Thor: o Mundo Sombrio (Thor: the Dark World/ 2013)

Assistido em 12/02/2014.

Serei breve nesse comentário. Nessa sequência dirigida por Alan Taylor, o que não faltam são referências. O filme já começa com uma cena de batalha saída diretamente de Senhor dos Anéis, envolvendo Asgardianos e uns Dark Elves. Entre os amigos de Thor, está uma espécie de Xena, além de Zachary Levi, quase irreconhecível. Thor (Chris Hemsworth) volta para Jane (Natalie Portman) e leva-a para Asgard, onde protagonizam cenas românticas tiradas da nova trilogia de Star Wars, no balcão do palácio. Em determinado momento temos O Vôo do Navegador e até inimigos saídos de Power Rangers. E a primeira cena pós créditos tem um tom de Dr. Who com uma pitada de Harry Potter. Está bom ou quer mais? Foi até divertido coletar tantas e tão óbvias referências.

Sobre o filme, de maneira resumida: o vilão, como sempre em se tratando de heróis de quadrinhos, promete muito e pouco faz. Jane tem mais participação. Loki (Tom Hiddleston) está ótimo como sempre. O filme tem mais humor que o primeiro, indo por uma linha mais próxima de Vingadores. Direção e narrativa são irregulares e inconsistentes. Os coadjuvantes (especialmente Kat Dennings, mas também Stellan Skarsgård) funcionam muito bem como alívio cômico. A trama pouco importa. Os personagens já tem tanta vida própria que é de se admirar que não consigam criar nada melhor para explorá-los. Sem esperar muita coisa, dá para se divertir.

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Isabel Wittmann

Catarinense, 33 anos, louca por bichos, feminista. Hoje mora em São Paulo, mas já passou uns anos no Amazonas. Crítica de cinema, doutoranda em Antropologia Social, podcaster e pesquisadora de gênero.