel nas interações. O antropólogo treinou por três anos e chegou a participar de torneio amador. O relato é escrito de maneira fluida e que prende o leitor.

Quadrinhos

Maus: A história de um sobrevivente- Art Spiegelman
Quadrinho que retrata de forma intensa os relatos que Spiegelman ouviu de seu pai sobre a Segunda Guerra Mundial e como sobreviveu àqueles tempos e ao campo de concentração. Impossível não chorar. 

Persépolis- Marjane Satrapi
Outro retrato pujante sobre guerra e revolução, dessa vez autobiográfico. Já havia assistido à animação diversas vezes, mas o quadrinho consegue ser ainda melhor. A infância e juventude da autora é entremeada pela história do Irã, seu país de origem, e com isso são explorados temas como religião, liberdade e gênero.

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Livro: Corpo e Alma – boxe, corpo, capital e cinema

(aliteração não intencional no título, mas vou deixar assim mesmo)

Esses dias caiu nas minhas mãos o livro Corpo e Alma- Notas etnográficas de um aprendiz de boxe, escrito pelo sociólogo francês Loïc Wacquant. A etnografia, bastante interessante, trata do trabalho de campo do autor, que se mudou em 1988 para trabalhar na universidade de Chicago e foi morar na divisa do que chama de “gueto” da cidade, uma bairro pobre e de população majoritariamente negra. Sua ideia original era pesquisar questões raciais no local, mas, como frequentou entre esse ano e o de 1991 a academia de boxe comandada pelo treinador DeeDee, acabou mudando seu tema para a prática do esporte. E claro que questões étnico-raciais e econômicas aparecem constantemente na obra, afinal o ele era o único homem branco que treinava no local e o bairro era afetado pelas consequências da baixa renda de seus moradores. Para se ter noção, ao preencher a inscrição, a maior faixa de renda disponível para assinalar era menos que a metade da renda média do município. A prática do esporte é intrinsecamente ligada à situação financeira de seus praticantes e por isso explica que, cronologicamente, os grupos que predominaram no esporte foram os irlandeses, seguidos por judeus do leste europeu, italianos, afro-americanos e, por fim, os latinos. Todos esses foram grupo historicamente excluídos no contexto da sociedade americana.

O velho treinador DeeDee

O velho treinador DeeDee

Para Wacquant, a academia funciona numa relação de oposição com as ruas. Muitos jovens que chegam para treinar o fazem porque são bons de briga nos espaços públicas, mas ali precisam aprender a lidar com regras bastante específicas de treinamento e condicionamento, que os afastam do que é tratado como violência desregrada, além de proporcionar uma perspectiva de carreira. O treino é longo, praticamente diário e muito repetitivo. Mas as aulas nunca envolvem ensinamentos, livros, vídeos de análise de outros lutadores ou outras tecnologias: o aprendizado ocorre como que por imitação. Quando a academia está lotada, cada um se espelha no movimentos dos companheiros mais avançados, até que os movimentos se tornem intuitivos, como uma extensão do corpo do aprendiz.

O corpo, nesse contexto, é entendido como um capital finito: um aprendiz leva de dois a três anos para se tornar boxeador amador e então mais três anos pra se tornar lutador profissional. Embora esse seja o objetivo da maioria, nem todos sabem administrar esse recurso e o desperdiçam em treinos excessivamente pesados ou lutas desnecessárias, de maneira que quando finalmente alcançam a patamar da profissionalização, já estão desgastados e “acabados”, nas palavras de DeeDee.

O rigor controlado que envolve os treinos é um dos motivos pelos quais o autor refuta a teoria do “boxeador faminto”, aquele que vem de uma situação financeira desprivilegiada e luta com garra para melhorar de vida. Segundo ele, o que se vê é que embora o bairro seja pobre, quem realmente consegue manter uma boa rotina de treino com a regularidade necessária para a profissionalização são aqueles que tem as finanças mais estáveis dentre eles. Isso porque só assim conseguem vir todos os dias à academia, sem precisar procurar bicos ou jornadas duplas, além de manter uma boa alimentação, também necessária.

O próprio Wacquant, ao término de três anos de treino, participou de um torneio amador de boxe e o último capítulo do livro se dedica a relatar a sua experiência. É interessante pensar que o trabalho de campo dele consistiu em mais do que observação participante: ele precisou experienciar os treinos, sentir nos seus músculos, entender as posturas, lidar com olhos roxos, enfim, treinar o seu corpo, interligando, assim, a prática com a racionalização teórica sobre ela.

Wacquant boexando.

Wacquant boxeando.

O pesquisador recomenda o filme Cidade das Ilusões (Fat City, 1972), dirigido por John Huston, como sendo um que realmente capta o clima de uma academia e o transfere para a tela. O filme narra a trajetória de dois boxeadores em momentos distintos de suas carreiras e realmente é possível nele visualizar o tipo de ritual relatado no livro: o sparring (luta de treino), os sacos de pancada, as sequências monótonas de exercícios, o chegar ou não ao objetivo por detalhes, estão todos lá. Mas também não deixo de lembrar do recente Chi-Raq (2015), de Spike Lee, que justamente trata sobre a juventude das áreas pobres e negras de Chicago e a violência nas ruas.

Fat City 1972 chi-raq

Nos escritos de Loïc Wacquant o corpo aparece como um instrumento e uma extensão do próprio raciocínio de seus personagens (e dele mesmo) e o esporte como uma prática ritual que o leva á expressão do instinto. A escrita etnográfica é fluida e muito acessível. Ele chega, mesmo, a contar com certo desdém a história de um editor que se ofereceu publicar seu “romance”, acreditando que o trabalho tratava-se disso. Mas embora o texto possa parecer romanceado, nas entrelinhas se aprende muito sobre os temas-chave abordados e mesmo que esses temas não sejam de especial interesse para o leitor (e não o eram para mim), há muito que se aprender com ele.

corpo e alma

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Mulheres-Ciborgue, ficção científica e alguns comentários

Esses dias eu estava lendo o Manifesto Ciborgue, que acho que deve ser o trabalho mais famoso da Donna Haraway, pesquisadora do campo de gênero que estuda ciência e tecnologia. Lançado originalmente em 1985, o manifesto trata sobre o que a autora chama de ciborguização do corpo, ou seja, a forma como através de ferramentas farmacológicas e mesmo prostéticas, como lentes ou órgãos artificiais, rompemos a barreira dos nossos corpos levando-os para além do limite da pele. Tudo isso muito antes da tecnologia presente em um smartphone, a prótese-mor do nosso cotidiano. Por fim, a autora analisa questões vinculadas à reprodução, que sob o seu ponto de vista feminista-socialista é entendida na sociedade como um trabalho generificado, marcado como obrigação das mulheres cisgênero*. Ela aborda como novas tecnologias reprodutivas diminuiriam o peso dessa divisão de trabalho.

antropologia do ciborgue

Outras autoras vão além: Marika Moisseeff, antropóloga francesa, defende que o fato de as mulheres cisgênero* serem responsáveis quase que exclusivamente pela gravidez cria assimetrias inconciliáveis na relação entre homens e mulheres. A respeito da obra Admirável Mundo Novo, ela escreve:

Huxley repete: ‘Civilização é esterilização’, ou seja, a erradicação da maternidade. Para ser verdadeiramente humano, inteiramente ‘civilizado’, é preciso gozar plenamente, isto é, libertar-se do jugo reprodutor. O erotismo é apanágio da humanidade. Ele se inscreve plenamente na cultura, ao passo que a reprodução natural rebaixa ao nível da natureza e, consequentemente, da animalidade […] Portanto, desde 1932, Huxley associa a emancipação sexual ao controle da fecundidade. E, de fato, a liberdade sexual e a igualdade dos sexos devem-se aos métodos desenvolvidos para controlar a fertilidade. Na realidade, a gravidez — fase da reprodução sexuada delegada exclusivamente às mulheres — conduz a uma assimetria entre os sexos que é praticamente intolerável no contexto de uma ideologia baseada na igualdade. Sob essa ótica, a igualdade entre homens e mulheres deve passar pela simetria dos papéis sexuais masculinos e femininos, paternos e maternos (MOISSEEFF, 2005, p. 237).

Ainda a respeito da ciborguização e falsa dicotomia que criamos entre corpo e máquina, Haraway escreve:

A cultura high-tech contesta – de forma intrigante – esses dualismos. Não está claro quem faz e quem é feito na relação entre o humano e a máquina. Não está claro o que é mente e o que é corpo em máquinas que funcionam de acordo com práticas de codificação. Na medida em que nos conhecemos tanto no discurso formal (por exemplo, na biologia) quanto na prática cotidiana (por exemplo, na economia doméstica do circuito integrado), descobrimo-nos como sendo  ciborgues, híbridos, mosaicos, quimeras. Os organismos biológicos tornaram-se sistemas bióticos – dispositivos de comunicação como qualquer outro. Não existe, em nosso conhecimento formal, nenhuma separação fundamental, ontológica, entre máquina e organismo, entre técnico e orgânico. A replicante Rachel no filme Blade Runner, de Ridley Scott, destaca-se como a imagem do medo, do  amor e da confusão da cultura-ciborgue (HARAWAY, 2000, p.91).

maria

Depois dessas leituras, não tenho como negar que meu corpo é sim, ciborgue. Hormônios controlam e bloqueiam meu ciclo reprodutivo; lentes que se projetam além da minha córnea auxiliam a minha visão no momento em que digito essas palavras; quando saio da frente da tela do computador, um dispositivo colado em minha mão apita notificações de interações vindas de diversas redes de contato. O corpo nunca é só um corpo. Para Haraway, se o que temos por corpo é a soma de uma base orgânica e de tecnologias que aplicamos a ela, discursos de cominação pautados em argumentos sobre uma suposta “natureza” humana automaticamente devem ser descartados. A falsa Maria de Metrópolis, de Fritz Lang, poderia simbolizar o medo e a fetichização das novas tecnologias. Mas são as replicantes Zhora, Rachel e Pris, que, apesar de apresentadas como criaturas antropomórficas que se disfarçam por sua equivalência visual a manequins e brinquedos, revelam a maior humanidade. Em Blade Runner, Ridley Scott sabe que a humanidade é ciborgue e a negação do ciborgue é que é desumana.

blade

*Nenhuma das duas autoras se referem, em seus textos, especificamente às mulheres cisgênero. Esse é um recorte que eu fiz, uma vez que vincularam a reprodução a todas as mulheres, o que não corresponde à realidade. Mulheres transgênero não gestam e, por sua vez, homens transgênero podem fazê-lo, mas essa capacidade não é vista como uma obrigação social e um fim de seus corpos.

Referências:

HARAWAY, Donna. Manifesto ciborgue: ciência, tecnologia e feminismo-socialista no final do século XX. In: HARAWAY, Donna; HARI, Kunzru; TOMAZ, Tadeu (org.). Antropologia do ciborgue: as vertigens do pós-humano. Belo Horizonte: Autêntica, 2000.

MOISSEEFF, Marika. O Que se Encobre na Violência das Imagens de Procriação dos Filmes de Ficção Científica. Mana. Rio de Janeiro, v.11 n.1 p.235-265, 2005.

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Por que sou levada a escrever?

gloria anzaldua

O que nos valida como seres humanos, nos valida como escritoras. (ANZALDÚA, Gloria)

Recebi de uma amiga querida o ensaio Falando em línguas: uma carta para as mulheres escritoras do terceiro mundo, da escritora Gloria Anzaldúa, publicado na Revista Estudos Feministas em 2000 (leia ele na íntegra aqui). O texto epistolar é realmente inspirador e já começa com uma saudação às “mulheres de cor” que também escrevem. Anzaldúa é americana de origem mexicana, nascida no Texas e criada nas roças de tomate. Ativista pelos direitos dos camponeses desde a década de 1950, no final dos anos 60 teve contato com a literatura feminista e nos anos 70 começou a produzir a sua própria. Constantemente era a única mulher não-branca e/ou de “terceiro mundo” (usando suas palavras) em eventos sobre literatura e por isso foi constantemente questionada a respeito de seu desejo de escrever, como se por algum motivo ela não devesse frequentar esses lugares ou se ocupar dessa forma. Sobre isso, reflete durante a carta:

Por que sou levada a escrever? Porque a escrita me salva da complacência que me amedronta. Porque não tenho escolha. Porque devo manter vivo o espírito de minha revolta e a mim mesma também. Porque o mundo que crio na escrita compensa o que o mundo real não me dá. No escrever coloco ordem no mundo, coloco nele uma alça para poder segurá-lo. Escrevo porque a vida não aplaca meus apetites e minha fome. Escrevo para registrar o que os outros apagam quando falo, para reescrever as histórias mal escritas sobre mim, sobre você. Para me tornar mais íntima comigo mesma e consigo. Para me descobrir, preservar-me, construir-me, alcançar autonomia.  Para desfazer os mitos de que sou uma profetisa louca ou uma pobre alma sofredora. Para me convencer de que tenho valor e que o que tenho para dizer não é um monte de merda. Para mostrar que eu posso e que eu escreverei, sem me importar com as advertências contrárias. Escreverei sobre o não dito, sem me importar com o suspiro de ultraje do censor e da audiência. Finalmente, escrevo porque tenho medo de escrever, mas tenho um medo maior de não escrever.
Por que deveria tentar justificar por que escrevo? Preciso justificar o ser chicana, ser mulher? Você poderia também me pedir para tentar justificar por que estou viva? (ANZALDÚA, Gloria)

Anzaldúa também fala sobre o cuidado que se deve ter para não cair em uma escrita universalizante. O texto original é de 1980 e nessa época autoras acadêmicas feministas provenientes de ex-colônias europeias abordaram as múltiplas relações e papéis que as mulheres podem ter em um cenário global e trataram das relações pós-coloniais hierarquizadas entre esses países, o que pode ter inspirado o carta. Gayatri Spivak, por exemplo, escreve sobre sua própria jornada enquanto indiana de uma casta que teve acesso à educação e à cultura do imperialismo britânico e que agora parte desse local de fala (SPIVAK, 1998). Mais tarde essas inquietações a respeito de gênero, classe e etnia viriam culminar na obra de Kimberlé Crenshaw (2002), que cunhou o termo “interseccionalidade em 1989 como uma forma de lidar com diferentes formas de opressão, que não seriam somadas e sim sobrepostas, articulando os diferentes marcadores em uma dinâmica de poder. De certa forma o que Anzaldúa faz é conclamar que as mulheres, especialmente não-brancas, ocupem os espaços e escrevam. Escrevam na cozinha, no banheiro, no ônibus, mas escrevam e deixem as palavras brotar. O ensaio de Anzaldúa é curto, mas muito inspirador. Pode levar a várias reflexões sobre arte, engajamento, etnia, local de fala, experiência e subjetividade.

[U]ma mulher que escreve tem poder. E uma
mulher com poder é temida (ANZALDÚA, Gloria).

ANZALDÚA, Gloria. Falando em línguas: uma carta para as mulheres escritoras do terceiro mundo. Revista Estudos Feministas, v.8, n.1, p. 229-236. Florianópolis, 2000.

CRENSHAW, Kimberlé. Documento para o encontro de especialistas em aspectos da discriminação racial relativos ao gênero. Revista Estudos Feministas, v.10, n.1, p. 171-188. Florianópolis, 2002.

SPIVAK, Gayatri. Quem reivindica alteridade?. In: HOLLANDA, Heloísa Buarque (org). Tendências e impasses: o feminismo como crítica da cultura. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

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