Os Melhores Livros de 2013

Essa lista não se propõe a discutir os melhores livros lançados em 2013, mas sim aqueles que eu tive o prazer de ler ao longo do ano. Para ler minha opinião completa sobre eles, é só clicar nos links.

FICÇÃO

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Aqui há um empate técnico. O primeiro que devo citar é A Cor Púrpura, escrito por Alice Walker. A trama, que conta a história de Celie, uma jovem negra e pobre que tem todas as dificuldades possíveis na vida, é, ao mesmo tempo de uma impressionante força e extrema delicadeza. Steven Spielberg dirigiu uma adaptação da obra para o cinema, mas infelizmente açucarou a trama e tirou grande parte de sua força. Mas a então novata Whoopi Goldberg está fantástica. Comento sobre ambos, livro e filme, no link acima.

 

 

homens que não amavam

O segundo que deve ser mencionado é Os Homens que Não Amavam as Mulheres, de Stieg Larsson. Por algum motivo eu tinha preconceito com esse livro antes de lê-lo. Mas ao fazê-lo o que encontrei foi uma trama investigativa instigante e uma personagem intrigante impossível de não gostar, apesar de tudo: Lisbeth Salender. Li apenas esse primeiro livro da série e pretendo dar continuidade em algum momento. Já há duas adaptações cinematográficas do livro: a primeira é sueca e a segunda é americana. Também comento a respeito das duas, além do livro, no link acima.

 

 

NÃO-FICÇÃO

moda e seu papel social(1)

Essa categoria é complicada, pois li muitos livros de áreas específicas esse ano. Devo destacar um: Fashion and Its Social Agendas: Class, Gender and Identity in Clothing, de Diane Crane. Embora em alguns trechos ele se repita, é uma belíssima compilação de dados e fatos históricos sobre o uso da vestimenta para marcação de identidades de gênero e classe, entre outras. Leitura obrigatória para quem tem interesse na temática de moda.

 

 

QUADRINHOS

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Sem dúvida o quadrinho mais interessante e desafiador que li nesse ano foi Fun Home, de Alison Bechdel (a criadora do Teste de Bechdel). Trata-se de uma novela gráfica autobiográfica em que a autora lança um olhar para sua infância e suas relações familiares, especialmente com seu pai. Guardando certo distanciamento da narrativa, ela consegue construir uma obra sensacional.

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Isabel Wittmann

Catarinense, 33 anos, louca por bichos, feminista. Hoje mora em São Paulo, mas já passou uns anos no Amazonas. Crítica de cinema, doutoranda em Antropologia Social, podcaster e pesquisadora de gênero.