Rebecca, a Mulher Inesquecível (Rebecca/1940)

Assistido em 19/04/2013

Primeiro filme americano de Hitchcock, Rebecca é adaptado do livro de Daphne Du Maurier. Em Monte Carlo uma jovem dama de companhia (Joan Fontaine) conhece um homem rico, Maxim de Winter (Laurence Olivier) que pede para se casar com ela. Eles se mudam para  Manderley, a mansão dele na Inglaterra. Acontece que Maxim é viúvo há pouco mais de um ano e a casa ainda é fortemente marcada pela presença de sua primeira esposa em todos os detalhes. O quarto que o casal dorme não é o mesmo que Maxim usava anteriormente, que é mantido fechado com todos os pertences de Rebecca (o nome da esposa anterior) ainda lá. No escritório, papéis timbrados, cadernetas e canetas com suas iniciais. No jantar, guardanapos bordados com um grande R. Rebecca está em toda parte. Para aumentar o sentimento de inadequação em relação à jovem segunda esposa, nunca nos é falado seu nome: trata-se de sra. de Winter, a segunda, a nova… O começo do filme gera um suspense e um estranhamento em relação à forte presença de Rebecca. A segunda parte da história tem o suspense diminuído e começa a investigação sobre como ela morreu.

Hitchcock se favorece de cenas com grande profundidade, com fotografia semelhantes a Cidadão Kane (mas anterior). Os jogos de luzes e sombras são lindos, como pode-se ver nesse post (clique no mosaico para ver as imagens ampliadas). A maquete utilizada para as tomadas externas de Manderley é muito bem feita, embora sob o olhar de hoje em dia, facilmente identificável como tal. O cenário da mansão é um verdadeiro labirinto de cômodos, feito para aumentar a sensação de desconforto. O figurino da sra. de Winter é feito para demostrar o quão simplória e mesmo sem graça ela é, sendo julgada o tempo todo até pelos empregados da casa, que a acham inadequada em comparação com a deslumbrante e refinada Rebecca. O ponto fraco do filme, se eu fosse citar um, é Sir Laurence Olivier, que atua de maneira severa, dura, quase inexpressiva. De qualquer forma é um ótimo entretenimento e com aquela fotografia linda de Hitchcock.

Share